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Dá-lhe Comic Sans!

Criada em 1994 para ilustrar os balões de fala do Microsoft Bob, uma interface gráfica do Windows 3.1 que era voltada para o público infantil, a fonte Comic Sans acabou não entrando no sistema operacional para este fim. Adquiriu espaço somente no lançamento do Windows 95, e a partir de então se fez presente em todas as versões do sistema da Microsoft. 

A fonte ganhou má fama principalmente por ser utilizada de forma inadequada, onde outras fontes se adequariam melhor a situação, como em convites de casamento, avisos em estabelecimentos e em logos tipográficas, por exemplo. Mas nem tudo é problema para ela! Segundo vários grupos e instituições que tratam sobre dislexia, a Comic Sans facilita a leitura de textos para pessoas com certo grau do transtorno. 

Aproveitando-se da polêmica envolvendo a fonte o designer russo Oleg Tarasov usou-a para reinventar logotipos de marcas famosas. Como seria se essas grandes marcas decidissem usar a tão odiada controversa fonte? Confira o resultado abaixo! E você, o que achou da ideia? 








Sustentando o consumo


No mundo de hoje, uma das maiores preocupações da sociedade está ligada ao cuidado – ou o descuido – com meio ambiente. Pensando assim, várias empresas estão aderindo à causa no intuito de imprimir a postura de sustentabilidade à imagem de suas marcas.
Além da boa imagem que se busca alcançar ao se incluir o conceito de "sustentabilidade da marca", pesquisas já revelam que uma boa parcela dos consumidores está disposta a comprar produtos comercializados em embalagens recicláveis, já que isso reforça a preocupação das empresas com o meio. Há, inclusive, consumidores que afirmam que pagariam até mais caro por um produto que demonstrasse a postura sustentável de uma determinada empresa. As grandes marcas já repararam a necessidade de deixar claro em suas propagandas esse novo posicionamento de engajamento social e ambiental.
No ano passado, por exemplo, o Guaraná lançou a primeira PET 100% reciclável brasileira e, desde então, a AMBEV não tem medido esforços para alinhar essa postura ambiental em suas marcas, buscando inclusive, nesse mesmo intuito, levar a reciclagem para todos os seus produtos.

Outro exemplo recente que mostra como as empresas andam buscando a todo custo um perfil mais sustentável é a Coca-Cola Life, que se destaca pelo rótulo verde – cor-símbolo da sustentabilidade – que desbanca o tradicionalíssimo vermelho, indicando um produto mais natural, atribuindo à marca um tom mais preocupado com questões socioambientais.

Outro exemplo ainda da marca Coca-Cola, é Água Mineral Crystal que lançou sua embalagem Eco. Ela utiliza 20% menos PET, e no seu rótulo convida o consumidor a torcer a garrafa, partir do slogan “Torça, faça um pedido e atraia coisas boas”, para reduzir o volume das garrafas, facilitando seu transporte e armazenamento.

Mais um grande exemplo de posicionamento sustentável é a Faber-Castell com o EcoLápis, que planta a madeira que será utilizada na fabricação do lápis, além disso, todos os resíduos são aproveitados.

As marcas buscam sempre aliar seu posicionamento aos valores da sociedade pois assim ganham mais credibilidade e confiança e também conquistam os consumidores. Assim, hoje em dia, muitas marcas dizem se importar com o meio ambiente, colocam isso em seus produtos mas realmente não aliam a realidade da empresa, diferentemente dos exemplos citados que tem grandes campanhas e ações por trás das propagandas.

Coca-Cola desenvolve pílula mágica contra a obesidade

Considerando todas as acusações que recebe diariamente de que seu produto principal contribui para a obesidade e todos os outros problemas de saúde que advêm disso, a Coca-Cola investiu em pesquisa e tecnologia de ponta para trazer ao mercado uma fórmula inovadora capaz de realizar o sonho das pessoas que anseiam por uns quilinhos a menos.

Lançada primeiramente na Espanha, a pílula mágica começou a ser modestamente divulgada em anúncios de jornal. Os interessados em conhecer a pílula deveriam procurar o laboratório da empresa para adquirirem o produto.


O que essas pessoas não esperavam era uma série de empecilhos no caminho até o laboratório que os obrigaram a caminhar, carregar peso, correr, subir degraus e até mesmo empurrar um carro. Em outras palavras, colocar o corpinho para trabalhar, arregaçar as mangas, fazer exercícios físicos, perder calorias. E você já começou a desconfiar dessa história, né?! (sim, o título e os dois primeiros parágrafos são só conversa fiada, antes que comecem a duvidar da integridade do Cria Plano  :D ) Enfim, quando os interessados chegavam lá a tal pílula era na verdade um vídeo com as imagens deles se exercitando involuntariamente nessas atividades ao longo da  trajetória a caminho da pílula mágica. Veja  abaixo: 


A Coca-Cola é uma especialista em ações de Marketing e por meio dessa "cilada" ela transmitiu ao seu público uma mensagem válida: não existem saídas milagrosas e rápidas para quem pretende emagrecer e a prática de exercícios físicos depende exclusivamente de vontade própria de cada um.

Outra coisa que se nota com essa campanha é a facilidade que temos para acreditar em promessas ilusórias. Afinal, se você não chegou a esse artigo com uma  descrente curiosidade para entender que história é essa de pílula mágica é porque você talvez acredite na possibilidade de haver mesmo uma tal pílula milagrosa.

A pílula mágica contra a obesidade está dentro das pessoas, é no que acredita a Coca-Cola.


Olha a Pegadinha!


Interagir o consumidor com as marcas através das propagandas se estabeleceu como tendência nessa era de integração de vida real e virtual. Primeiramente eles eram convidados a mandar vídeos, criar músicas e dar ideias do fim de uma história, como Sprite e fizeram no início do ano passado. 


Vendo que essa prática era bem aceita outras empresas foram aderindo e aperfeiçoando as táticas. Quem não se lembra da propaganda do canal TNT que instalou o botão vermelho que adicionava drama na sua vida?  Essa campanha foi repetida e utilizada de uma maneira parecida no lançamento do Windows 8, de um celular a prova d’água da Sony e pela Coca-Cola durante o último 007.






Depois de tenta interação as marcas precisavam inovar, e conseguiram. Surgiram as propagandas ao estilo Sílvio Santos e suas famosas pegadinhas. As primeiras a terem grande repercussão nessa prática, que entrou em evidência ano passado, foram a Adidas e a LG. A marca esportiva assustou os torcedores do Ajax para promover o novo uniforme, e a LG deixou as pessoas literalmente sem chão em um elevador para provar a qualidade da imagem de suas televisões.



E pelo visto esse ano não vai deixar a desejar, começou com a marca de cosméticos Nivea transformou pessoas comuns de aeroportos em procurados da policia em segundos para promover seu desodorante. E a mais comentada da semana, a campanha da Heineken. Uma entrevista de emprego inusitada e um anúncio grandioso conquistaram os internautas e virou mania essa semana nas redes sociais.
                         


Mas até quando essas pegadinhas serão bem aceitas? Será que não podem ser mal interpretadas e acabarem se tornando uma publicidade ruim para a própria marca? Acho que agora é esperar o ano decorrer e descobrir se essas pegadinhas vão fazer bem ou mal as empresas.




Find Your Greatness: Nike contra a ditadura olímpica



Os Jogos Olímpicos são um dos eventos mais esperados e assistidos do mundo; e também um palco de disputas entre as grandes marcas mundialmente conhecidas. São milhares de dólares investidos pelas empresas para se exibirem como patrocinadores oficiais das Olimpíadas. Visa, Adidas, Coca-Cola, P&G e Mc Donalds, que  por sinal tem seu patrocínio muito questionado por ser "não-saudável", são um dos exemplos dos que estão em Londres 2012. 

A questão não é apenas mostrar suas logos e slogans para o mundo inteiro, os patrocínios acabam criando uma ditadura em meio a jogos tradicionais e dignos de serem chamados 'democráticos'. Pelo menos é isso o que está acontecendo em Londres: camisas de marcas rivais aos patrocinadores são proibidas dentro dos estádios e arenas olímpicas, de acordo com o comitê organizador. Além disso, essas marcas rivais são proibidas de fazer alusão às Olimpíadas em seus anúncios, comerciais, produtos, etc.

Mas é claro que grandes marcas não iriam perder essa ótima oportunidade para se promoverem. A Nike, cuja batalha com a Adidas é uma das mais bonitas de ser ver ao ser levado em conta suas publicidades, desconsiderou as regras e fez uma campanha que retrata, de uma certa forma, o jogos olímpicos. Intitulada "Find your greatness" - encontre sua grandeza, em português -, a campanha mostra atletas amadores ao redor do mundo e que qualquer lugar pode se chamar Londres. 


Além do vídeo principal, Find Your Greatness conta com outros pequenos filmes de diversas modalidades esportivas, como futebol, basebal, skate, basquete, boxe e rugby. 



CRIO 2012 - "O melhor negócio é a grande idéia", com Washington Olivetto



Foi nessa quarta-feira, fechando o CRIO com chave de ouro, que o publicitário Washington Olivetto fez uma palestra usando um slide que centralizava o tema de sua apresentação: “O melhor negócio é a grande idéia.". Para Olivetto, uma grande idéia é simples, óbvia e não é nada complicada - acredito que aí está o motivo de ele ter somente um slide. Uma de suas primeiras afirmações foi que hoje as pessoas fogem de coisas complicadas. E sua apresentação foi uma sequência de campanhas, comerciais e anúncios (da W/McCann e das antigas da DPZ, W/GGK e W/Brasil) que ilustravam o que o palestrante considerava ser uma grande idéia.

Olivetto começou com o comercial chamado "Hitler", que teve como cliente a Folha de São Paulo, de 1988, e que atualmente foi adaptado para uma versão em que a imagem final aparece em um iPad:


A atual:



Depois de ter mostrado a versão antiga e a nova, ele provou e ainda enfatizou o fato de que grandes idéias são atemporais (adaptação de um comercial realizado há 15 anos) e independem do meio. Para o palestrante, as idéias não são modernas ou antigas; elas são boas ou ruins.

Sobre os profissionais de Comunicação, ainda tratando das grandes idéias, Washington Olivetto disse que hoje estamos em um mundo em que as pessoas já nascem comunicadoras: pelas redes sociais, pelo Youtube e outros tipos de sites já se pode criticar uma marca, publicar (postar, tweetar, há tantas variações...) uma notícia, E aí vem a questão: a tecnologia pode ter democratizado o gesto de escrever, mas o escrever bem não acompanhou esse processo, afirmou o palestrante. Este é o diferencial: escrever bem, fazer bons briefings são passos necessários que levam à uma boa propaganda.

Em relação ao jornalismo, destacou a tensão entre a credibilidade jornalística e o fato jornalístico em si, que também se relaciona com essa democratização da escrita, mas não, necessariamente, com a credibilidade do que se lê. Para exemplificar, ele mostrou esses comerciais, também da Folha de São Paulo:




Outra característica que ele ressaltou para demarcar as qualidades de uma boa propaganda foi o fato de o comercial não precisar ter um ar sério, mesmo se tratando de temas sérios: o humor é um componente interessante, e ainda pode passar a credibilidade, como pode se inferir desse vídeo.


Ainda falando de idéias boas que não têm validade, Olivetto mostrou também as seguintes boas idéias que participou na produção:

O vídeo trata de uma Campanha de lançamento da Fnac em Campinas, mas que também foi usada na Europa:





Ele também mostrou um comercial da Época fan-tás-ti-co:




Já em relação às campanhas mais atuais, Washington Olivetto fez questão de mostrar as mais recentes propagandas que a W/McCann fez. Para falar delas, ele afirmou que a grande questão é achar a linguagem das coisas, tentar entender o que as definem, o que as contextualiza para entendê-las bem. E, claro, o argumento das grandes idéias continua valendo como lema para o publicitário. 

Abaixo, a nova campanha do Bradesco que, agora, é representado como BRA na sua identidade visual. De acordo com Olivetto, a idéia era transformar o banco conhecido internacionalmente como do Brasil. Pode ser um detalhe, mas isso já diz muito sobre a marca, e é esse tipo de simplicidade que ele defende.




Por último, coloco aqui o case de dia das mães deste ano que a W/McCann fez pra Coca-Cola. A marca tinha pouca grana e a idéia tinha que ser boa com pouco cachê. Que tal homenagear a mãe do juiz, que é tão xingada nos campos de futebol?




Ah, e pra quem tá interessado em trabalhar com ele ou saber quais critérios ele usa pra escolher um estagiário ou funcionário, ele contou que considera 3 coisas: a pessoa tem que ter algum talento, sorte e muito trabalho. Mãos à obra, comunicólogos!






Pra quem ainda não conhece, Washington Olivetto é publicitário, chairman da W/McCann e CCO da McCanWorldGroup América Latina e CaribeFoi o primeiro brasileiro a ganhar um leão de ouro em Cannes (com o famoso comercial do primeiro sutiã Valisère) e hoje já tem mais de 50 leões em Cannes. Ah, e também foi ele que inventou o garoto-propaganda da Bombril, o Carlos Moreno. Qualquer descrição que eu tente fazer aqui vai ser incompleta.. maas, só pra esclarecer, tô só apresentando, ok?
 
(definição Wikipédia de chairman: "é o mais alto funcionário de um grupo organizado, como um conselho, comitê ou assembléia deliberativa.A pessoa que detém o cargo é normalmente eleitos ou nomeados pelos membros do grupo.")



O site da agência dele é http://wmccann.com.br/. Não, eles não tem o portfólio deles lá. Vejam que fantástica idéia (mas que deixa a gente mais curioso ainda pra saber o que eles fizeram!).

Até a próxima, gente! :)

Share a Coke!


Compartilhar. Algo bem comum no facebook. Algo pessoal, você compartilha o conteúdo que você quer com QUEM você quiser.
A Coca-Cola teve um brilhante insight! Ótima ideia + dinheiro + marca de peso = SUCESSO!!
A Coca mudou o nome nas embalagens, "personalizando-as". Ela escrevreu o nome do seu amigo, da sua irmã, do seu primo, da sua mãe, o SEU nome, no rótulo do refrigerante! É isso mesmo! Dá só uma olhada no vídeo abaixo: (Está em inglês, é bom pra você treinar! hehe)



Segue o case de toda a campanha: http://vimeo.com/38134755

Mas não se anime tanto, isso não chegou no Brasil! =(
Coca-Cola, share a coke with Brazil!

125 anos brindando a felicidade!

Gestão 2010/2 da CRIA chegando ao fim e o Programa Trainee quase acabando...
 É, o CRIA Plano logo logo estará sob comando de outros novos membros. E esse foi escolhido por nós o melhor post feito na demanda de treinamento pelos trainees do núcleo de Planejamento, especialmente para o CRIA Plano.
Parabéns, Bárbara!



125 anos brindando a felicidade



Vida de treinee não é fácil não! Mais uma tarefa solicitada: fazer um post no Cria Plano. E na minha busca interminável por propagandas legais pra postar aqui, foi inevitável esbarrar em... Coca-Cola! Dia 8 de maio a gigante comemora seus 125 anos de sucesso no mundo todo. A propaganda veiculada na América Latina já foi postada aqui (http://criaplano.blogspot.com/2011/02/ha-razoes-para-crer-num-mundo-melhor.html). Achou incrível? Pois é, e o investimento da Coca pro seu aniversário foi muito além.

Pra começar, embalagens comemorativas foram lançadas mundo afora:


Propaganda veiculada no Reino Unido: “I'd Like To Buy The World A Coke” toca ao fundo, originalmente apresentada no anúncio "Hilltop" de 1971.



Divulgação nos tradicionais outdoors, cartazes e também nos famosos ônibusdouble-decker:



E três ações fantásticas que a Coca Cola Company promoveu.
Na Inglaterra, mini-latinhas foram distribuídas de graça nas ruas de Londres:


Em Atlanta, organizaram um evento gratuito com vários shows para os associados Coca-Cola e famílias na véspera do aniversário. Acabei descobrindo sem querer quando entrei no canal oficial da Coca no Youtube e me deparei com o show do One Night Only sendo transmitido ao vivo (sorte!). Ryan Seacrest foi o anfitrião, e o evento contou também com Kelly Clarkson, Ne-Yo, Natasha Bedingfield eK'NAAN.



Além da iluminação de um arranha-céu onde cenas dos melhores momentos da Coca-Cola eram exibidas:



Não é a toa que todos nós somos contaminados pelo vício Coca-Cola, né?


(Bárbara Nery)

Para as mães que são essa Coca toda

Dia das mães chegando, o tema do meu post não podia ser outro. Clichê por clichê, a homenagem da Coca-Cola para esse dia ficou linda! Ao invés de utilizar crianças fofas abraçando a mãe, a Coca-Cola escolheu fazer uma espécie de clipe, estrelando Wagner Moura e sua banda Sua Mãe cantando "Outra Vez", do Roberto Carlos. Escolha perfeita, afinal, não teria galã melhor que esse para homenagear as mães e a música toca no fundo do coração de toda mãe.


“Se você conhece alguma mãe que seja essa Coca-Cola toda, envie essa homenagem”. 
Genial, não?


(Mãe, essa é pra você, que é essa Coca toda.)

Há razões para crer num mundo melhor

A Coca-Cola Company celebra em 2011, 125 anos desde sua sede em Atlanta, Estados Unidos. Para comemorar em grande estilo, então, divulgou uma propaganda delicada e simples, que está sendo vinculada inicialmente na Colômbia e será publicada posteriormente em toda América Latina.

Ela é baseada em um estudo feito em 2010 sobre a situação do mundo ( que mostra uma visão bem positiva, a propósito) e conta com a música "Whatever", da banda Oasis, sendo cantada sublimemente por crianças.

Apesar de simples, a propaganda propõe uma bela mensagem, "Razões para crer em um mundo melhor" e, obviamente, esse mundo melhor inclui a Coca-Cola.


"Por cada tanque que se fabrica no mundo, se fabricam 131 mil pelúcias.
Amor tem mais resultados que medo.
Por cada pessoa corrupta, existem 8 mil doando sangue.
Por cada muro que existe, se colocam 200 mil tapetes de "Bem-vindos".
Por cada pessoa que diz que tudo vai estar pior, há 100 casais buscando um filho.
Por cada arma que se vende no mundo, 20 mil pessoas compartilham uma coca cola.
Há razões para crer num mundo melhor"

Vamos esperar para que ela chegue ao Brasil, afinal, é uma mensagem linda sobre acreditar em um mundo melhor, com amor, e que certamente merece destaque por todo o mundo.

Post de Opinião 2

Escrevo aqui hoje em resposta ao post da Patrícia no domingo sobre a propaganda da Coca-Cola de Parintins. Para alguns o fato da peça usar as cores da concorrente Pepsi é um erro, mas a Paty acha que a peça da Coca-Cola é ousada e mostra que a silhueta da marca suprime as cores da Pepsi. Pois bem, ao ler essa interessante opinião, pensei logo num episódio inusitado ocorrido na China, no ano passado.

Para apoiar a equipe olímpica chinesa nas Olimpíadas de Pequim, a Pepsi chinesa lançou uma latinha... toda vermelha. Sim, vermelha, e bem parecida com a latinha da Coca, que por sinal é patrocinadora oficial dos Jogos.

Segundo o diretor de marketing da Pepsi chinesa, essa decisão foi tomada por causa do retorno positivo recebido por uma pesquisa realizada com consumidores da Pepsi, que acharam a campanha ousada e aprovaram o apoio aos atletas olímpicos da China. Essa pesquisa, aliás, nos mostra o quanto o planejamento pode auxiliar em ações inusitadas com relativa segurança.

Tanto a Coca-Cola quanto a Pepsi são marcas ainda em consolidação no mercado chinês. A Coca lidera o mercado de refrigerantes, mas, de acordo com a Euromonitor International, a Pepsi obteve aumento de 93% nas vendas de 2000 para 2006 na China, enquanto esse número foi de 70% para a Coca. Essa mudança da Pepsi (que durou até o final do ano passado) foi, sem dúvida, um risco no momento de construção da marca no mercado chinês. De qualquer forma, mostra que as marcas "menores" também podem estar na posição de ousar e provocar a concorrente maior.

 
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