Precisamos de um Plano

Muitas vezes nos deparamos com a afirmação: Precisamos de um plano! Em filmes, livros, e até no nosso dia-a-dia. No Planejamento, como vocês podem perceber pelo nome, não é diferente. Pensar em um plano? Temos certeza de que não é nada fácil. Saber como e se ele pode ser executado? Mais difícil ainda. O plano foi só uma maneira de exemplificar como funciona nosso trabalho. Trabalhamos em busca de uma estratégia, que não é necessariamente “sequestrar os nossos pais e salvar nossa família”, como no filme “Family Weekend”, mas pode ser tão difícil ou mais trabalhoso quanto. Nossa estratégia é normalmente para um produto ou marca que tem um objetivo definido por meio de uma pesquisa. Esse objetivo pode ser tentar conquistar o mundo? De certa forma sim, nem que seja o mundo dos pães de queijo, por exemplo. Nós temos muito mais em comum com “Pink e Cérebro” do que vocês imaginam. Fazemos tudo na escuridão, e temos um trabalho bem difícil de explicar e de compreender.


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Nosso trabalho se resume em muita pesquisa, mas quando se fala nisso, logo o pessoal já faz cara feia. Porque na maioria das vezes a pesquisa é associada a algo chato e cansativo. Precisa ser assim? As agências provam que não. Muitas ferramentas estão sendo usadas para facilitar e melhorar o trabalho do Planejamento, torná-lo mais interativo e visual. Textos grandes e complexos estão ficando cada vez mais obsoletos. E mostrar essa nova maneira de planejar é o motivo principal desse texto.

Será que vocês já perceberam que nós gostamos muito de fazer perguntas? Talvez não. Mas pode ser um bom começo e o Golden Circle está ai para provar isso! Criado por Simon Sinek, esse modelo busca mostrar a importância do “Start with Why”, começar pelo por que. Ele afirma que muitas vezes nós julgamos saber o porquê fazemos o que fazemos, o porquê vendemos determinado produto, o que não acontece. Todos sabem o que fazem, alguns sabem como fazem e poucos sabem o porquê fazem. Por isso, é necessário fazer o caminho inverso para achar o caminho do sucesso. “As pessoas não compram o que você faz, mas porque você faz.” E a partir do momento que você sabe por que você faz aquilo, você entende o seu diferencial e passa a apostar muito mais no seu empreendimento O objetivo não é fazer negócio com quem precisa do que você faz, mas fazer negócio com quem acredita no que você acredita. Ainda está confuso? Tem alguém que te explica melhor:



Mais um bom exemplo desse novo jeito de planejar, é o novo queridinho dos Planners e profissionais que trabalham com marketing em geral: O BMC (Business Model Canvas). Falam nela como a “ferramenta mais poderosa do empreendedor”. Mas vamos ao que interessa, o que é isso? É uma tabela que divide as nove partes do negócio que devem ser analisadas com o objetivo de atrair clientes e vender mais. O canvas tem as vantagens de abordar os pontos importantes do empreendimento, ver pontos fortes e fracos, entre outras coisas, tornando tudo muito mais fácil de visualizar. Além disso, através dele é possível conseguir grandes avanços nos negócios já existentes e empreender ainda mais. Eu poderia fazer um texto inteiro só pra explicar como ele funciona, mas como tem gente que pensa em tudo, fiquem com um videozinho que é bem curto, mas sensacional:


Escolhemos falar de apenas dois exemplos dessa nova forma de planejar, já que esse texto estava ficando bastante extenso. Porém existem muitas ferramentas novas, muitas que ainda nem conhecemos, mas com isso percebemos a importância dessa constante pesquisa, sempre buscar melhorar o nosso trabalho e depois melhorar o negócio do cliente. Essas inovações, além de facilitar nosso trabalho, torna-o cada dia mais prazeroso.

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Você disse "ideia"?

Ter uma ideia não é nada fácil, ainda mais quando se precisa dela. É aquela velha questão: ficar pensando muito em assunto não é a melhor coisa a se fazer. “Mas eu preciso de uma ideia genial pra AGORA!” Fique calmo, pois ela não virá assim tão rápido.

Pensando melhor sobre o assunto, eu me perguntei: o que é uma ideia? Ao procurar na internet, vi que essa palavra significa muitas coisas (http://www.lexico.pt/ideia/) sendo, além de tudo, é um conceito. A ideia nada mais é do que seu conhecimento racional sendo usado para perceber um fato; é uma representação mental de um objeto. Mas entrar nesse assunto de definição não é lá muito interessante. O legal é perceber como ela move o mundo (desde sempre) e como vem sendo usada nos negócios.

Se for feita uma boa análise, a ideia é algo que está presente em nossas vidas em todo lugar: ela promove inovação, mudanças, avanços; interliga-nos em torno de algo, divide-nos em opiniões. Só que antes as ideias eram postas em prática pelas próprias pessoas que as pensaram (na maioria das vezes). Hoje, elas são vendidas. Mas compensa vender uma ideia? Não posso afirmar, pois nunca vendi uma minha. Os sites de venda e compra desse tipo de pensamento humano estão cada vez mais fortes e espalhados pela internet, então acho eu que deva ser um negócio bem lucrativo. Mas qual tipo de ideia é vendida e comprada? Todas as que tenham função de gerar mais dinheiro. É óbvio.

“Mas Leo, eu não sou criativo!”. Ser criativo não significa exalar ideias 100% do tempo. Nós, publicitários, também não temos pensamentos geniais que vão revolucionar o mundo todos os dias. Ter uma ideia é treinar sua cabeça, seu pensamento. É ordenar tudo que você já aprendeu em sua vida e botar isso em prática. Ou às vezes é melhor parar de pensar, se distrair. Dizem que é assim que as melhores aparecem, nos momentos mais inusitados. Ainda estou sem saber se ter a ideia de escrever um texto sobre ideias foi boa. Mas me veio à cabeça que ideia é tudo. Achei que seria legal reforçar. 

Cada campanha conta

Água. Uma palavra, vários sentimentos. A gente achava, quando criança, que a água era uma coisa eterna, que ela nunca iria acabar. Mas, pelo visto, esse tipo de pensamento infantil está longe da realidade: a crise de abastecimento já atinge níveis nacionais e a falta de chuvas que nosso país enfrenta em nada colabora com a situação. Então, o que colabora? Isso mesmo, a comunicação (sempre ela).

Enfrentando uma das piores crises dos últimos anos, os governos de alguns estados precisaram se mexer perante um enorme desafio: conseguir conscientizar as pessoas que é necessária a diminuição do consumo de água. E aqui, a comunicação em forma de propagandas institucionais foi (e está sendo) uma preciosa ferramenta colaborativa. Você pode querer saber: mas que tipo de publicidade é essa?

  • A publicidade institucional nunca se refere à um produto em si, e sim à uma empresa ou instituição. Ela procura espalhar de ideias para moldar a opinião a opinião pública e/ou comportamentos, provocando mudanças na imagem pública da instituição.


“Então, você está me dizendo que os governos estão se utilizando da publicidade institucional para combater a crise hídrica?” Exatamente! Criar campanhas interessantes e inteligentes é uma ótima forma de atingir a população e redefinir costumes e pensamentos. Afinal, a comunicação tem esse poder.

Um primeiro exemplo que pode ser citado é a campanha “Cada gota conta”, que vem sendo usada pelos governos de São Paulo e de Minas. No primeiro estado citado, os vídeos lançados têm 15 segundos cada e apresentam pessoas que fazem a diferença na hora de economizar água, passando a mensagem de que são os pequenos detalhes os que mais contam.




Já no segundo estado citado, a campanha conta com vídeos mais informativos acerca da situação dos reservatórios, enfatizando no final o slogan “Para não faltar, cada gota conta”.


Comparando os dois exemplos, vemos que uma mesma ideia pode seguir caminhos diferentes. E os resultados têm sido muito bons: houve uma diminuição no consumo de água por parte das grandes cidades (como São Paulo e Belo Horizonte) depois de iniciadas as campanhas.

Os vídeos mostrados são só um pequeno exemplo de como os governos podem se posicionar com a ajuda da comunicação diante de situações complicadas e específicas como a da crise hídrica. Talvez não seja a solução para os problemas que envolvem esse tema, mas a gente já sabe: cada campanha conta. 




Pula ou não pula?

Acho que todo mundo, pelo menos umas dez vezes por dia, já se irritou com os anúncios que aparecem antes dos vídeos do YouTube, no meio de uma página quando se está lendo um texto ou entre duas músicas no Spotify. Posso afirmar que até mesmo nós, os estudantes de publicidade, nos cansamos disso uma hora. Somos todos tentados (e muito) a apertar o botão que pula a propaganda ou a tirar o fone quando aquela voz começa a oferecer a versão premium do programa. Mas, parando para pensar, tudo está em um lugar por um motivo. 

As empresas imploram: não pule!


Talvez nunca tenhamos nos dado conta, mas as empresas precisam sobreviver ao mercado. E que mercado competitivo: ter constantes prejuízos, muitas vezes, significa o fim em pouco tempo. De onde vem, por exemplo, o dinheiro que sustenta todos os servidores do nosso querido site de vídeos? As pessoas que trabalham nesses lugares, como são pagos seus salários? Muitas vezes achamos, no nosso dia a dia, que as coisas na internet estão ali porque estão, e que devem sempre estar pois precisamos delas. Mas os grandes sites que utilizamos são empresas que também têm suas necessidades. A propaganda ajuda, de alguma forma, que a internet se sustente. 

Tirem esse anúncio do meio da minha tela


Não sou daqueles que defende fielmente os anúncios online e nem daqueles que os abominam de forma ávida. Acho que sempre há um meio termo em tudo. Mas, o fato é que os meios se ajustaram às necessidades do mercado. As pessoas migraram para a internet e a publicidade também teve que fazer esse mesmo movimento. Por trás de cada grande vídeo de 2 minutos que vem antes do clipe, ou por trás de cada imagem que aparece do nada na tela, há o trabalho de time de pessoas. E talvez seja por isso que tenha começado a não pular os anúncios depois de 5 segundos: porque eu também faço parte de uma equipe. 

O retorno do Pop

Parece que 2015 será um ótimo ano para o mundo da música pop, pelo menos se todos os cantores que prometeram lançar novos álbuns realmente cumprirem com a palavra. Vale lembrar que alguns críticos não consideram que 2014 foi um bom ano para a música mundial, apesar do surgimento de vários hits, como “Anaconda” (Nicki Minaj) e “Problem” (Ariana Grande), e de álbuns consagrados, como “1989” (Taylor Swift).



Já desde o ano passado, listas e mais listas dos mais aguardados lançamentos desse ano vêm sendo publicadas, e as expectativas só aumentam a cada vez que os próprios artistas liberam dicas sobre suas novas gravações. O importante é que vários desses futuros lançamentos aparecem em mais de uma lista e podem ser conferidos a seguir:
  1. Rihanna: provavelmente seu próximo álbum seja lançado esse ano, já que foram liberados vídeos da cantora em estúdio e novas músicas dela foram registradas nos Estados Unidos.
  2. Adele: a cantora britânica fez um sucesso gigantesco com “21” e desde então não lança nada novo. Porém, há notícias de que ela está de volta aos estúdios.  
  3. Ellie Goulding: em novembro, a cantora britânica, que fez sucesso com “Burn”, revelou que estava gravando novo material e que seria lançado ainda esse ano.
  4. Demi Lovato: a cantora declarou que seu grande momento ainda não aconteceu na indústria fonográfica, e que ele ocorrerá esse ano com o lançamento de seu novo trabalho.
  5. Britney Spears: a cantora, que lançou seu último álbum em 2013, vem deixando suspense no ar em relação ao seu novo disco. Entretanto, já se sabe que as gravações começaram e que ele pode ser lançado em breve.

Nomes de peso, como esses acima, recorrem normalmente a uma intensiva e duradoura campanha para promover seus trabalhos, ainda mais depois de se manterem longe das lojas físicas e onlines por um tempo. Diversas apresentações do mesmo single, mídias digitais, promoções, shows, tudo isso ajuda um cantor a se manter vivo nessa competitiva indústria. Mas, às vezes, é preciso utilizar a criatividade e realizar algumas intervenções urbanas na divulgação do material produzido.

Marketing de guerrilha do álbum Born This Way


Nos resta aguardar e ver o que 2015 nos reserva. Espero eu que um ano de muita publicidade fonográfica...digo, muitos sucessos do pop. 


 
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