Mídias sociais para leigos.

Como todos já devem saber, recentemente estive em dois grandes eventos de mídias sociais, a Campus Party e o Social Media Week. O SMW me parecia até mais interessante do ponto de vista da Comunicação (mas só da Comunicação mesmo, afinal, nerdice eu tenho de sobra), já que é um dos poucos eventos dedicados exclusivamente ao tema, e não um evento de tecnologia que também fala de mídias sociais, como geralmente acontece. Mas no geral, ambos os eventos foram ótimos!
Ambos os eventos tiveram a presença de grandes profissionais, na Campus Party, por exemplo, encontramos web-celebridades com o Sid (do blog Não Salvo), PC Siqueira e Rafinha Bastos. Além de muitos outros profissionais da área. Ainda assim, o que mais me chamou atenção foi durante o SMW, em que conheci um empresário júnior de uma EJ de Farmácia de SP. Pode parecer bobagem, mas ele conhecia muuuito mais sobre métricas e medidores para Twitter e Facebook do que eu (e com a diferença de ser um estudante de Farmácia, e não Comunicação Social como eu, que aliás, já tive várias matérias sobre o tema).


Aliás, mídias sociais estão na moda, e de certo modo elas atraem muita atenção, e assim encontramos pessoas de todas as áreas trabalhando nelas (no SMW, havia até matemáticos, o que em parte faz sentido, pois não é tão fácil interpretar pilhas enormes de números, mas por outro lado, reduz a comunicação a uma medição de resultados). E nesse caso, qual seria o papel de um especialista em Comunicação Social nas mídias sociais?


Durante a Campus Party, num debate sobre revoluções hipermidiatizadas, um dos participantes do movimento Occupy Wall Street (que foi tema de minha pesquisa em uma matéria semestre passado) disse algo simples: uma história pode convencer mais que qualquer gráfico, número ou apresentação de PowerPoint. E é verdade, veja o sucesso do movimento, e que apesar de ter se difundido muito com o Twitter, a base do seu crescimento foi o blog do movimento: http://wearethe99percent.tumblr.com/ onde pessoas podem postar suas histórias, mostrando por que são parte dos 99% mais pobres da população.


Assim, como o próprio Rafinha Bastos disse (acho que foi ele), não importa que você tenha 1 milhão de amigos no Facebook enquanto você não estiver realmente se comunicando com eles. Assim, acima de qualquer sistema de métricas de Twitter e Facebook, acredito que o grande diferencial de uma pessoa realmente preparada, é contar as histórias, se comunicar com as pessoas, e não apenas para juntar trilhões de seguidores, mas para dialogar com as pessoas, sejam seus amigos, fãs ou consumidores.


Um bom exemplo é o Twitter do pingüim do Ponto Frio (@pontofrio), que apesar de não ter trilhões de seguidores, é uma conta divertida e interessante, e ajuda a marca a se fortalecer cada vez mais. Mas se você precisa de maus exemplos, recomendo o do núcleo de RP da British Petroleum (!) (@bpglobalpr). Pois é. Nem tudo é perfeito.


Revolução em rede: movimentos sociais do séc. XXI


1 comentários:

Débora Vieira disse...

Daniel, muito interessante, parabéns!

 
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