Sorria

Vocês já viram a nova logo da Pepsi? Eu já demonstrei anteriormente, neste blog, minha aprovação para uma medida ousada da Pepsi chinesa. Dessa vez, entretanto, a mudança de identidade da Pepsi me assustou muito inicialmente. Como eu disse, inicialmente.

Como vocês podem ver pelas fotos, a nova logo tem estilo bem mais clean que a anterior. Não vou ficar especulando e analisando a logo graficamente, mas o que eu quero dizer é que eu gostava muito do símbolo antigo, uma espécie de yin-yang que, na minha cabeça (e acredito que na de muitos), era marcante. A nova logo, visivelmente, quer nos esboçar um sorriso.

Primeiramente, eu praguejei contra a mudança, disse que era exagero e maluquice. Pensei "isso só vai dar certo junto de um ótimo plano de comunicação". Ao pesquisar mais a fundo, pude ver então que esse plano existe. Antes de mais nada, assistam a esse vídeo:



Fantástico! Talvez seja uma questão de costume, mas, além disso, a nova identidade da Pepsi é inegavelmente inovadora. As mudanças de acordo com o tipo de refrigerante também são interessantes. Para entender melhor ainda a justificativa para a transformação, é legal ler o manual de identidade da nova marca.

Todas essas mudanças, mais do que significar "nós podemos mudar e continuar conhecidos", significa também uma tentativa inédita de fugir do estereótipo de "rival da Coca", o que, ao meu ver, é louvável. Mais uma vez, a importância da conceituação, da fundamentação, e do planejamento, fica evidente, escancarada. E mais uma vez, eu me fascino com ela, como se não a conhecesse.

Mera coincidência...

O jornal "O TEMPO" do dia 15/06 veiculou uma matéria sobre o sucesso do formato diferente do Globo Esporte de São Paulo, apresentado por Thiago Leifert. Durante essas duas semanas assisti o programa pela TV a cabo e pelo YouTube e também gostei muito. O programa esportivo rompeu com o formato telejornal e se tornou mais informal.
Os textos não são decorados e repetições de palavras não são problema. Assim, se o apresentador tiver que repetir Galo na mesma frase ótimo. Muito melhor que "encebar" um "alvinegro do gol da lagoa". Além do texto informal e improvisado, Leifert frequentemente conversa com seus convidados jogando vídeo game, quebrando todo o glamour e mal-humor que, infelizmente, tomou conta da cobertura esportiva.

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Em um primeiro momento, embora a audiência tivesse se mantido estável, o novo modelo foi muito criticado pelos telespectadores via e-mail. Só em uma primeiro momento. Hoje a audiência aumentou e só chegam mensagens elogiosas.

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Eis a questão: será que a toda poderosa Rede Globo daria um arriscado tiro no escuro inovando no tradicionalíssimo Globo Esporte? E seu sucesso? Foi mera coincidência? Já disse Fred Vieira (professor da comunicação aqui da UFMG): quando se entra no curso de comunicação social, a ingenuidade e inocência vão embora. Percebi a minha inocência se perdendo me fazendo essas perguntas sobre o sucesso do Globo Esporte paulista. Certamente toda essa mudança estrutural no programa foi planejada. A resistência inicial, mas a estabilidade da audiência, evidentemente foi previsto e estudado. Por fim, o objetivo proposto, o aumento da audiência, foi atingido.

Possivelmente os planners da Globo pensaram que, em um período de teste, poderia haver reprovações do público, acostumados com outra forma, mas a audiência não cairia tanto, visto que é um programa com grande credibilidade e tradição. Entretanto essa resistência seria quebrada com o tempo, em face ao sucesso de alguns programas esportivos que combinam informação e bom-humor.

Desconstruindo os processos de comunicação é fácil perceber que, nesta área, não se faz nada sem planejamento!

Paradoxo da Visibilidade

Um é pouco, dois é bom três é demais e isso é um clichê! Ok. Você já parou para pensar na vida sem e-mail? Quantos e-mails você recebe por dia? Quantos envia? De quantas listas de discussão/grupos você participa?
Pois é, mas neste mundo do virtual, corre-se sempre o risco de cair na velha falácia de que no terreno da internet, em se plantando, tudo dá. E iludidos pela equação sedutora que coloca tempo de leitura de um e-mail em função do tempo do dia em que a pessoa está com o e-mail aberto, o spam pode aparecer como uma forma de propaganda obviamente perfeita: barata, fácil de distribuir e com grande potencial de difusão.
Mas calma! Já parou para pensar no paradoxo da visibilidade? Rebatendo a obviedade da afirmativa do parágrafo anterior, é óbvio pensar que um e-mail a mais, um e-mail a menos... e seu marketing super barato pode sair caro esbarrando na falta de eficiência. Pode ser só mais um e-mail desconhecido que vai para a lixeira eletrônica sem a chance de ser mesmo aberto.
Mas é claro que o e-mail, parte do dia de todo mundo que está lendo esta postagem (posso apostar!) pode ser uma ferramenta muito útil para uma boa comunicação dirigida. Basta obedecer à boa e velha regra das mães (e das revistas de dieta) de que tudo em excesso faz mal e que (quase) tudo pode ser muito apreciado, desde que com moderação. Até mesmo clichês, quando eles cabem (como no começo deste texto) ou um e-mail marketing enviado para as pessoas certas!
E como saber quem é o que? Sugestão: Planejamento!

Conquista! – parte 2

Histórico

O uso da sedução para vender é antigo, se confundindo com a própria historia da propaganda. As técnicas se aprimoraram com o tempo, e com o surgimento da TV, puderam ser explorados outros elementos, como a música e a criação de uma cena que pudesse retratar melhor essa idéia do que apenas a imagem na mídia impressa. A associação entre desejo e produto precisa ser feita com critério, pois a sexualidade sempre foi um tema complicado de se abordar, apesar de se tornar um assunto cada vez mais liberal. Por isso a importância de um planejamento adequado para cada situação, procurando entender o contexto social e a necessidade dessa relação, pois o uso inadequado pode incentivar a banalidade e gerar constrangimento, algo já ocorrido antes. É interessante observar que as transformações sociais possibilitaram a exploração mais explícita do corpo, mas o olhar ainda continua sendo um importante elemento para representar esse sentimento. As propagandas clássicas abaixo ilustram bem essa realidade, utilizando também de outros símbolos que remetem a esse universo do desejo, como a rosa. Outro caso fantástico de representação é a maçã da Apple, que simboliza tentação, o que sintetiza o posicionamento da marca.


E para complementar, vídeos da Pespi e da Fiat, de épocas distintas, mas repletos de sensualidade.


Os dois lados da curiosidade

Muitos planners tem uma característica que poderia ser chamada de indecisão e falta de foco, mas que é fundamental e as vezes enlouquecedora.

Os planners se interessam por tudo!

Não tudo tudo, porque nem tudo é legal e interessante e ninguém merece trombar com aquela vizinha carente no ônibus e escutar horas e horas no trânsito de como o sindico é desleixado e precisa mandar pintar o hall, ta tudo descascando e a faxineira não limpa, os moradores não reinvidicam e bla bla bla.

O que eu quero dizer é que há nos planners uma vontade de conhecer as coisas, saber como funcionam, o que é, de onde vem, enfim, uma curiosidade a mais, que faz com que haja um interesse por assuntos dos mais diversos.
Essa curiosidade, esse interesse por assuntos diferentes é que nos motiva a pesquisar, ler e perguntar. É essa curiosidade que garante que vamos fazer um bom trabalho, que vamos buscar entender a fundo o nosso cliente e o seu negócio, que vamos nos envolver o suficiente com aquilo para que façamos o trabalho da melhor forma possível.
Enfim, esse interesse por tudo é fundamental para que nos tornemos profissionais dinâmicos, flexíveis e eficientes.

Porém, essa característica tão importante pode ter um outro lado.

Não sei vocês, mas constantemente eu tenho crises de identidade que me fazem querer largar tudo e virar artista, bióloga, babá, cozinheira, arquiteta, música, decoradora, policial, artesã, etc, etc, etc...
Porque é tudo tão legal, tudo tão interessante, que eu fico em dúvida se o que eu quero trabalhar mesmo é com publicidade.
Cansei de me pegar pesquisando as coisas mais estranhas e sem nexo com a minha realidade na internet e com isso as vezes esqueço até mesmo de fazer os meus trabalhos de faculdade, estudar para minhas provas, ou trabalhar nos meus outros projetos pessoais.
Até já pensei que eu tinha transtorno bipolar por causa disso.
Mas agora eu acho que não, talvez seja apenas essa característica tão planejadora que me empurra para todos os lados, mas que no final da viagem sempre me deixa de volta nesse meu porto seguro que é a comunicação.

Acontece isso com vocês também?

Se tudo mudar, a gente muda também

"Qual é o valor do conhecimento?". Esse é a pergunta carro chefe da nova campanha do jornal Estado de S. Paulo. O Estadão convida o seu leitor a definir quanto vale o conhecimento para ele.
Eu achei essa estratégia muito interessante, pois de uma maneira interativa, faz o seu público refletir o quanto a relação (sim, o jornal não transmite informações, mas estabelece uma relação com o seu receptor que vai muito além disso) com o jornal é positiva para ele.
As pessoas têm rápido acesso a todo tipo de informação. Sabendo disso, o que o jornal propõe é se posicionar como um meio de adquirir conhecimento e não apenas informação. O vídeo procura passar a idéia de que informação passa, mas conhecimento fica e leva você mais longe. Sendo assim, percebemos claramente que essa não é só uma estratégia para angariar mais assinantes, como também uma campanha institucional muito bem pensada.
Talvez ela seja resultado da crise pela qual o jornal impresso está passando devido a popularização do acesso aos meios digitais, que divulgam as informações de maneira muito mais rápida e barata. Nesses momentos de mudança de apropriação dos meios, é muito importante um planejamento de campanha para que as ações vão realmente ao ponto que interessa. E eu acho que nesse caso o planejamento foi bastante feliz.
Na realidade, o leitor escolhe o valor que vai pagar apenas na primeira parcela da assinatura. Mas sem dúvida a ação vai fazer muitas pessoas repensarem o valor que a experiência estética com o jornal pode lhe proporcionar. E é isso que importa.

Confira mais detalhes da campanha no link abaixo:
http://www.portaldapropaganda.com.br/portal/index.php/ultimas/Estadao-convida-leitor-a-definir-o-quanto-vale-o-conhecimento.html

A indignação de todo RP

Hoje fiquei muito indignada com a postagem do meu colega, achei esse texto ótimo, mas o livro de Stefan Engeseth,"The fall of PR and the rise of advertising", sobre a queda das relações publicas me deixou insatisfeita. Eu me pergunto para que ficamos 4 anos estudando, fazendo diferentes estágios e assistindo palestras? Se chega ao ponto em que a sociedade desvaloriza nossa profissão. Tudo bem que eu respeito as diferentes opiniões e perspectivas, não tenho nada contra, sobre tudo porque eu sei que todas as informações têm fundamentos. Mas vou apontar aqui minha opinião, voltada para a importância das Relações Publicas.

As Relações Publicas existem faz muito tempo, mas esta foi reconhecida como atividade, recentemente. Agora me pergunto, porque foi reconhecida?
Bem, foi reconhecida pelo fato de ser um ponto estratégico para a organização das sociedades. Elas existem para representar os públicos perante a sociedade empresarial.

Um profissional de RP serve como mediador entre os públicos e as organizações. Nenhuma organização empresarial funcionaria sem planejar a comunicação com seus públicos de preferência, sem o ADMINISTRADOR das informações e muito menos sem o auxilio na transmissão dessa informação.

VISA, FERRARI, COCA COLA, MC DONALDS , PEPSI, FORD, ADIDAS, NOKIA, etc, são empresas que não funcionariam sem um departamento de Relações Publicas, porque eles não conseguiriam atingir seu publico só com uma pequena intuição sobre que propaganda lançar na internet. Por isto as Relações Publicas têm ainda um caminho longo por recorrer e sobre tudo um caminho em crescimento, a reputação de uma empresa e a importância que sentem os públicos depende totalmente da mediação do profissional de RP.

Todos os estudantes de RP e planejadores não devem deixar que a imagem de uma profissão tão importante seja deturpada, tanto que sem ela não existiria nenhuma boa comunicação.

O declínio das Relações Públicas (?)

Aproveitando o debate sobre novas mídias que eu introduzi no meu último post "Construtores de Cases", abro aqui a discussão para uma polêmica levantada no Festival de Cannes, iniciado neste domingo e vai até sábado dia 27 de junho. Enquanto o Brasil conquistava 3 Leões de Ouro e 4 de Bronze na categoria Press nessa segunda-feira, o escritor sueco Stefan Engeseth distribuia 10 mil exemplares de seu novo livro, além de disponibilizá-lo para download na internet. O nome do livro? "The fall of PR and the rise of advertising" (algo como "A queda das Relações Públicas e o crescimento da Publicidade").


Pois é. Enquanto os estudantes de RP têm a atual impressão de que o mercado profissional da área está em crescimento, Engeseth introduz outra perspectiva, segundo a qual as Relações Públicas estariam em declínio. Para provar o argumento o escritor apresenta 10 razões, das quais, algumas são:


- "As agências de PR não podem mais esconder a verdade", uma vez que os milhões de internautas têm informações a tudo e voz para falar o que quiserem;

- Os profissionais de RP gerenciam crises por dinheiro, e não pelo desafio;

- A ausência de regras permitem que os RPs "avancem demais".


Entre os argumentos para mostrar que a publicidade se encontra em crescimento, estão:


- A proliferação proporcionada pela Internet, tanto pela velocidade quanto pela diferença de gastos em outras mídias;

- As agências de propaganda definem estratégias para a marca, enquanto as de Relações Públicas não;

- A publicidade tornou-se parte da indústria do entretenimento, como provam as campanhas virais, outras ferramentas da internet, e o marketing de guerrilha.


Afinal, será que existe mesmo essa possibilidade? Eu diria que não. Primeiro, "esconder a verdade", como diz Engeseth, é um conceito muito relativo. A internet, ao proporcionar maior liberdade de expressão para todos, vai permitir que os internautas digam o que quiserem, como também proporcionará maior e melhor comunicação das agências de RP com seus públicos. Trata-se de um processo dialético, e não de um desmascaramento das instituições. Segundo, o tom preconceituoso das argumentações do escritor sueco lhe tira qualquer chance de razão. Como assim os RPs gerenciam crises por dinheiro? Nós, empresários juniores, ao menos, ainda não somos profissionais, mas trabalhamos sem qualquer remuneração. Pode ser sim pelo desafio. Terceiro: as agências de RP não definem estratégias? Qual é o propósito final do planejamento, mesmo? Paro por aqui, porque sou suspeito demais para falar...


Fonte:

http://www.mmonline.com.br/eventos/cannes/cannes2009/cannes!noticia.mm?url=Livro_polemiza_em_torno_do_trabalho_de_PR_e_da_publicidade

http://www.mmonline.com.br/eventos/cannes/cannes2009/cannes!noticia.mm?url=Brasil_tem_3_Ouros_e_3_Bronzes_em_Press


Bom, FEIO e barato

Diariamente somos bombardeados com propagandas em todos os meios de comunicação. Tamanho bombardeio nos torná, indiscriminadamente, críticos de propaganda. Julgamos, baseado quase que absolutamente na estética, se a propaganda é boa ou ruim. Do ponto de vista da comunicação, as coisas não funcionam bem assim. Existem aquelas campanhas que combinam perfeitamente estética e objetivos. Esse tipo de campanha deixa propaganda, marca e produto na memória.

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Quem não ficou com água na boa vendo e ouvindo "Pipoca e Guaraná"? E quem não completou a receita mais famosa do Brasil com "é o Big Mac"?

Entretanto essa sintonia não é regra. Na década de 1990 havia uma propaganda de um aparelho de som em que formiguinhas usavam os alto-falantes como trampolim. Linda, genial. Todos gostaram e se deliciam até hoje ao lembrar do comercial. Pouquíssimos se lembram que a anunciante era a Philco.

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Já à época a empresa percebeu essa falha e conjugava esse comercial com um outro, muito curto, que simplesmente bombardeava a marca. Não eram anúncios seguidos, geralmente vinha uma propaganda absolutamente aleatória entre eles.

Por outro lado, como muito bem lembrou o André neste blog tempos atrás, existem propagandas dias, que viram chacota, mas que são absolutamente pertinentes ao seu fim. Aqui em BH todo mundo detestava o vídeo da Bordados da Dinha "Capa de Sofá, 5 Reais". Todavia, o jargão irritante se popularizou e os públicos alvo, c e d, que passam diaramente pela região da loja, antes desconhecida, passou a tornar a Bordados da Dinha referência. Sucesso absoluto de vendas.

Nem tudo que é bonito é bom, depende do público. Ele tem sempre razão.

Buzz: A Era do Marketing Viral

Já fazia muito tempo que eu não indicava um livro por aqui. Depois desse período de abstinência, decidi mostrar um que parece ser muito bom. Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de ler, e pode até parecer que estou julgando o livro pela capa, indicando simplesmente por me parecer bom. Mas além do tema ter me chamado muita atenção, o livro também tem uma descrição ótima, e muita gente anda comentando sobre ele na internet. O livro é de 2003, mas parece trazer casos bem atualizados sobre o ramo do Marketing

Fica a sinopse do livro para já deixarem vocês curiosos para ler:
"Eis o modo mais barato e eficiente de colocar o nome da sua marca na boca de todos e transformar consumidores potenciais em compradores reais. O buzz, porém, não surge espontaneamente: você tem de fazê-lo acontecer. Como disseminar o buzz? Como fomentá-lo? Em Buzz, três dos mais bem-sucedidos especialistas mundiais do ramo revelam as fórmulas altamente eficazes que empregaram para provocar alarido em torno de grandes marcas como American Online, Esprit e Nintendo. Marian Salzman, Ira Matathia e Ann O´Reilly não discorrem apenas sobre teoria: mostram como o buzz marketing funciona. Conduzem o leitor, passo a passo, ao longo do processo de identificação dos Alfas e dos Abelhas, pessoas influentes que garantem a transmissão de mensagens ao público-alvo. Os autores apresentam também técnicas que comprovadamente criam a ilusão da espontaneidade, valendo-se das redes sociais existentes para levar a sua mensagem aonde você quer que ela chegue e induzindo os consumidores a trabalhar para você. Examinando estudos de caso colhidos em campanhas de marketing bem-sucedidas para Kate Spade, Bulgari, Ford, Nokia e Apple, este guia prático conta a história oculta de como o boca-a-boca realmente funciona. Você também descobrirá quão eficazes são os anúncios de impacto, o modo como aproveitar o ímpeto de uma marca e quais os produtos ou serviços que mais se beneficiam de uma campanha de buzz. Você descobrirá diferentes tipos de buzz (inclusive o marketing viral pela internet) e aprenderá a escolher o que funcionará melhor para determinada marca ou campanha. Além disso, ao longo do livro, tomará conhecimento de técnicas inovadoras de construção de buzz para ir além do simples comentário e gerar lealdade duradoura à marca."

O livro não é mais uma daquelas bíblias gigantes do Marketing e tem apenas 222 páginas. Vale lembrar a força que esse tipo específico de Marketing tem atualmente, e as vantagens trazidas com ele. Para um bom Planejamento, é sempre bom estar atento a esse tipo de ação.


Conquista! – parte 1



Banho tomado, roupa escolhida, cabelos penteados, perfume, hálito fresco: tudo pronto para a noite. Ao chegar, reconhecimento geral do mercado (a famosa “olhadinha”). Terminada a apresentação, vamos logo ao mapeamento de públicos, afinal nem todo mundo é do seu interesse (pelo menos é o que eu espero). A partir do mapeamento, recomendo uma análise SWOT: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças (creio que não preciso explicar essa parte). Agora, chegou a hora de escolher o target. Ah, o target! Pois bem, começaremos pela pesquisa de mercado (pesquisa de opinião, grupos de foco, técnicas projetivas, fica à seu critério). Diante dos resultados, prossiga com o plano de ações. A conquista do seu market share (fatia de mercado) pode ser feita de diversas maneiras, como o marketing de guerrilha (muito cuidado com essa opção), mas a escolha da estratégia vai depender do seu know-how.


Essa é uma das séries de posts que vai mostrar a estreita relação das técnicas de venda com as de atração entre homem/mulher (ou se preferir, do mesmo sexo). Para iniciar as discussões sobre o assunto, vou parafrasear uma comunidade do Orkut: cliente não se pega, conquista! E como a expectativa é uma das artes da sedução, te aguardo no próximo sábado...



Verdades que precisam ser ditas

Hoje o meu post não vai falar especificamente de planejamento, relações públicas ou publicidade, mas de comunicação como um todo.
Desde quarta eu estou ouvindo (e lendo) futuros jornalistas reclamando da decisão do STF de derrubar a obrigatoriedade do diploma de jornalismo.
Sinceramente, eu não tenho nada contra essa mudança, acho que pouca coisa vai mudar e mesmo assim essas poucas mudanças não vão prejudicar os profissionais de qualidade.
Perai!! Antes de abrir a caixa de comentários e começar a me xingar, leia o post até o fim.
Aqui vão algumas verdades não só para jornalistas, mas para todo mundo que estuda ou é formado em comunicação social.

1) Qualquer um pode fazer comunicação.
Isso é FATO! Afinal, nós aprendemos comunicação desde o momento que nossos sentidos começam a funcionar ainda dentro da barriga da mamãe.
Então por que estudar Comunicação Social? Porque na vida nós só aprendemos a técnica e, com raras exceções, apenas em situações que abrangem públicos pequenos. Para lidar com problemas de comunicação bem mais complexos, como os que nós estudantes e profissionais lidamos, é preciso entender o processo de comunicação e aprender uma técnica bem mais complexa do que a da comunicação que todos são acostumados a lidar.

2) Ainda assim, qualquer um pode escrever um artigo, fazer uma reportagem, criar uma peça de comunicação, etc.
Outro fato. Afinal, nós estamos cansados de ver engenheiro em assessoria de comunicação, fisioterapeuta criando o próprio cartão de visitas, lojista criando seus próprios cartazes, etc.
Muitas vezes esses trabalhos feitos por leigos é eficiente, mas não preciso nem falar que essas peças normalmente são horrorosas e várias vezes nos deparamos com situações dignas de boas risadas envolvendo essa "comunicação improvisada". Uma vez eu e uma colega estavamos andando pela faculdade quando nos deparamos com um cartaz, se não me engano feito por meninas da educação fisica, marcando um encontro para meninas interessadas em vôlei. porém o cartaz não trazia a data do encontro. Imagina a decepção das meninas ao chegar no encontro e depararem apenas consigo mesmas. Outro caso parecido eu e meu namorado presenciamos, quando pegamos no cinema um popcard de um novo restaurante japonês, cujo endereço havia sido carimbado popcard por popcard. Enfim, os exemplos são infindáveis e abrangem todas as áreas da comunicação.

3) Profissional de Comunicação NÃO é auto-suficiente
Quem acha que porque é jornalista, publicitário, relações públicas pode fazer uma logo para um constultório médico, uma reportagem sobre bichos, ou planejar a comunicação de uma multinacional por si só que nem os especialistas dessas áreas faria melhor, precisa por o pé no chão.
Profissional de Comunicação tem que saber falar sobre tudo, se virar em assuntos dos mais diversos. É exatamente nessa hora que você mostra a sua eficiência, as a gente tem que perceber que especialistas as vezes podem sim fazer uma reportagem muito mais satisfatória que a gente. O ideal é ser aliado de quem entende daquilo que se quer falar, perguntar, pesquisar, se aprofundar sempre e cada vez mais, pois assim os conhecimentos do especialista e o seu caminharão juntos para chegar ao melhor resultado.

Então, pessoal, é hora de quem acha que o fim da obrigatoriedade do diploma é também o fim do jornalismo botar o pé no chão e parar de se achar o dono do mundo e é hora de quem acha que não é fim do jornalismo, mas dos jornalistas, acordar para o seu próprio papel e importância.

p.s.: esse post reflete apenas opiniões pessoais minhas

O que é sucesso para você?

O estresse é a doença do século. Em busca de sucesso profissional as pessoas acumulam uma série de funções e acabam se esquecendo de reservar um tempo para si mesmas.
O problema é que muitas vezes as pessoas estão tão sobrecarragadas que a qualidade das atividades que realizam acaba ficando comprometida. Nós, profissionais da comunicação, sabemos muito bem como é isso. São prazos curtos, muita informação para ser coletada e analisada e a pressão é desumana.
Nós devemos sim ter ambições e querer que o nosso trabalho se destaque, mas não podemos esquecer que a nossa vida não se resume ao aspecto profissional, e que o maior sucesso que podemos ter na vida é sermos verdadeiramente felizes.
Eu conheço uma série de pessoa que detestam trabalhar sob pressão e que ficam muito incomodadas quando chega a hora de ir embora do serviço e não podem ir simplesmente porque tem uma demanda urgente para ser terminada e que a opção de acabar no dia seguinte não existe. Por outro lado, há pessoas que trabalham nesse ritmo e são extremamente felizes, pois a satisfação de ver o trabalho cumprido é enorme.
A minha pretensão com esse texto é apenas refletir um pouco sobre nossas vidas e escolhas. Acho válido nos sobrecarregarmos de funções se elas nos trouxerem, além de um bom currículo, uma vida mais completa e feliz.
Para quem quizer pensar um pouco mais sobre o assunto eu deixo abaixo um texto no mínimo poético. Boa leitura!


"A Trilogia do Sucesso
Afinal o que é o sucesso?
Todos nós sabemos que é um conceito totalmente subjetivo e que depende da percepção de cada um. Será que para se sentir uma pessoa de sucesso é preciso estar o tempo todo em evidência, com grandes conquistas materiais ou com o corpo perfeito?
Acredito que o conceito de sucesso resume-se na seguinte frase:
- Sucesso é a capacidade de estar feliz consigo mesmo.
Porém é preciso ter em equilíbrio três fatores fundamentais:
Espírito. Acreditar em Deus, independente da crença. Não estou falando de religião, mas sim de religiosidade. Acreditar no “algo a mais”, é uma característica marcante das pessoas que se sentem realizadas. É por meio da fé que realizamos o que antes nos parecia impossível. É a fé a força que surge, não se sabe de onde, quando tudo parece perdido. É a fé que alimenta seu coração e mente quando é preciso atravessar os obstáculos da vida. Com certeza quem tem fé vai mais longe.
Amor. Aqui a capacidade de amar como um conceito mais amplo. A palavra e o ato de amar parece nos assustar, então, que tal compararmos com palavras como solidariedade, amizade, companheirismo, compartilhar, doar, apoiar, ouvir? Não são pequenos atos “disfarçados” de amor? Amar ao próximo significa ter um comportamento respeitoso para com o seu semelhante. Sentir-se amado e aceito no meio em que você vive é uma das maiores necessidades do Homem. Mas, que tal, começar você a ter algumas atitudes que possam tornar realidade as palavras acima no seu dia-a-dia? Por que precisamos sempre esperar que alguém dê o primeiro passo?
Matéria. Acredite, não há nada de errado em ser ambicioso, mas sim, em ser ganancioso. Ambições positivas nos levam a procurar maneiras de conseguirmos o que queremos, de crescer na vida e na carreira.
O sucesso não consiste em ter ou ganhar muito, mas em ter ou ganhar o que o deixa satisfeito e feliz, o que realmente atenda as suas necessidades e da sua família. Afinal, para que mais?"

Paulo Araújo – www.portaldomarketing.com.br

Controle de tudo???

Na última semana eu cheguei a uma conclusão triste para nós planejadores: Nem tudo conseguimos planejar!
Para quem achava que conseguia controlar a vida toda através dos planos e que as coisas só saiam do controle porque não haviam sido planejadas previamente, foi um choque e tanto...
Tá, nem foi tanto assim. Mas o exagero foi para que ficasse bem claro o que eu quero contar.

Tudo começou com uma tosse infindável que me fez sair da sala de aula para tomar água. Mas o que parecia ser só um engasgo virou febre mais a noite. Mas a tosse não foi o único sinal. Depois veio o cansaço com a falta de ar. Eu mal conseguia falar e andar ao mesmo tempo. Fiquei com medo de ser até ataque cardíaco, mas como já presenciei um real, descartei a hipótese e vi que era problema respiratório. Ixi... problema respiratório... Como se eu já não tivesse muitos. Até tomei remédios para ver se passava. Mas não passou!

E lá se foi tudo por água abaixo. Todo um feriado e fim de semana planejado para nada. Não só de descanso e lazer. Mas eu tinha planejado estudar para uma prova que tive essa semana, corrigir um plano, ler um outro plano, adiantar um trabalho, escrever no blog, etc... Enfim, nada disso deu certo. Pois como todo planejamento envolve uma certa previsão, aí foi o maior problema.
Não dá para prever doenças! E elas vêm quando a gente menos espera. Alias, ninguém fica esperando doença né? Eu pelo menos espero elas bem longe de mim. Mas tem vezes que não dá, a gente simplesmente adoece e pronto.

No meu caso, foram só duas consultas aos médicos, alguns exames e radiografias do pulmão, fora um dia internado em observação. Mas tem gente que fica muito mais tempo que isso... E os planos dessas pessoas? Trabalho, escola, família, amigos, namoradas? Infelizmente, meus amigos, não temos o controle de tudo. É nessas horas que a gente chora??

Não, é nessas horas que a gente planeja. Afinal, alguns estudiosos já deram outro nome para quando as coisas fogem do controle. Eles chamaram isso de crise.

Construtores de Cases


Hoje meu post é uma simples, mas ótima recomendação. Iniciativa do Yahoo! Brasil, o programa Construtores de Cases "mostra o processo de grandes cases", apresentados por grandes agências e profissionais do ramo publicitário. O programa televisivo está sendo exibido de forma inédita todas as quintas às 17h, no "Reclame" do canal Multishow. No rádio, é exibido pela Band News FM, no Comercial e Cia., todas as segundas às 20h20.

A grande intenção do Yahoo! Brasil com este projeto é mostrar a enorme importância da internet no alcance dos públicos de forma interativa, barata e rápida. Os cases mostrados fazem uso das diversas ferramentas do portal em suas ações, e o resultado obtido foi muito satisfatório.

Dois programas já estão disponíveis no site do projeto para serem assistidos. O primeiro é sobre a campanha "Adotar é tudo de bom" da Pedigree, e o segundo mostra o case da Volkswagen "Caminhões Fórmula Truck".

Esse projeto é mais uma ótima oportunidade para os amantes da publicidade que se interessam pelo processo não só de planejamento, mas de uso das mídias interativas e criação. Além disso, nos dá mais uma prova da eficiência e das vantagens no uso da internet para a propaganda, prática essa cada vez mais difundida não só entre as pequenas empresas, como também as gigantes como Volks e Pedigree.

Música Idiotiza o espírito?

Segundo o músico Iggy Pop, conforme a revista Istoé do dia 31 de Maio, a literatura é como cocaína e a música como heroína; a primeira aguça o espírito e a segunda o idiotiza. Ora´, caímos, pois, em uma velha discussão das teorias da comunicação: a cultura.

Atropelando todas as teorias, ou melhor, dando meu toque às teorias de grandes mestres. existem dois tipos de cultura: uma, intrínseca às sociedades, inclui o entretenimento, os costumes sociais, enfim. A segunda, mais adorniana, é aquela que leva à transcedência do espírito ao questionamento.

No entanto, a subjetividade humana nos proíbe rotular cada produção cultural como transcedental ou não. Logo, a mais raza e idiotizante das obras pode, por meio da obscuridade da mente humana, levar à reflexão, bem como a mais profunda das críticas pode alienar.

Neste sentido, tanto a música quanto a literatura ou qualquer outra produção cultural ser idiotizantes ou libertadoras. Conforme o gosto do freguês.

Muita Calma nessa hora

Eu li em algum lugar que ética é quando fazemos a coisa certa porque tem alguém olhando. Fazer a coisa certa se não tem ninguém vendo, chama-se caráter.

Estou levantando essa questão para tratar de uma das funções do Profissional de RP que permanece por mais tempo na posição do xeque ideológico. Se você estuda, ou vai estudar relações públicas, com certeza já ouviu, ou vai ouvir falar do caso TAM, quando a comunicação foi uma grande aliada da corporação na hora de gerir a crise provocada pelo acidente que deixou 96 mortos. (Se você não conhece a história, ou quer saber um pouco mais sobre ela, vale a pena dar uma lida neste artigo)

Agora, em tempo de outra grande tragédia, agora envolvendo a Air France, escrevo este texto para levantar esta reflexão: qual é o real papel da Comunicação em situações de crise? E é aqui que aquele prólogo sobre a ética retorna. Porque, a primeira vista e olhando pela perspectiva que classifica o RP como o maquiador de verdades é nesses momentos de crise que um profissional deve se sentir um vendido. O insensível que vai manipular os fatos de modo que o sangue das vítimas não respingue na imagem da empresa.
Mas o que este post defende é que, se exercida com ética, as Relações Públicas serão a voz da calma no meio do caos. E como toda calma em momentos de crise, será reconfortante para todos, até para os que sofrem. Você já parou para pensar em quantas pessoas se importam com cada um dos passageiros daquele avião? Para essa imensa rede de pessoas, unidas pelo sentimento da dor e da agonia, uma informação coerente, precisa e que respeite o momento enfrentado é indispensável. E será a comunicação de qualidade que protegerá essas pessoas das especulações, que são tão dolorosas e desnecessárias. Que preservará a intimidade das famílias, das vítimas, dos envolvidos direta e indiretamente, que evitará desgastantes e caça às bruxas infrutíferas.

Assim, uma comunicação ética articulada por profissionais sérios protegeria a todos – inocentes e culpados, se culpados houver – da falta de caráter que muitas vezes pauta a comunicação midiática nos dias de hoje.

Harley Davidson: um estilo de vida



Vejam esse comercial da marca de motocicletas Harley Davidson. Repare que a intenção da propaganda não é destacar os atributos do produto, mas sim associá-la a algo maior do que o desempenho: a experiência de se dirigir uma moto (ou melhor, uma Harley Davidson). Criada no inicio do século XX, o histórico da marca se confunde com a popularização e a produção em massa de motocicletas, porém o relacionamento construído com os consumidores não foi suficiente para suportar a concorrência com as motos japonesas, que culminou com a venda da empresa em 1981. A nova direção decidiu resolver os problemas da companhia de três formas: em primeiro lugar, um programa para o desenvolvimento de produtos; depois incorporação da produção em um nível de excelência; em terceiro lugar, uma filosofia voltada para o cliente. A partir dessas mudanças, foi criado o conceito de que a máquina é mais do que uma simples motocicleta, é um estilo de vida, uma obra de arte, um vínculo emocional com uma vasta e única comunidade. Esse conceito se consolidou de tal forma que hoje é um dos casos mais bem sucedidos de amor à marca, chegando ao ponto de pessoas tatuarem o logotipo da empresa no braço. Por isso, a propaganda acima tem os seus méritos, mas o segredo do sucesso veio da base de um planejamento estratégico desenvolvido décadas atrás, que definitivamente merece ser estudado!

Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Harley-Davidson#Nascimento_De_Uma_Lenda

http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/entrevistas/entrevistas/280901-harley_davidson.shtm

http://www.artigonal.com/marketing-internacional-artigos/estrategia-de-fidelizacao-da-marca-harley-davidson-na-perspectiva-do-cliente-622887.html

O Brasil nas redes

Você já imaginou sua vida sem internet hoje? Já parou para pensar quantas vezes você acessa a rede virtual por dia? Ou melhor ainda, quantas horas do seu dia você passa na frente do computador, lendo e respondendo e-mails, conversando no msn, skype ou google-talk, enviando scraps pelo orkut, atualizando o twitter, postando em blogs e navegando em sites?

Eu simplesmente não consigo imaginar minha vida atualmente sem a internet. Eu chego a depender dela de tal maneira que chego a ficar angustiado se ainda não li meus e-mails em determinado dia. Acontece que um simples e-mail pode reestruturar completamente meus planos para aquele dia, ou mesmo para a semana toda. Mas o que me consola é ver que eu não estou sozinho entre essas pessoas que precisam tanto da internet...

O ibope realizou uma pesquisa mostrando que atualmente, cerca de 44,5 milhões de brasileiros acessam a rede tão frequentemente quanto eu, seja de casa, ou do trabalho. E essa pesquisa também mostrou que em relação ao tempo de navegação, esses internautas ativos continuam em primeiro lugar no ranking mundial. No mês de maio, eles passaram em média, cerca de 40 horas e 41 minutos conectados na web. Nem nos Estados Unidos as pessoas passam tanto tempo conectadas (com média de 34 horas e 15 minutos conectados).

Esse estudo me fez reafirmar o quanto as mídias online tem influenciado o cotidiano do brasileiro. Planejadores de plantão, com certeza vocês também já perceberam essa tendência. Nos resta pensarmos como atingir esse público de internautas tão frequentes com ações cada vez mais diferentes e inusitadas, e que não caiam nos padrões que já estão sendo utilizados.

Agora, vou terminando meu texto por aqui, pois ainda tenho muitos sites para visitar...

Com direito a carne de primeira

E essa semana o planejamento da CRIA vivenciou seu primeiro marketing de guerrilha...
Tá, talvez não tenha sido o primeiro, e talvez nem podemos chamar a ação a qual me refiro de marketing de guerrilha propriamente dito. Mas tenho certeza que a ação chegou bem próximo disso.
O objetivo inicial era propor uma ação para divulgar esse blog. E com direito a competição e vencedores, ou melhor, vencedoras, o CRIA Plano teve uma semana de visitas procurando pistas.
A ação foi simples... os membros do planejamento enviaram um teaser no e-mail institucional da empresa, com o pseudônimo de filet mignon... pseudônimo que por sinal ficou famoso. O e-mail continha uma chamada que dava curiosidade: "Saiu a lista de plantões. Quer ver seu nome fora dela? Pergunte-me como."
Imagine só, poder descansar em um dia em que você teria que fazer plantão, ou mesmo que você não possa descansar, já que está cheio de provas para fazer, trabalhos e milhões de outras coisas... Seria uma não ter que fazer esse plantão, hein?
E a resposta veio logo em seguida: o Planejamento cobre seu plantão para você. Com uma condição... Você tem que adivinhar a frase secreta que foi ao ar no blog do núcleo de domingo a quarta. A frase foi dividida em pedaços, mas que fazem muito sentido se colocadas juntas. E pra facilitar a vida dos CRIAtivos, o filet ainda deu uma dica muito fácil... cada texto tinha um tema, e esse tema tem tudo a ver com a parte da frase escondida...
Dessa forma, a galera do planejamento esperava que as pessoas da CRIA tentassem adivinhar a frase e assim, aumentassem o número de acessos do blog... O objetivo mais específico ainda é que essas pessoas passem a frequentar o blog, após perceber que os textos aqui postados são de excelente qualidade (sou suspeito para falar, já que também sou um dos blogueiros - e o objetivo é ser convencido mesmo).
Bom, pelo jeito a ação deu certo, pois várias pessoas já comentaram que os textos são realmente bons e que nem se preocuparam tanto com as pistas em si...
Mas resta saber... filet, alguém já encontrou a resposta?

House Organs

Todas as empresas precisam ter, antes de mais nada, uma boa organização interna. Não estou me referindo somente à uma superestrutura moderna para garantir a comodidade na área de trabalho, mas sim de ter uma excelente comunicação interna com seus trabalhadores. O objetivo de toda empresa é vender seus produtos e serviços, e ele não pode ser cumprido efetivamente sem uma boa relação entre membros e empresa.
As novas mídias nos provem inúmeras opções para nos comunicar dentro de uma empresa. O jornal interno, boletim, jornal mural e revista interna são vários exemplos de mídias propostas de acordo com uma pesquisa feita previamente pela área de planejamento para melhorar o relacionamento da empresa com seu público interno de interesse. No caso de uma empresa usar um jornal interno, se deve optar por um texto pouco burocrático e que seja interativo, informativo e opinativo, e que permita a compressão clara e ao mesmo tempo sirva de entretenimento aos leitores.
Por exemplo, uma empresa tão reconhecida como a COCA-COLA Brasil, esgota cada dia mais todos seus recursos para se comunicar inteligentemente com seus colaboradores e sabe usar o jornal interno estrategicamente, o qual ganhou o prêmio nacional da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.

Planejamento X Criação

Calma, não quero propor uma briga entre esses dois departamentos comuns nas agências de publicidade. Muito pelo contrário, quero discutir aqui qual é o papel dos dois para que a relação ocorra da melhor maneira possível. Segundo Richard Huntingdon, da agência United London, "O planejamento tem a função de fazer a propoganda funcionar - nada a mais, nada a menos". Magy Imoberdorf, da extinta Lagy e Magy, expôs a função da Criação ao dizer que "Criar é aparecer mais do que simplesmente estar presente num espaço de televisão, jornal ou outras mídias".

A criação sem planejamento pode fazer uma propaganda que chame a atenção, mas que não cause uma melhora de desempenho mercadológico do produto, que é o objetivo-mor da publicidade. Em contrapartida, o planejamento sem criação impede que as estratégias traçadas no plano cheguem até o consumidor, até porque em meio à tanta informação a criatividade é essencial para que ele se interesse pela propaganda.

Enfim, não existe uma fórmula mágica para o bom funcionamento dessa dinâmica. O que existe é a certeza da importância dos dois. O planejamento facilita o trabalho da criação, e a criação dá vida ao trabalho do planejamento. Fazendo uma analogia clichê mas verdadeira, são como marido e mulher: às vezes se desentendem, mas sabem que um não vive sem o outro.

Planejamento e Atendimento

Como todos sabem, o planejamento é uma área que surgiu na publicidade há pouco tempo. Não se sabe exatamente como surgiu, nem quem foi que primeiro pensou que seria necessário um profissional que fizesse esse trabalho. Mas sabe-se que quem cunhou o termo "planejamento de propaganda" foi Stephen King (não, não foi o escritor de "O Iluminado"), em 1968.
Bom, eu acho complicado fazer publicidade de qualidade sem um bom Planejamento, então quem fazia o nosso trabalho antes disso?

O Atendimento! Sim, o atendimento, apesar de não se aprofundar em pesquisas, nem fazer diagnósticos, ou interpretar mil dados, sempre foi o responsável por fazer ligações entre todas as informações disponíveis para desenvolver o melhor conceito e direcionar a criação da melhor maneira possível, além de acompanhar todo o andamento do trabalho e fiscalizar se o briefing está sendo seguido. Ainda hoje, inclusive, muitas agências, principalmente as de pequeno porte, contam com os profissionais de atendimento também para fazer o trabalho de um planejamento. De forma não tão aprofundada e embasada, claro, pois não é possível acumular perfeitamente as duas funções, mas sempre da melhor maneira possível.

Além disso, o Atendimento é nossa principal ligação com o cliente. É ele que marca reuniões, conversa com o cliente, aprende a lidar com ele, detecta as suas peculiaridades, nos orienta e nos ajuda a obter as informações necessárias para fazer nosso trabalho da melhor maneira possível. O Atendimento é a ponte do planejamento com o cliente e o Planejamento é aliado do atendimento, ambos devem caminhar juntos para que o objetivo final, que é apresentar um trabalho de qualidade e direcionar a criação para o caminho certo, aquele que o cliente deseja, seja alcançado.

Inovar

Imagine se a partir de amanhã a sua mãe resolver que, na sua casa, só se cozinhará como os japoneses. Sim, apenas peixe cru e arroz empapado. Nada de feijão e nem de carne vermelha. Japones são saudáveis e inteligentes, a alimentação deles é super evoluída e, dessa forma, nada melhor que segui-la. Mas alguma coisa me diz que talvez você não tenha gostado muito da ideia. Sim, uma comida japonesa costuma cair muito bem, mas será que ela substitui o arroz com feijão?

Inovar. Por definição: coisa introduzida de novo. Renovação. Inovar não é fazer tudo diferente. Porque fazer tudo diferente significa dizer que tudo o que já tinha sido feito antes não tem mais serventia.

Por isso inovar é tão difícil. Por que requer mais que a vontade de “tentar o novo”. Inovar requer sensibilidade, bom senso, criatividade e... Planejamento!

Um bom Planejamento não tem medo de inovar. Isso porque planejar é saber o que está fazendo. É sentir a receptividade do público para mudanças naquilo que recebe todo dia. É saber no que cabe mexer e no que não cabe, saber se está na hora de quebrar o conforto do cotidiano. Inovar sem planejar é aventura, no pior sentido da palavra, e pode desperdiçar uma ideia que, se aplicada de uma forma mais consciente, poderia ter rendido bons frutos.

E não é sempre que é hora de inovar. Ao contrário. Um dos mitos contemporâneos é a ideia do combate exacerbado à rotina. Tudo parte dessa nossa cultura do efêmero. Mas por mais que filés com gorgonzolas sejam realmente deliciosos, o arroz com feijão da mamãe tem sempre seu lugar.

Sensibilidade, bom senso e embasamento teórico serão sempre os melhores aliados para escolher o prato do dia!

Metalinguagem


Repare bem nesse blog, no título, na disposição das informações, nas cores, no conteúdo... será que ele foi planejado? Observe bem cada informação que estimula seus sentidos e terá a resposta. O exercício de analisar as partes do todo de uma peça de comunicação, principalmente se tratando de planejamento, faz com que os objetivos envolvidos no briefing daquela criação saltem aos olhos como se você estivesse participado do processo. A partir dessa descoberta, perde-se a inocência das propagandas, mas parte do trabalho dos maiores especialistas da área torna-se disponível para consulta e aprendizado. Então, sempre que se deparar com uma campanha de sucesso, faça como Lyon, o protagonista do desenho Thundercats, tenha “visão além do alcance”, e seja um aspirante a especialista em comunicação.

Público. Ser ou não ser? Eis a questão

Durante uma aula de Planejamento da Comunicação Organizacional esse semestre, uma colega ficou em dúvida se considerava como público da FIAT consumidores que não tem condições de comprar carros.

Veja bem, meu pai tem um paliozinho 2001, lindo, cinza escuro, sujo (coitado, ninguém tem tempo de levá-lo pra lavar), quatro portas, direção mecânica mesmo, sonzinho fuleiro que toca mp3 e com sorte pega rádio. Antes dele, tinha um golzinho, daqueles quadradão, mais velho que eu (se não me engano ele é um Gol 1987), meio bege, duas portas, sem som e que se Deus for bom, já deve estar no ferro velho. Quando meu pai resolveu comprar um carro novo, foi um alvoroço na família, todo mundo dava palpite de cor, modelo, acessórios, enfim, tudo. Escolhido e pago, finalmente o lindo, maravilhoso e primeiro carro zero da família Maciel chegou nas nossas mãos. Um Palio, do ano, com cheirinho de novo e plásticos nos bancos. Eu tinha 12 belos e juvenis anos de idade, nem lembrava que carro a gente teve antes do golzinho fuleiro e até hoje lembro perfeitamente do primeiro passeio em família no nosso carrinho.

Meu pai quase trocou de carro ano passado e se a gente ainda não ta de carro novo é culpa do meu irmão que prefere ir pro Canadá a ficar com o carro velho, mas ignorando o fato de que isso possa acontecer num futuro (se Deus quiser) não muito distante, imagine agora que daqui uns anos eu esteja formada, empregada e tenha rapidamente juntado um dinheirinho para comprar meu primeiro carro. Pra qual concessionária vocês acham que eu me "dirigiria" primeiro?

Acertou quem disse Ford!!

Tô brincando. É claro que é a FIAT.
Então me digam, sou público da FIAT ou não sou??

Essa é apenas uma história (digna de lágrimas nos olhos, convenhamos), mas junto a minha existem milhares de outras histórias de pessoas que ainda não tem condições de comprar um carro, mas que por algum motivo têm uma preferência no mercado de automóveis e pode vir um dia a ter sim condições de comprar um carro. Todas essas pessoas juntas formam um público que a curto prazo não é interessante para uma empresa, mas a longo prazo é fundamental, portanto, deve sim ser considerado!

Quebrando mitos

A maioria das pessoas têm uma visão bastante pessimista dos funcionários públicos. A vantagem de se trabalhar em orgãos públicos é a estabilidade, mas em compensação, o trabalho é bastante monótono e burocratico, o que acaba desmotivando os profissionais.

Será que é isso mesmo que acontece? Confeso que hoje eu fiquei com a pulga atrás da orelha e começei a questionar esse senso comum. O núcleo de Marketing da CRIA trouxe uma palestra muito interessante para a empresa, no qual a Gerente de Relações Públicas da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, Raquel Godóy, contou um pouquinho de como é o seu dia-a-dia.

Além de apaixonada por sua área de formação, Raquel se mostrou muito motivada com o trabalho na Assembléia. Segundo ela, não existe monotonia e o aprendizado é continuo. E aquela história de que funcionário público trabalha pouco é furada. O setor de Relações Públicas passou por um processo de consolidação bastante recente dentro da Assembléia e hoje é considerado um setor estratégico que está envolvido em todos os processos.

Mas o trabalho de comunicação em orgãos públicos tem uma peculiaridade. Ela não serve aos interesses apenas da organização, mas, sobretudo, dos cidadãos. Como Raquel apontou, o Relações Públicas que trabalha dentro de um orgão público tem a obrigação de ser melhor do que um que trabalha no setor privado. Isso porque o papel dele não é vender um produto, mas contribuir para uma sociedade melhor.

Quebrar mitos é sempre muito bom! Não é?!

Ate o café com leite é preciso planejar!!!

Todo jovem planejador já imaginou pelo menos uma vez em planejar um evento, por tanto vale a pena deixar claro que não é tão fácil como parece.
Como a maioria sabe, planejar um evento consiste em tomar conta da organização de um acontecimento com o objetivo principal de comunicar. Por mais que todo mundo na área da comunicação já está acostumado a ouvir que os prazos numa demanda são muito importantes e que não se pode perder de jeito nenhum, vou ser repetitiva ...... Sim galera de novo, se vocês querem planejar algum evento não podem esquecer que um evento sem prazos não funciona, é a base fundamental de formar parte de uma organização de eventos. Para cumprir os prazos se devem definir primeiro três etapas do evento: a estratégia, a tática e a operação pelas quais o evento vai passar.
Agora não esqueçam, planejar um evento não é fácil e tanto é assim, que o estresse vai levar vocês a tomar umas longas férias após o evento, e para deixar um pouco mais fácil a vida de todos nós, estes são alguns livros que nos podem ajudar a compreender melhor o assunto.

- Planejamento Estratégico de Eventos
Marcos Fava Neves
- Valor Estratégico dos Eventos
Mônica Myhill, James B.McDonough

Boa Sorte pra todos....

Post de Opinião 2

Escrevo aqui hoje em resposta ao post da Patrícia no domingo sobre a propaganda da Coca-Cola de Parintins. Para alguns o fato da peça usar as cores da concorrente Pepsi é um erro, mas a Paty acha que a peça da Coca-Cola é ousada e mostra que a silhueta da marca suprime as cores da Pepsi. Pois bem, ao ler essa interessante opinião, pensei logo num episódio inusitado ocorrido na China, no ano passado.

Para apoiar a equipe olímpica chinesa nas Olimpíadas de Pequim, a Pepsi chinesa lançou uma latinha... toda vermelha. Sim, vermelha, e bem parecida com a latinha da Coca, que por sinal é patrocinadora oficial dos Jogos.

Segundo o diretor de marketing da Pepsi chinesa, essa decisão foi tomada por causa do retorno positivo recebido por uma pesquisa realizada com consumidores da Pepsi, que acharam a campanha ousada e aprovaram o apoio aos atletas olímpicos da China. Essa pesquisa, aliás, nos mostra o quanto o planejamento pode auxiliar em ações inusitadas com relativa segurança.

Tanto a Coca-Cola quanto a Pepsi são marcas ainda em consolidação no mercado chinês. A Coca lidera o mercado de refrigerantes, mas, de acordo com a Euromonitor International, a Pepsi obteve aumento de 93% nas vendas de 2000 para 2006 na China, enquanto esse número foi de 70% para a Coca. Essa mudança da Pepsi (que durou até o final do ano passado) foi, sem dúvida, um risco no momento de construção da marca no mercado chinês. De qualquer forma, mostra que as marcas "menores" também podem estar na posição de ousar e provocar a concorrente maior.

Quando a criatividade falta...

Mais uma segunda e eu estava pensando no tema da minha postagem. Nenhuma ideia. Branco total. Eis que surge do nada: vou falar da faltra de ideias! Ter a criatividade como instrumento de trabalho é muito complicado, afinal estar o tempo todo no limite criativo é quase impossível.
Ora (uai, em bom minerês), a criatividade é um dom imprevísivel. Um brainstorm pode durar horas e não produzir nada de interessante, bem como um insight criativo de um milésimo de segundo pode gerar a mais brilhante das soluções.
Algo problemático para comunicólogos que buscam soluções criativas em prazos curtos. Quando falta o lampejo genial é hora de recorrer às informações do cliente, às teorias, aos referenciais, ao trabalho em equipe, às pesquisas...
Veja que interessante, neste exato momento está me faltando um insight criativo para concluir o texto. Acontece... Até segunda!
 
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