Que a Gisele Bündchen é uma grande modelo e estrela de diversas campanhas não é nenhuma novidade. Mas, sua presença em uma campanha de artigos esportivos gerou grande estranhamento no público. Ao anunciar a modelo como sua garota propaganda, a Under Armour passou a receber uma série de comentários negativos e positivos. Além de diversos tipos de questionamentos a cerca da escolha de Gisele como a cara da marca, já que ela não era consideravam forte ou atlética o suficiente para representa-la, por se distanciar do esteriótipo da atleta tradicional. Aproveitando-se dessa questão, a marca decidiu criar um anúncio em cima daqueles comentários. No comercial, Gisele é apresentada de maneira inusitada, socando um saco de pancadas, com uma imagem muito diferente da vista convencionalmente na mídia, em meio a comentários realizados sobre a sua participação na campanha.
A campanha obteve enorme sucesso, mexendo com o mercado e fazendo com que as ações da companhia valorizassem 4% na bolsa de valores, um aumento real de US$ 591 milhões.
Essa forma de publicidade evidencia como um bom planejamento e a estratégia adequada podem reverter uma situação. Nesse caso, a modelo que era vista como muito magra e frágil para representar a marca e não muito aceita pelo público, é evidenciada de outra forma, dando a volta por cima e reafirmando o slogan (I Will What I Want) adotado para a campanha de que ela é capaz de fazer o que quer.
Todos sabemos que comerciais de televisão têm o poder de influenciar na hora da compra, não é mesmo? Quantas vezes você já se pegou cantando um jingle ou imitando uma locução que ouviu em uma propaganda? Aposto que muitas. Nos últimos tempos, uma nova onda tem tomado conta das propagandas e se tornado comum: o uso do humor.
Em 2011, a OLX começou a lançar seus vídeos humorísticos na rede. Neles, personagens famosos, como o Compadre Washington, aparecem incorporados nos objetos anunciados e reproduzem falas que se tornaram populares e geraram muita repercussão, como “sabe de nada inocente!”.
Essa campanha alcançou um sucesso gigantesco, se tornou febre no meio dos diversos veículos de mídia e, além de conseguir fazer com que a propaganda ficasse marcada na cabeça das pessoas, conseguiu também levar status para a empresa.
Agora, outra empresa decidiu investir no uso do humor um suas propagandas: a Oi. A campanha da vez tem o objetivo de divulgar os planos de telefonia e oferta da Oi TV e conta com a participação da atriz e comediante Tatá Werneck. A campanha tem no total quatro filmes, dos quais três têm relação com a telefonia, e um fala sobre os pacotes de banda larga. Com o enredo totalmente bem-humorado, a campanha tem conquistado lugar nas principais mídias e está se destacando cada dia mais em veículos como jornais, rádio, televisão e internet.
A pergunta que fica é: por que as empresas têm investido tanto em propagandas bem-humoradas? Bom, a resposta é fácil: conquista do público jovem. Atualmente, os jovens são considerados o público-alvo, ou target, da publicidade. Isso ocorre porque, além de ter um poder de consumo crescente e exercer uma influência considerável no consumo da sua família, esse público é o que mais se envolve com a tecnologia, a mídia e a propaganda.
Músicas, cores, piadas, paródias, tudo que o público jovem gosta. As empresas estão apostando muito e o resultado tem se mostrado positivo. O que nos faz ter uma certeza: propagandas direcionadas aos jovens e com o tom humorístico terão ainda mais destaque e investimento pelas empresas.
Uma peça publicitária criada pela
agência Ideia 3 para a campanha do “dias dos pais” para o Shopping Iguatemi da
Bahia, pode reabrir uma discussão clássica quando a conversa se trata da utilização dos
estereótipos nas campanhas publicitárias.
A campanha possui uma composição
visual bastante simples e objetiva. Retrata uma mãe sorrindo, aparentemente,
vestindo seu filho para praticar luta. Porém, a expressão dele é de total desaprovação
com relação à atitude da mãe. Isso se dá pelo fato da mãe estar o vestindo com
um equipamento equivocado para a prática do tal esporte, já que o filho veste
um kimono. Tudo isso acompanhado por um texto: “Pai. Insubstituível”.
O interesse do comercial, a princípio,
seria de mostrar a impossibilidade de uma mãe entender e conseguir ajudar seu
filho na prática de atividades esportivas. Isso tudo, traz a tona todas as
questões que envolvem o uso do estereótipo nas propagandas. Tais campanhas
parecem que não já não são tão bem vistas pelo grande público. Veja aqui o vídeo da campanha.
Campanhas como as de cerveja, de carros ou perfumes, possuem o histórico de trazerem peças elaboradas em volta de conceitos que perpassam pela estereotipização. Na maiorias das propagandas de cerveja por exemplo, você geralmente vai encontrar mulheres sensuais, praia, futebol, que transformam em um ritual, o hábito de beber a cerveja. A imagem, principalmente da mulher nesse caso,acaba se tornando estereotipada.
Bom talvez não fosse certo taxar
algo como sendo estereotipado e se realmente for, isto não pode ser definido
como uma boa ou má propaganda, já que para se criar uma campanha, é preciso já
ter em mente para que público essa se destinaria e qual seria a melhor maneira
de atingi-lo. Isto já não seria uma estereotipização? E se a publicidade for
inerente a isso tudo?
A campanha da Oogmerk, empresa de produtos óticos, usa do
seu próprio produto para reforçar a questão do estereótipo. Acompanhada das
imagens de pessoas exatamente iguais, em que a diferença está apenas no uso dos
óculos, vem a frase “Get the respect you deserve”,ou seja, consiga o respeito que
você mereça, no caso, apenas usando um óculos Oogmerk.
Cabe a nós, consumidores, percebermos se essa estratégia
realmente continua atingindo as expectativas e, se é válido continuar se
apoiando nesses princípios para se conseguir vender algo. Mas que seria interessante ver mais propagandas desprendidas dos clássicos estereótipos e agências dispostas a se renovarem nessa questão, isso seria.
A Friboi, famosa por suas propagandas, lançou sua nova campanha no último domingo (23), durante o intervalo do Fantástico. A mesma se destacou ao escolher como garoto-propaganda Roberto Carlos, vegetariano há 30 anos.
O convite foi feito quando o cantor revelou publicamente que, após três décadas, voltaria a comer carne. O mesmo afirmou que passou a ignorar o alimento por influência de alguns amigos vegetarianos, mas que sempre teve vontade de retomar esse hábito.
Na nova peça publicitária da marca, Roberto está almoçando com a família e amigos em um restaurante. Sabendo que o cantor não come carne, o garçom coloca um prato de massa na frente dele e um prato com carne para a pessoa ao seu lado. No vídeo da campanha, o cantor diz ao garçom que seu prato é o com carne e toca ao fundo seu o famoso refrão "eu voltei, agora pra ficar".
Entretanto, tal iniciativa não foi bem vista pelos fãs do Rei, que criticaram sua postura por meio das redes sociais, uma vez que não apoiam sua mudança drástica de vegetariano para promotor do consumo de carne. Tal rejeição fez com que a marca desativasse o campo de comentários e bloqueasse as avaliações no Youtube durante a segunda-feira (24). Além disso, o Facebook do cantor teve que moderar os comentários ofensivos que estava recebendo e foi compartilhada uma postagem de agosto de 2012, referente às regras “para uma boa convivência” na página.
Nesse caso, a imagem do cantor se desvinculava da imagem da marca o que provocou tanta repercussão. Entretanto, Roberto não tem nenhum compromisso com o vegetarianismo, apenas adotou esse estilo de vida. Seus fãs o criticaram pela mudança drástica de posicionamento, porém a vida pessoal do cantor não deveria se sobrepor ao que, em tese, é o seu atrativo para o público, sua voz.
Mesmo assim, Roberto Carlos ainda tem contrato com a JBS, dona da Friboi, até o fim do ano. E, com toda essa repercussão em apenas dois dias, o que mais será que está por vir?
Em "O Primeiro a Gente Nunca Esquece", Washington Olivetto fala sobre o filme mais premiado da publicidade brasileira. "Meu Primeiro Sutiã", propaganda criada pelo redator, aborda um sentimento universal a todas as mulheres, se comportando, então, de uma forma atemporal. O bordão "o primeiro sutiã a gente nunca esquece", uma das frases publicitárias mais parodiadas do Brasil, sendo reproduzida por Pelé e Ayrton Senna, se imortalizou e, como diria Olivetto em seu livro, conseguiu "atingir uma ambição mais nobre: entrar para a cultura popular do país". Porém, essa nobre ambição de que Olivetto fala não se reserva a só suas campanhas, já que várias outras propagandas também provaram que publicidade não é só vendas, é também sobre cultura.
Você deve se lembrar do polêmico “Quer pagar quanto?” da Casas Bahia ou do “1001 utilidades” do Carlos Moreno pra Bombril. E talvez você nem se lembre, mas simplesmente um dia escutou isso, nunca pesquisou, e sai por aí falando que certa coisa “Não é assim uma Brastemp”. Ou quem sabe de vez em quando se depara com o não tão verdadeiro “Tipo Net” na TV e com a lição de que existem coisas que o dinheiro não compra, mas que, para todas as outras, existe MasterCard. E, depois do poder da publicidade de tornar redes de varejo, produtos de limpeza, lava-roupas, TV e Internet por assinatura e cartão de crédito em cultura popular, chegou a vez de Tony Ramos fazer o Brasil todo perguntar: é Friboi?
A JBS, empresa brasileira responsável pela Friboi, é o maior frigorífico do setor de carne bovina do mundo. No final de 2010, movimentou-se para reposicionar a empresa, lançando em 2011 um vídeo institucional e uma campanha com astros da música sertaneja, em que, guardando os selos dos produtos Friboi, era possível trocá-los por bonecos desses artistas. Porém, foi só agora, em 2013, que a Friboi conseguiu se posicionar e se consolidar no mercado de uma forma sensacional.
Por mais que digam o contrário, a Friboi com Tony Ramos, seu garoto propaganda, criou uma cultura nos brasileiros de se preocupar com a marca da carne que estavam comprando. Antes, as carnes eram escolhidas pelos consumidores a partir da data de validade e preço. E só. Porém, a Friboi, ao introduzir a questão do controle de qualidade e da origem da carne que se compra, cria o hábito nos consumidores de pedir a carne pela marca. E, ao ser a primeira empresa frigorífica a se posicionar como de qualidade e confiança, carne de marca se torna sinônimo de Friboi. O sucesso da campanha pode ser percebido pela concorrência, que também começou a se utilizar mais de seu nome, reforçando-o como marca, mas, principalmente, pelo seu próprio desenvolvimento: Tony Ramos, no primeiro filme, aconselha uma senhora sobre a qualidade das carnes Friboi. Em outros comerciais, conversa com um grupo de amigos no supermercado, com um casal, mãe e filha e, por fim, com um grupo de amigas dentro de um restaurante. Após todo esse sucesso, a campanha atual da marca é passar em várias capitais do Brasil para entrevistar consumidores e açougueiros para provar que, de fato, hoje carne é sinônimo de marca e essa marca é Friboi. Dessa forma, é perceptível como a intimidade do Tony Ramos com o público aumenta gradativamente, gerando uma aproximação com o consumidor e, consequentemente, reforçando a marca.
A campanha que, depois de tanto sucesso, agora é memética e colocou na boca dos brasileiros mais um bordão derivado do êxito publicitário, se mostra genial: posicionamento, vendas e cultura popular, assim como Olivetto.
Tem vezes que um pequeno pensamento de um publicitário pode mudar o rumo da sua marca. Aquele pequeno insight, aquela pequena frase durante alguns segundos em uma propaganda ou em um outdoor. Cada mínimo detalhe com certeza faz a diferença. E por aí podemos achar diversas provas disso.
Uma dessas provas foi o que aconteceu com a famosa marca do designer de moda Tommy Hilfiger. Provavelmente, muitos de nós, brasileiros e estadunidenses, já ouvimos falar e conhecemos a marca: mas nem sempre foi bem assim.
Tommy Hilfiger era apenas um adolescente com o sonho de alcançar um dia o patamar dos maiores estilistas dos Estados Unidos. Enquanto isso não acontecia, Hilfiger possuía uma loja em Manhattan, Nova York. Para expandir sua visibilidade e compra, em 1985, o designer contratou o famoso publicitário norteamericano George Lois para que fosse realizada uma campanha que popularizasse o nome da marca.
Com uma ideia grandiosa e, digamos, “pouco esforço” (na publicidade nada é pouco esforço), Lois transformou a marca de Tommy Hilfiger em uma das maiores do país, assim, do dia para a noite. E como isso aconteceu?
Enquanto Coco Chanel é considerada até hoje uma das maiores estilistas da Europa, em 1985 poderíamos dizer que Calvin Klein, Perry Ellis, Ralph Lauren e Tommy Hilfiger eram os maiores dos Estados Unidos. Mas você percebeu o erro no que eu acabei de dizer? Sim, foi em 1985 que a campanha para a Tommy foi iniciada. E por que considerar o designer um dos maiores nomes ainda no mesmo ano? Foi assim que George Lois revirou o destino da marca, e foram mais ou menos essas perguntas as feitas por muitas pessoas na época.
A propaganda que foi veiculada em um outdoor no meio da Times Square pedia para que a pessoa completasse o nome de cada designer famoso e, mais abaixo, mostrava o logo de Tommy Hilfiger, dizendo que era o menos conhecido, mas que em poucos meses seu nome estaria no topo. E não é que funcionou?
Lois disse que essa seria a única forma de Hilfiger ficar famoso rapidamente e sem ter que investir milhões em diversas e longas campanhas de divulgação em massa. Tudo bem que o outdoor trouxe muita revolta de fãs dos outros designers, é claro. Além disso, Tommy teve que trabalhar “como um animal”, se certificando que cada peça, cada detalhe estivesse o mais perfeito possível, disse o próprio estilista.
É como dizem por aí: “publicidade faz comida ficar mais gostosa”.
No mundo de hoje, uma das maiores preocupações da sociedade está ligada ao cuidado – ou o descuido – com meio ambiente. Pensando assim, várias empresas estão aderindo à causa no intuito de imprimir a postura de sustentabilidade à imagem de suas marcas.
Além da boa imagem que se busca alcançar ao se incluir o conceito de "sustentabilidade da marca", pesquisas já revelam que uma boa parcela dos consumidores está disposta a comprar produtos comercializados em embalagens recicláveis, já que isso reforça a preocupação das empresas com o meio. Há, inclusive, consumidores que afirmam que pagariam até mais caro por um produto que demonstrasse a postura sustentável de uma determinada empresa. As grandes marcas já repararam a necessidade de deixar claro em suas propagandas esse novo posicionamento de engajamento social e ambiental.
No ano passado, por exemplo, o Guaraná lançou a primeira PET 100% reciclável brasileira e, desde então, a AMBEV não tem medido esforços para alinhar essa postura ambiental em suas marcas, buscando inclusive, nesse mesmo intuito, levar a reciclagem para todos os seus produtos.
Outro exemplo recente que mostra como as empresas andam buscando a todo custo um perfil mais sustentável é a Coca-Cola Life, que se destaca pelo rótulo verde – cor-símbolo da sustentabilidade – que desbanca o tradicionalíssimo vermelho, indicando um produto mais natural, atribuindo à marca um tom mais preocupado com questões socioambientais.
Outro exemplo ainda da marca Coca-Cola, é Água Mineral Crystal que lançou sua embalagem Eco. Ela utiliza 20% menos PET, e no seu rótulo convida o consumidor a torcer a garrafa, partir do slogan “Torça, faça um pedido e atraia coisas boas”, para reduzir o volume das garrafas, facilitando seu transporte e armazenamento.
Mais um grande exemplo de posicionamento sustentável é a Faber-Castell com o EcoLápis, que planta a madeira que será utilizada na fabricação do lápis, além disso, todos os resíduos são aproveitados.
As marcas buscam sempre aliar seu posicionamento aos valores da sociedade pois assim ganham mais credibilidade e confiança e também conquistam os consumidores. Assim, hoje em dia, muitas marcas dizem se importar com o meio ambiente, colocam isso em seus produtos mas realmente não aliam a realidade da empresa, diferentemente dos exemplos citados que tem grandes campanhas e ações por trás das propagandas.
A clássica família feliz dos comerciais de margarina, o dentista em seu jaleco no comercial de pasta de dentes e mulheres lindas e suas peles invejáveis nas propagandas de produtos de beleza. Sabe o que todas essas personagens têm em comum? Viraram clichês da propaganda atual!
De tanto vermos essas e outras figuras, nos cansamos delas, de tão utilizadas, se tornam previsíveis. Produtos vistos como usuários desses clichês já não conseguem mais gerar expectativa através de suas propagandas, não há mais mistério, os acontecimentos e o enredo desse tipo de comercial muitas vezes já é previsto pelo público.
Para divulgar oYoung Lions Brazil 2013, cujo principal objetivo é apontar profissionais que tenham potencial para participar do Festival de Criatividade de Cannes, foi lançado um vídeo que utiliza desses clichês. Uma bela crítica a inatividade do pensamento criativo de diversas marcas.
Pôr essas personagens em uma competição nada convencional de salto com vara é uma ótima sacada para mostrar o que o evento faz: selecionar o que é inovador, adeus clichês, olá criatividade!
Cansado de ouvir falar do suposto fim do mundo? Pois é, está acabando - o mundo?? - toda essa conversa já que amanhã saberemos se é o nosso fim ou não. Verdade ou mentira, o importante é que o mercado publicitário teve pano pra manga com essa “data mundial”. Desde o final do ano passado diversas marcas vêm explorando esse fenômeno que foi previsto pelos maias para acontecer exatamente no dia 21/12/2012. Nessa data, segundo eles, o sistema solar iria ficar na parte mais escura da boca da serpente emplumada (divindade maia e asteca) e se alinharia aos lugares sagrados dos maias – o que ocorreria apenas a cada 26 mil anos.
As agências de várias partes do mundo criaram suas estratégias. Pensando nisso, o nós decidimos fazer um TOP 5 dos melhores comerciais com o tema “Fim do Mundo”, mas queremos saber qual vocês acharam melhor!! Vote no seu preferido: - Rock in Rio
O comercial foi inspirado no filme “O Profeta” e foi rodado em Nova York. A ideia é garantir o Rock in Rio Card, caso o mundo não acabe. Agência: Artplan
- Chevrolet
Nesse polêmico comercial da Chevrolet, os sobreviventes do apocalipse “sofrem” a morte de amigos que não resistiram por que estavam dirigindo um Ford. Agência: Goodby Silverstein & Partners
- Crufi Helados
Esse comercial uruguaio traz a batalha prevista pelos maias entre a humanidade e alienígenas e o Uruguai é o solo escolhido para o confronto. E é a fofura de um garotinho que convence os ETs ao oferecer um sorvete da marca Crufi Helados!
- Shock Top
A cerveja belga se auto considera “TheOfficial Beer of the End of the World™”. No comercial, no fim do mundo é a última chance de tomar um boa cerveja e ela seria, então, a Shock Top.
- Axe
Este foi, também, um polêmico comercial. Um homem constrói uma arca para sobreviver o fim do mundo, em alusão à Arca de Noé, mas dessa vez as duplas de animais são mulheres lindas.
Que a publicidade se
utiliza de ferramentas para tentar se aproximar e criar um vínculo quase que
emocional com seu público isso não é novidade para ninguém. Pensando nisso,
muitas marcas usam músicas famosas com o objetivo de se tornarem mais
lembradas.
Quem não se lembra de uma propaganda que nem era tão
especial assim, mas que por ter utilizado aquela música que você tanto gosta se
tornou algo memorável? A música é uma ferramenta muito inteligente de vínculo e simpatia de uma
marca. A música passa a fazer parte do perfil de anunciante. Essa união entre
anunciante e música é tão forte que esse passa a ser lembrado pela música em
si, e nem tanto pela propaganda.
Um bom exemplo
recente é o comercial da Mitsubishi Pajero, que tem como trilha a música Forever Young, da banda
Alphaville. Como parte da ideia da campanha, de que a lama rejuvenesce, a
música completa a ideia de juventude pela lama, que pode ser tanto lama facial ou
a lama de um Rally com sua Mitsubishi. A música tem o mesmo propósito de sempre
estar jovem em sua letra.
Outro exemplo é a propaganda da Coca-Cola. Nesse caso em particular,a
marca não se apropriou de uma música que já estava bombando no momento. A
Coca-Cola contratou um cantor jovem para cantar uma música animada com letra
especialmente feita pela marca, que inclui o slogan da campanha: “Abra a
felicidade”.
Nesse caso a identificação com a marca foi até maior. A música foi tocada
em rádios e virou quase um hino da Coca-cola.
Outras músicas famosas em propagandas:
Nescafé Dolce Gusto:
Nike:
Campanha Síndrome de Down - Radiohead.
Bom, músicas em propagandas as toram mais simpáticas, oferece um ritmo
melhor ao comercial. Fica a gosto de cada pessoa pela música ou não. A estratégia funciona pelos resultados já mostrados. São comerciais lembrados sempre que se ouve a música e que caíram no gosto do público.
A divulgação de um produto está longe de se resumir somente à uma campanha ou um anúncio de televisão. A publicidade sempre se apropria de outras mídias para se fazer efetiva ou atingir um determinado público. Atualmente, o merchandising é uma das ferramentas mais comuns da comunicação, tomando forma de uma ação visual que se apresenta num conteúdo específico mas por vezes sem esse conteúdo remeter diretamente a marca presente, apesar de haver várias exceções.
O então Product placement, é uma forma de propaganda em que o produto é colocado no meio de um contexto, frequentemente de forma sutil e sem ser anunciado, fazendo parte do cenário ou sendo um dos objetos que os personagens interagem. Podendo ocorrer em séries, novelas e principalmente em filmes.
A publicidade eletrônica fez do cinema um dos seus primeiros veículos, pois vislumbrou na sétima arte uma ótima ferramenta de venda, e as próprias produções cinematográficas uma perfeita oportunidade de ganhar dinheiro. O product placement beneficia as ações promocionais das marcas que integram os filmes durante o lançamento, gerando ainda, uma divulgação extra para a produção. Embora o termo (product placement) tenha aparecido na década de 80, a sua prática remonta décadas, aparecendo no início do cinema – como no filme “Wings” , de 1927.
O product placement é um investimento para as marcas que tentam chegar a um nicho de público que provavelmente assistirá o filme. Um longa que possui um grande orçamento ou vários famosos envolvidos, e tem expectativa de milhões para a sua bilheteria, pode atrair inúmeros interesses comerciais.
Apesar da disputa entre as empresas para saber qual é a melhor marca e os pontos positivos de cada
uma, segundo o site trendwatching.com, em 2012, as empresas que se mostrarem mais humanas e
honestas com relação a suas falhas podem se dar bem com os consumidores. É a chamada tendência
FLAWSOME.
Consumidores não esperam que as marcas sejam totalmente perfeitas. Na verdade, as empresas que
mostrarem um pouco de humildade com relação aos serviços prestados podem ganhar a simpatia
dos consumidores. Cada vez mais os consumidores se beneficiam da transparência das marcas devido
à enorme quantidade de avaliações de usuários, vazamentos de informações e índices de satisfação
disponíveis na web. Sendo assim, a melhor maneira de amenizar o impacto da divulgação de fraquezas
da empresa é assumir as próprias falhas de uma maneira criativa e que não faça perder clientes.
Algumas campanhas recentes demonstram a tendência FLAWSOME. Quem nunca ouviu alguém
reclamando do “saco de ar” da Batata Ruffles? Para contornar a situação a marca criou um infográfico
mostrando como as batatinhas são transportadas da fábrica até as lojas e reforçando a importância do
ar para as batatas.
Seguindo a tendência FLAWSOME, não podemos nos esquecer dos comerciais criados pela Agência
Talent Propaganda S/A para a Topper, patrocinadora oficial do Rugby brasileiro.
Meu interesse por campanhas publicitárias é ainda mais acentuado quando se trata de campanhas Institucionais. E ainda, quando seu objetivo é ajudar o meio ambiente, me apaixono. A agência F/Nazca Saatchi & Saatchi precisou criar para a S.O.S. algo que incentivasse as pessoas a economizar e gastar menos água. "Faça xixi no banho" foi a frase que serviu como ponto de partida para uma campanha que teve repercussão no mundo todo.
Como desafio, a agência queria criar uma coisa inovadora e divertida, além de mudar a ideia que muitas pessoas têm de que fazer xixi no banho é nojento ou anti-higiênico.
A campanha teve cartazes - que foram afixados em banheiros públicos e foram de grande importância para a "reeducação" das pessoas quanto à seus hábitos ao fazerem xixi - e filmes para a TV. Também foi criado um site interativo e explicativo para a divulgação do projeto.
O retorno em mídia espontânea foi gigantesco tanto no Brasil quanto no exterior. Programas de televisão e internet, principalmente, foram muito importantes para a divulgação da campanha, que não teve nenhum investimento nesse quesito. Vou postar o vídeo explicativo do projeto, que foi um dos cases apresentados no Festival de Cannes do ano passado.
Todos já sabemos e adoramos a forma criativa e envolvente como o maravilhoso mundo Coca-cola é retratado.
Sempre uma atmosfera de comunhão entre as pessoas, com cenários coloridos e divertidos:
Mas, sem querer parecer latinoamericano revoltado,a companhia pisou na bola ao fazer essa propaganda que é sensacional, mas infelizmente é também o retrato do imperialismo Norte Americano.
Este post é dedicado à coleguinha Paulôpes, pois graças ao texto que me cedeu pude elaborar o post de hoje. Trata-se de uma seleção da revista Meio & Mensagem com algumas das melhores ou mais marcantes campanhas publicitárias que já existiram no Brasil. Algumas delas perduram até hoje, como é o caso da Brastemp e seu jargão "não é assim nenhuma Brastemp" que já postamos aqui no CRIA Plano.
Se você assim como eu também é da década de 90, talvez não tenha visto na televisão ou rádio a maioria dos comerciais em questão. Mas, com certeza alguma vez na vida, já escutou alguém utilizando expressões como: "não basta ser pai tem que participar", "51, uma boa ideia" e o classiquíssimo "O primeiro sutiã a gente nunca esquece."
Chamem a família e curtam uma seção nostalgia:
Ainda na Era Do Rádio a caninha 51 já se destacava.
O comercial mais famoso do Brasil, consagrou o publicitário Washington Olivetto é também o que possui mais paródias com seu slogan.
Pedrinho Aguinapa, eleito o homem mais bonito do país em 77, foi o escolhido para ser o garoto propaganda do Chancaller.
Outro famosão, criado e dirigido por Duda Mendonça.
Juntamente com "O primeiro Valisèr a gente nunca esquece", este comercial da Folha de São Paulo está citado no livro The 100 Best TV Commercials.
Grande parte dos prêmios e do reconhecimento da propaganda brasileira se deve ao sucesso de algumas das campanhas em questão. O que me admira é o fato de que, as peças, são super simples e por isso mesmo geniais .
Como eu ia dizendo, os personagens publicitários, para terem sucesso, não precisam, necessariamente, serem animados. Veja, por exemplo, o caso de Carlos Moreno, o garoto Bombril, criação de Washington Olivetto e Franscesc Petit, na DPZ, em 1978, que ficou 25 anos ininterruptos no ar como garoto-propaganda da marca. Mais que um lugar no Guiness, o garoto símbolo da Bombril ganhou os brasileiros. Tanto que, assim que surgiu uma concorrente do mesmo nível - a Assolan -, a Bombril recorreu novamente ao seu garoto-propaganda, repleto de carisma e identificação com a marca.
Nota-se que Carlos Moreno não era um galã de novelas, não era, sequer, famoso. O Garoto Bombril foi uma construção inteiramente publicitária, que ganhou fama e popularidade exclusivamente pela propaganda. Segundo a premiada dupla de criadores Olivetto-Petit, o garoto Bombril foi o melhor trabalho que fizeram juntos, o que, considerando a qualidade das peças produzidas quando trabalhavam juntos na DPZ, não é pouca coisa.
Se os personagens não precisam ser animados, tampouco têm a necessidade de serem humanos. O cachorro da Cofap, criação de Washington Olivetto e Gabriel Zellmeister, que entrou no ar em 1989 e fez grande sucesso até meados da década de 90, não me deixa mentir.
Em comum nos personagens apresentados até agora é sua pessoalidade, isto é, não há como imaginar outro garoto Bombril que não o Carlos Moreno nem um poodle como cachorro da Cofap (neste caso, mais de um cachorro foi protagonista - até pelo tempo em que a campanha foi veiculada - mas sempre animais muito parecidos, marrons da raça dachshund). Entretanto, a pessoalidade não é um passo obrigatório para o sucesso. Mas estes serão os personagens finais da série de posts, que, excepcionalmente, se encerrará na terça feira que vem (e não segunda, como usual)... até!
A Environmental Defense Found, empresa norte-americana preocupada em soluções sustentáveis para o meio-ambiente, lançou uma propaganda que vem chamando a atenção do mundo pela forma tocante como aborda o problema do aquecimento global. Trata-se de dois ursos polares feitos de sacos plásticos colados em bueiros de metrô. O ar liberado pelo veículo ao atravessar a galeria é responsável por inflar as esculturas, que murcham assim que o metrô vai embora. A propaganda, produzida pela agência Ogilvy/NY foi baseada nas peças de Joshua Allen Harris, que começou a produzir esculturas de plástico após observar o efeito de um simples saco jogado em um bueiro. Ficou curioso para ver a propaganda? Assista agora!! E pense no assunto...