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Invertendo valores


Qual a primeira coisa que vem a sua cabeça quando você pensa em Coca Cola? Aposto que aquele fundo vermelho, a onda branca, a garrafinha, e claro, aquele pensamento de felicidade. Mas porque tudo isso? Parece fácil, mas essas associações são construídas com tempo, esforço, e muito trabalho publicitário. Duvida? Imagine o “abra a felicidade” isolado. Parece que falta algo? E agora isso: trocamos slogans famosos, e sim, também estranhamos muito!





Marcas procuram, de toda forma, serem constantes na cabeça das pessoas, por isso prezam tanto por elementos visuais e escritos que sejam fortes, marcantes, e que traduzam de maneira rápida e fácil todos os conceitos pretendidos pela empresa.

Um ponto muito importante dos aspectos da construção da imagem de uma empresa ou produto, são os slogans: essas frases pequenas, com ritmo, que nos saltam à cabeça quando falamos da marca. Alguns deles são traduções da marca, e grudam que nem chiclete. Afinal, como não lembrar dessas: O mundo é dos NETS. Amo muito tudo isso. Recuse imitações. Just do it. Got milk. Simples assim. Porque se sujar faz bem. Conhece todas? Acho bom, caso contrário você pode se considerar de outro planeta!

Mas engana-se quem pensa que isso é por simples memorização da mensagem. A importância do slogan está, na verdade, no poder de fixação da marca na mente do consumidor, ajudando na fixação do posicionamento pretendido.Por isso os slogans trocados acima causam tanto estranhamento. Não são só por serem frases diferentes, mas por carregarem conceitos diferentes daqueles mostrados no logo ou nos conceitos da empresa. Então melhor deixármos os slogans em suas respectivas marcas, afinal, não queremos dar um nó na sua cabeça, nem mexer em times que já estão ganhando! 






Sustentando o consumo


No mundo de hoje, uma das maiores preocupações da sociedade está ligada ao cuidado – ou o descuido – com meio ambiente. Pensando assim, várias empresas estão aderindo à causa no intuito de imprimir a postura de sustentabilidade à imagem de suas marcas.
Além da boa imagem que se busca alcançar ao se incluir o conceito de "sustentabilidade da marca", pesquisas já revelam que uma boa parcela dos consumidores está disposta a comprar produtos comercializados em embalagens recicláveis, já que isso reforça a preocupação das empresas com o meio. Há, inclusive, consumidores que afirmam que pagariam até mais caro por um produto que demonstrasse a postura sustentável de uma determinada empresa. As grandes marcas já repararam a necessidade de deixar claro em suas propagandas esse novo posicionamento de engajamento social e ambiental.
No ano passado, por exemplo, o Guaraná lançou a primeira PET 100% reciclável brasileira e, desde então, a AMBEV não tem medido esforços para alinhar essa postura ambiental em suas marcas, buscando inclusive, nesse mesmo intuito, levar a reciclagem para todos os seus produtos.

Outro exemplo recente que mostra como as empresas andam buscando a todo custo um perfil mais sustentável é a Coca-Cola Life, que se destaca pelo rótulo verde – cor-símbolo da sustentabilidade – que desbanca o tradicionalíssimo vermelho, indicando um produto mais natural, atribuindo à marca um tom mais preocupado com questões socioambientais.

Outro exemplo ainda da marca Coca-Cola, é Água Mineral Crystal que lançou sua embalagem Eco. Ela utiliza 20% menos PET, e no seu rótulo convida o consumidor a torcer a garrafa, partir do slogan “Torça, faça um pedido e atraia coisas boas”, para reduzir o volume das garrafas, facilitando seu transporte e armazenamento.

Mais um grande exemplo de posicionamento sustentável é a Faber-Castell com o EcoLápis, que planta a madeira que será utilizada na fabricação do lápis, além disso, todos os resíduos são aproveitados.

As marcas buscam sempre aliar seu posicionamento aos valores da sociedade pois assim ganham mais credibilidade e confiança e também conquistam os consumidores. Assim, hoje em dia, muitas marcas dizem se importar com o meio ambiente, colocam isso em seus produtos mas realmente não aliam a realidade da empresa, diferentemente dos exemplos citados que tem grandes campanhas e ações por trás das propagandas.

No Facebook: a interatividade como estratégia


(foto de capa da página do Guaraná Antártica no Faecbook)

Domingo, dia que muita gente não gosta de interagir com ninguém, preferindo ficar o dia inteiro desmaiado no sofá, estou aqui para falar de interatividade. Mas, calma. A interatividade que eu estou falando é aquela que basta um curtir ou um compartilhar, basta, no máximo, uns 2 cliques!


Em outro post meu aqui falei da importância da interação com o consumidor por meio de promoções, campanhas. Para falar disso, até citei aquela campanha da Ruffles em que qualquer um poderia criar um sabor pra batata da onda.
Hoje, vim comentar um pouco do que as marcas andam fazendo em suas fan pages pra conquistar curtidores e ganhar compartilhamentos. Dando uma pesquisadinha, encontrei que, no Brasil, entre as páginas mais curtidas estão a do Guaraná Antártica, a da Skol, a da L’oreal Paris Brasil e por último a do Vagalume. Com exceção da L’oreal Paris Brasil, todas as outras páginas citadas comemoram as curtidas recebidas e tem em suas fotos de capa os números que indicam a conquista de ter milhões curtidas. Bacana, né?

É interessante perceber que mesmo no Facebook, tem como uma página ser pouco interativa, caso não envolva, de certa forma, os usuários na produção de conteúdo.
Isso pode ser alcançado não atualizado com determinada frequência ou, por exemplo, não respondendo possíveis questões trazidas pelos fãs. Esse tipo de página envolve a chamada one-way communication, que é informativa por natureza e que não pede por uma resposta, um feedback dos usuários (definição retirada do livro The Political Competence of Internet Participants, de Henrik Serup Christensen e Åsa Bengtsson).
O que percebo dessas páginas é que elas se mostram interativas no que diz respeito ao conteúdo: porque elas não são meramente descritivas dos produtos/serviços a que se referem e também porque envolvem assuntos relacionados ao imaginário do que se considera rotineiro para as pessoas (não falando só do produto/serviço). O que, nas postagens dessas páginas, faz referência à marca pertencente é a padronagem seguida pelos spams (mesma tipografia, mesmo background, etc), característica marcante dos spams do Guaraná.

A fan page do Guaraná Antártica é a página brasileira com mais curtidas, ultrapassando os 7 milhões. E o conteúdo que ela posta também perpassa por essas situações do cotidiano, assim como das combinações perfeitas (“Deu vontade? Compartilha”, "Compartilha pra provocar a galera" e outras chamadas): Guaraná com pizza, com feijoada.. fica até difícil não curtir, hein?


Ah, e não podia me esquecer do mais novo perfil (e que alcançou mais de 1 milhão de curtidas em um mês) de sucesso do Facebook: pra quem ainda não conhece, estou falando da Gina Indelicada que é um exemplo de que a interatividade no Facebook dá certo: além de compartilhar imagens de diálogos da embalagem de palitinhos, o responsável por atualizar essa página, Rickk Lopes, faz várias atualizações por dia. Sem contar que conta com um conteúdo descontraído, com uma linguagem super acessível, o que também é uma dica para se manter próximo aos curtidores.
Lembrando que Rickk Lopes ainda não tem nenhum vínculo com a marca, mas já foi chamado para uma conversa com os executivos da Rela Gina.
(foto de capa da Gina Indelicada no Facebook)

 
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