Você já deve ter ouvido falar do
Vine, a rede social de compartilhamento de vídeos de até 6 segundos. A rede
ganhou força no segundo semestre do ano passado e desde então só vem crescendo
em número de usuários e se popularizando nos smartphones de jovens e adultos.
Entre os perfis há quem faça música, há quem faça piada, ou mesmo aqueles que estão na rede para documentar ações quaisquer. Mas uma nova moda vem chegando com tudo aos adeptos da rede: Besides Vines.
Nesse novo estilo os vídeos podem
falar por si mesmos, mas a grande diferença está na carga de emoção agregada a
eles. Geralmente esses vines contam parte de uma pequena história, ou são
capítulos de uma história ainda maior, onde cada vídeo que o usuário
compartilha é acompanhado de legenda e segue uma lógica, sendo assim, é como se
cada 6 segundos filmados, equivalessem a
um episódio da “série Vine” de determinado perfil.
Outra tendência dos vines, que
segue uma linha totalmente diferente da ficção abordada pelos vídeos
acompanhados da tag #thebeside, é o uso de pessoas desconhecidas como
personagens componentes da narrativa do vídeo. Há inúmeros exemplos de autores
de vines que gravam pessoas aleatórias na rua para fazer graça, algumas reagem
com bom humor e levam tudo na brincadeira, mas outras não gostam
desse tipo de piada e se sentem invadidas.
E na sua opinião: qual das duas modas vai cair no gosto dos usuários?
Para fechar a semana de palestras
com chave de ouro, o TipCOM recebeu Gregório Duvivier, integrante do canal
Porta dos Fundos, para contar um pouco de sua história como ator, humorista e
escritor.
Gregório começou o bate-papo
falando sobre o Porta dos Fundos, fundado por ele em parceria com seus grandes
amigos Fábio Porchat, Antonio Tabet (do site Kibe Loco), João Vicente de Castro
e o diretor e produtor Ian SBF. O primeiro vídeo do canal a ir ao ar foi o “Porta
do Fundos nº 1” ganhando rápida repercussão na internet. Em menos de um ano após
o lançamento do canal já contavam com mais de 5 milhões de inscritos, tornando-se o
maior canal de humor do Brasil no YouTube.
A equipe percebeu que o primeiro vídeo era bastante longo e optou por produzir vídeos com menor tempo de duração, que agradaram ainda mais os internautas. Gregório contou que todas as segundas, ele e os quatro fundadores do projeto, se reúnem para discutir
sobre os roteiros. Disse que nessas reuniões são levados, em média, oito
vídeos, para que destes sejam escolhidos dois para gravação.
Em seguida, apresentou seu novo
livro Ligue os pontos: poemas de amor e big bang, e explicou como iniciou-se sua vocação para
a escrita. Desde pequeno gostava de escrever, começou a fazer poesia ainda
jovem e ao chegar na faculdade foi mais motivado por seu
professor, e também poeta, Paulo Henriques Britto.
Logo após isso, o evento foi aberto
para perguntas que o ator e escritor respondia enquanto apreciava o sabor do
pão de queijo mineiro. Ao ser perguntado sobre as publicidades que o canal
começara a fazer, contou que a primeira parceria aconteceu depois do lançamento
do vídeo “Fast-Food”, que tornou-se em pouco tempo um viral. Com claras
referências ao Spoleto, o Porta dos Fundos foi procurado pela rede para que
mudassem o nome do vídeo, de Fast-Food para realmente Spoleto, e em seguida
para que fizessem outro vídeo, dessa vez produzido especialmente para a rede. A
história gerou na época grande mídia espontânea para a Spoleto, e até hoje esse
é um dos vídeos mais lembrados do Porta dos Fundos.
Quando indagado sobre os vídeos
com temas polêmicos, Gregório disse que o canal gosta de “Bater em quem não está acostumado a apanhar”, referindo-se ao fato
de que eles gostam de fazer humor visando não as minorias, que são frequentemente “vítimas”
dessa indústria humorística, mas sim às maiorias fortes, que detêm poder nas mãos,
para criticar suas atitudes ou posições e gerar reflexão social.
Gregório ainda falou sobre sua
posição como ator, disse que na infânica era muito tímido e por isso seu avô,
que era psicanalista, indicou que fizesse aulas de futebol e teatro. Com humor
ele contou que o futebol não deu certo, mas o teatro tornou-se uma paixão.
Sobre o futuro, ele disse que ainda
pensa em fazer vídeos dramáticos, o que, segundo ele, surpreenderia os fãs do
Porta dos Fundos, além de abrir novos dias para divulgação de novos vídeos e ainda ter um
canal com streaming ao vivo.
Terminou contando sobre seu primeiro livro, A partir de
amanhã eu juro que a vida vai ser agora, e sobre o processo de escrita de seu
atual lançamento, Ligue os pontos: poemas de amor e big bang, que demorou cerca
de seis anos para ser escrito.
Para fechar o TipCOM, Gregório
autografou os livros de quem havia comprado e tirou fotografias com todos os fãs.
O segundo dia de palestras do TipCOM foi movimentado, contando não só com a presença da Casa2 de manhã, mas apresentando também Lucas Couto no turno da noite. O dono da It’s Digital, agência de São Paulo especializada em mídias digitais, já introduziu afirmando que conversa de qualidade e pensamento estratégico são os principais focos da empresa.
Ao agregar conhecimentos conquistados em agências, enxergar também como cliente e possuir a percepção de consumidor, Lucas pontua que possuir uma visão de futuro, que se atente para o que está sendo construindo, é extremamente importante em qualquer processo comunicativo. Ao falar de Flawsome, ele coloca que o essencial não está na marca transformar erros em acertos, mas sim focar na Humanização.
Mais do que Flawsome, uma marca necessita ter uma personalidade, possuir humor, bom senso, empatia, despadronização e cuidado com o próximo. Hoje em dia as mídias sociais estão auxiliando as empresas nesses fatores, quebrando o cenário de ontem, marcado pelo acirramento da concorrência e o fortalecimento das marcas numa relação ligada estritamente ao consumo, e estabelecendo vínculos maiores ao criar relacionamento.
Lucas deu exemplo do case do Spoleto, cliente da It’s Digital. Quando o grupo de humor “Porta dos Fundos” lançou o famoso vídeo viral parodiando um acontecimento num restaurante fast-food marcado pela indecisão da clientela e a impaciência do atendente, não era necessário nem uma menção ao nome Spoleto, para deixar claro que o vídeo fazia justamente referencia à marca. Era necessário mais do que ignorar a provocação, ou responder com bom humor. Numa conversa entre o dono do Spoleto e a equipe do grupo humorístico, surge um novo ângulo para a situação: a marca se apropria da parodia, percebendo um erro seu para tentar combate-lo, no caso, o mau-atendimento. Lançando posteriormente uma segunda parte do vídeo:
O palestrante assevera que identificar um ponto fraco é essencial para qualquer marca. A It’s Digital, cuidando das mídias sócias do Spoleto, continuou com o posicionamento do cliente, transmitindo uma cabeça aberta para receber criticas segurança para assumir o histórico da empresa e passando sobretudo, transparência. Uma preocupação e atenção para o consumidor, comunicando com inteligência.