Publicidade e Copa do Mundo - 2

Deus é... ...Argentino

Como eu havia prometido, finalmente volto a falar do assunto do momento: Copa do Mundo. Em uma época como essa, todas as atenções do planeta voltam para o evento, como nos mostra o vídeo da ESPN:



Yes, Bono, we do agree! Sim, concordamos que nada mais importa, tanto que a absoluta maioria dos comerciais nesta época do ano são sobre copa. Com um tema definido há 4 anos, cabem às agências definirem qual a melhor forma de trabalhar o tema.

Uma das formas mais usadas, especialmente em países que idolatram o futebol, é usar o lado emocional. Levar ao produto a identidade nacional, a paixão por futebol, no momento em que nada mais importa. Os 23 homens que representam seus países na África do Sul são mais importantes do que qualquer governante, congressista, enfim.

A Quilmes (mal comparando, a Brahma do Hermanos), que sempre usou esse apelo emocional, lançou um vídeo sensacional para a Copa do Mundo



Para quem sempre achou que Deus fosse brasileiro, pelo jeito ele trocou de lado...

Enfim, voltando ao que interessa, existem outras formas de se fazer comerciais lúdicos, que arrepiam de tão emocionantes, sem que sejam nacionalistas.

A Nike pensou nisso. E fez um vídeo incrível. Tendo em conta que seria uma peça global, e, portanto, não poderia tender demais a um país, a empresa usou em "Write the future" um aspecto emocional comuns a todos apaixonados pelo esporte.

Usando como mote as emoções e sentimentos que um jogador teria em momentos absolutamente cruciais e decisivos, a Nike trouxe para o vídeo o lúdico que qualquer menino tem ou teve jogando bola quando criança. Vamos ser sinceros: quem nunca, jogando bola com os amigos quando criança não pensou que se fizer uma grande jogada vai ser o maior ídolo de seu país?

A aproximação do ídolo com o fã no comercial, traz um aspecto emocional de arrepiar... então, só vendo para entender



Além da beleza do vídeo, uma sacada genial da agência, o elenco estrelado que conta com Gael Garcia Bernal, Homer Simpson, Roger Federer, e cia ltda, faz do vídeo ainda mais sensacional. Bom, um cliente que tem a verba e o time de patrocinados que a Nike possui é o sonho de qualquer agência.

De qualquer forma, emoção não é a única forma eficiente de se trabalhar comerciais em época de copa. No Brasil mesmo adoramos fazer comerciais bem humorados, mas isso é assunto para o próximo post!




Propaganda e Sustentabilidade

Aproveitando o último post do Pedro sobre responsabilidade social, vou puxar um gancho para uma tendência parecida no mundo propagandístico. A preocupação ambiental.

Achei muito bacana uma discussão no site Propaganda Suatentável (http://www.propagandasustentavel.com.br/site/show.asp?post_id=30). Eles mostraram a campanha do Bradesco, O Banco do Planeta, atribuindo a sua marca uma responsabilidade sócio-ambiental. Contudo, para isso, fizeram dezenas de peças em impressos. Algo bastante paradoxal, já que peças publicitárias são insustentáveis, e bancos gastam toneladas de papel.


Já houve casos extremos de peças no Brasil que foram proibidas pelo CONAR (Conselho de Auto Regulamentação Publicitária). Vou mostrar dois casos:



A Petrobrás teve este vídeo vetado em 2008.



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Várias ONG´s se mobilizaram contra a peça, alegando que o combustível da Petrobrás é um dos mais poluentes do mundo e que a postura da empresa, não condiz com a de uma organização responsável ambientalmente.



Em novembro de 2008, a Gasmig publicou um anúncio com a frase “o gás natural da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) une desenvolvimento e preservação do meio ambiente. Move indústria, carros, pessoas, tudo sem poluir. Gás natural, invisível e essencial”.Um cliente alegou que não condizia com a a ação da empresa. A veiculação do comercial foi suspensa e o Conar advertiu a Gasmig para evitar futuros deslizes com materiais publicitários relacionados à natureza.

Não basta ter um discurso verdinho, tem que ter lastro!

Diesel Cam

A grife de moda Diesel resolveu inovar. Ao invés de usar as redes sociais do jeito tradicional, ela decidiu levá-las para dentro das lojas.

Uma instalação interativa – a Diesel Cam - foi montada em alguns pontos de venda na Espanha com a função de conectar os compradores diretamente ao Facebook. A intenção era o cliente experimentar as roupas, tirar fotos e enviar para a rede social, podendo receber comentários dos seus amigos.

Essa ação da marca foi um sucesso, transformando-se num viral na internet. Ao mesmo tempo em que o consumidor satisfazia a sua necessidade de compartilhar o que está fazendo e comprando, a Diesel gerava uma mídia e tanto para ela.

Assistam ao vídeo que mostra como foi:
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Comunicação interna por uma responsabilidade social


Ser socialmente responsável não é mais vantagem para uma empresa, e sim uma exigência. Ao contrário do que muitos pensam e do que muitas empresas fazem, responsabilidade social não é realizar obras de caridade, doações, ações pontuais e isoladas. Elas são sim importantes, mas não com o intuito que são frequentemente realizadas: aparecer. A legítima responsabilidade social diz respeito à postura da organização em relação a todos os seus públicos, sejam colaboradores, clientes, comunidade ou mesmo o meio ambiente, em tempo integral. Para essa responsabilidade ser real é necessário que as relações e políticas com os colaboradores da empresa sejam adequadas, pois ele é o principal público dela, quem faz esta funcionar. O público interno é a cara da empresa. Conceitualmente, comunicação interna são os fluxos e canais de mensagens que se estabelecem no ambiente interno da organização, envolvendo todos seus setores e viabilizando a interação entre ela e seus empregados. Pode ser feita via intranet, jornal mural, eventos, reuniões e, principalmente, diálogo e relações entre os mais diversos níveis da empresa. A efetivação dessa comunicação, além de difundir as informações de forma clara, fortalece as relações de trabalho dos colaboradores e seu comprometimento com a empresa. Outro ponto crucial da comunicação interna é ouvir a opinião dos colaboradores e respeitá-la ao extremo. A comunicação estará consolidada quando houver uma comunicação transparente, objetivos coletivos e a prática cidadã dentro da mesma empresa.

Quer saber mais sobre comunicação interna? Nessa quarta-feira, dia 26 de maio, Cristiane Sanches, diretora de comunicação interna da Usiminas, tratará desse assunto. A palestra será às 12:00, na FAFICH.

Dever de rua



Certa vez um professor me disse: “Quer estudar Comunicação? Vai passear nas ruas do centro da cidade.” Na hora pensei que era alguma metáfora, mas estava enganada. Cada vez mais os profissionais saem dos escritórios para entender a vida da sociedade. O Marketing tem até uma categoria pra essa prática, o chamado EtnoMarketing . Este método é baseado na inserção na vida do consumidor, com a análise de seus comportamentos, hábitos de consumo, rotina, etc.

Observando e interagindo, o pesquisador descobre necessidades e problemas que nem o próprio consumidor poderia identificar. Na convivência com moradores de comunidades pobres do RJ, um pesquisador de certa empresa descobriu o hábito no local de presentear os parentes e amigos com alimentos. Alguns meses depois, a empresa lançou uma lata de leite condensado em que a embalagem tinha um laço de fita como o de um presente. Sucesso total.

Pensando mais na área de planejamento e criação publicitária, precisamos perceber que nós estudamos, antes de tudo, o ser humano, seus comportamentos e cultura. Antes de um briefing, um diagnóstico ou aquela tipografia, temos que saber entender as pessoas. Um repertório amplo é essencial, desde ouvir rádio sertaneja, ir na boate mais cara da cidade ou comprar frutas na feira. Está sem inspiração? Vai passear nas ruas do centro da cidade.

Quando o se entra em campo

No futebol existe um dito bastante popular: "O se não entra em campo". No futebol talvez, mas em comunicação, ele entra, e como entra. Um bom plano, como aprendi com um excelente professor, prevê todos os "ses". Não existe o se para o planner, ele tem que contar que tudo vai acontecer.

Entretanto, como disse na última quarta, em palestra promovida pela CRIA, Alexa Carvalho, organizadora do Comida di Buteco, em um evento, por mais que você planeje, um imprevisto sempre acontece. Aliás a única coisa imprevísivel é o que vai acontecer, porque que algo vai sair dos planos, isso vai. Contudo, como a própria Alexa disse, o plano serve para você não ser atropelado pelos imprevistos. Em um evento bem planejado e com uma equipe de apoio competente, as chances dos imprevistos se tornarem incontroláveis e passarem ao público são mínimas.

Hoje, comprovamos tudo isso da melhor forma possível. Na prática. O evento que Red Bull Funk-Se Tour, conforme anunciado no twitter da CRIA, e aqui mesmo no CRIA Plano aconteceu e foi um sucesso. Claro que aconteceram imprevistos, que tivemos que ralar como loucos para que tudo desse certo, mas com um bom plano e uma boa equipe, tudo isso foi solucionado nos bastidores e o evento muito legal. A propósito quem quiser conferir como foi:
http://twitcam.com/user/criaufmg.

Eu prometi que logo eu voltaria com a série sobre publicidade e copa. Juro que meu próximo post será sobre isso, o tema, aliás, está decidido. Abraços e até a próxima

Uma Pausa na Copa!

Ja começo meu post pedindo desculpa duas vezes. Primeiro por interromper minha série de posts sobre publicidade e copa e segundo pelo post sair tão tarde. Quanto à série de posts sobre publicidade e copa, não se preocupem, Segunda Feira estará de volta, afinal o Cria Plano não pode se privar de falar sobre o maior evento da Terra e seus meandros comunicacionais.

Contudo, hoje interrompi a série justamente para falar de eventos. Nesta e na próxima semana todo o planejamento da CRIA está envolvido em alguns eventos muito interessantes. Hoje, por exemplo, recebemos Alexa Carvalho, diretora de planejamento e atendimento da Etc. & Tal Comunicação e Marketing, uma das responsáveis pela organização do "Comida di Buteco", um grande evento começado aqui em BH (capital mundial do buteco) e que vem se espalhando Brasil afora.

Tivemos todos uma oportunidade sensacional de aprender como é feito um planejamento de evento para que tudo saia perfeito - ou quase perfeito - como foi a saideira do Comida di Buteco - BH 2010, ocorrido no último final de semana, que atraiu cerca de 26 mil pessoas. Cada detalhe tem que ser minuciosamente planejado para que tudo dê certo e mensurado depois para que o próximo evento (neste caso o décimo segundo) seja ainda melhor.

Além disso, outro projeto em que nós estamos envolvidos essa semana é o Funk Se Tour - BH. Esse evento, promovido pela Red Bull, terá sua inauguração em BH (já fez muito sucesso em outras praças), nesta Sexta Feira. A inauguração será a exibição do filme "Favela on Blast", que será debatido por um de seus produtores, diversos especialistas e mediado por um professor da Escola de Música da UFMG. Além disso, teremos uma demonstração de MPC. As vagas são limitadas, porém, se você não conseguir sua vaga, isso, será transmitido ao vivo pelo twitter da CRIA, por onde, inclusive, poderão ser feitas perguntas.

Como se não fosse suficiente, na próxima quarta está marcada uma outra palestra em que estamos trabalhando. Esta será sobre Comunicação Interna, com Cristiane Sanches, Diretora de Comunicação Interna da Usiminas. Outra oportunidades que temos de aprendizado e qualificação.

Mais uma vez todos estão convidados! Ah quanto à copa, Segunda que vem volto a falar dela! A partir de então, seguirei minha série de posts até o final do maior evento do planeta!

Criatividade até para conseguir emprego!

Pense bem! Se você tivesse apenas 6 dólares no bolso, o que faria para chamar a atenção e conseguir um emprego com os maiores publicitários do mundo?

Veja só como um cara conseguiu essa proeza: Ele comprou links patrocinados do google (aquelas propagandinhas relacionadas as palavras-chaves) com os nomes dos publicitários fodões. Nesses links ele chamava a atenção para o nome do profissional e pedia um emprego. Assim, quando um Davi Droga da vida googasse o próprio nome, haveria um link lá, "Hey Davi quero um emprego".
E não é que ele conseguiu.


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E não é que ele conseguiu.

Publicidade e Copa do Mundo – 1

Olá!, volto ao blog com uma nova série de posts sobre publicidade e copa do mundo...

Futebol é coisa séria, muito séria!

Época de Copa do Mundo. Não precisamos fazer muito esforço para saber que é um tempo diferente. Todas as peças publicitárias, todas as empresas, enfim, tudo está voltado para o maior evento esportivo do planeta.

A oportunidade está aí, aproveita quem quer. Entretanto, um bom planejamento é essencial para que não se dê um tiro no pé. Como todos sabemos, a rivalidade no futebol é coisa séria, muito séria, especialmente quando se trata de América do Sul…

A Coca-Cola se esqueceu disso. Fez um propaganda genial, brilhante, sensacional. Tão boa que decidiu repetir. O problema é que a repetiu em três dos cinco países da América do Sul classificados para o mundial. Não que a repetição de anúncios por aqui não seja comum. A própria Coca-Cola já usou diversos anúncios únicos para a América Latina, geralmente muito bons e geralmente criados na Argentina, como esse da Coca zero, por exemplo.

Mas como eu já disse, futebol na América Latina é coisa séria.

A peça especial para a copa, originalmente criada na Argentina, foi usada na própria Argentina, no Paraguai e no Chile. Apenas o fato de ser um comercial que apela muito ao emocional (apelo normal quando se trata de futebol), já era o suficiente para causar problemas, afinal, em países tão próximo era óbvio que de um jeito ou de outro as populações saberiam das propagandas.

A segunda coisa é que o planejamento de campanha se esqueceu é que, para um argentino, não a nada mais desprezível que um chileno e vice-versa. Confusão armada e zilhões de cartas reclamando. Para sorte nossa e uruguaia, a Coca percebeu o erro antes de chegar aqui…


Não sei ao certo, mas com essa falha de planejamento – que é grotesca, principalmente considerando que, normalmente essas empresas tem um gerente responsável por toda a América Latina – não seria de se admirar se um dia, ao ligar a TV, assistíssemos: “Este país se chama Lesoto…"


Compre um, pague nada!

Ontem terça-feira (11) foi inaugurada a primeira "Loja Grátis" do Brasil, em São Paulo. No Clube Amostra Grátis você paga uma anuidade e tem uma visita agendada mensalmente na loja. A cada visita você pode pegar 5 produtos gratuitamente.
As empresas disponibilizam suas mercadorias em troca de opiniões dos consumidores, é uma forma invertida de se fazer pesquisa: as empresas correm atrás do consumidor para experimentação. Assim, economiza-se com pesquisa de mercado e ao mesmo tempo faz-se propaganda.
O cliente testa o produto, que muitas vezes nem foi lançado no mercado, e deve apontar seus pontos negativos e positivos. A medida que isso acontece conseqüentemente haverá propagação da marca e criação de identidade. Levando produtos para casa surgirão comentários com os amigos e parentes, sendo assim, uma divulgação boca-a-boca.
Essa prática é baseada no conceito de tryvertising. Em inglês try (experimentar) e advertising (propaganda). Um benefício mútuo e inteligente entre cliente e empresa. Prova do quanto ter informações é valioso. Afinal, quem diria que opinião também pode ser moeda?

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Dançando conforme a música

Uma vez li o relato de um evento organizado para uma empresa de telefonia. Para o início da apresentação, tinha sido planejado um show de dança para entreter e descontrair um pouco a plateia. O único detalhe que os gestores do evento esqueceram foi que a maior concorrente da empresa era espanhola e o show era de dança flamenca.

A música começou, as meninas iniciaram a dança e as pessoas começaram a se olhar meio desconcertadas. Quando o organizador responsável pelo evento percebeu o que tinha feito, foi correndo atrás da coreógrafa e perguntou se as meninas sabiam sambar. Foi só ela responder um sim mais ou menos e ele já foi mandando todas saírem do palco, pegou o microfone e disse: “esse é o jeito que a nossa concorrência faz. Mas a gente vai fazer eles dançarem conforme a nossa música!” Começou a tocar um samba e as meninas já foram dançar vestidas do jeito mesmo que estavam!

Esse é um exemplo de como um evento requer um planejamento muito bem pensado para que não apareçam problemas inesperados como esse. Se a concorrente tivesse sido observada, tudo isso certamente seria evitado. Mas essa história também serve para mostrar que surpresas podem sempre acontecer. E, caso elas ocorram, é preciso muito jogo de cintura para driblar o imprevisto e conseguir sair por cima do problema. No exemplo desse evento, o organizador inclusive se saiu muito bem!

 
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