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Invertendo valores
Marcadores: Adidas, coca cola, Guaraná, McDonald's, nike, oi, slogans famosos, subway, TimQual a primeira coisa que vem a sua cabeça quando você pensa em Coca Cola? Aposto que aquele fundo vermelho, a onda branca, a garrafinha, e claro, aquele pensamento de felicidade. Mas porque tudo isso? Parece fácil, mas essas associações são construídas com tempo, esforço, e muito trabalho publicitário. Duvida? Imagine o “abra a felicidade” isolado. Parece que falta algo? E agora isso: trocamos slogans famosos, e sim, também estranhamos muito!
Marcas procuram, de toda forma, serem constantes na cabeça das pessoas, por isso prezam tanto por elementos visuais e escritos que sejam fortes, marcantes, e que traduzam de maneira rápida e fácil todos os conceitos pretendidos pela empresa.
Um ponto muito importante dos aspectos da construção da imagem de uma empresa ou produto, são os slogans: essas frases pequenas, com ritmo, que nos saltam à cabeça quando falamos da marca. Alguns deles são traduções da marca, e grudam que nem chiclete. Afinal, como não lembrar dessas: O mundo é dos NETS. Amo muito tudo isso. Recuse imitações. Just do it. Got milk. Simples assim. Porque se sujar faz bem. Conhece todas? Acho bom, caso contrário você pode se considerar de outro planeta!
Mas engana-se quem pensa que isso é por simples memorização da mensagem. A importância do slogan está, na verdade, no poder de fixação da marca na mente do consumidor, ajudando na fixação do posicionamento pretendido.Por isso os slogans trocados acima causam tanto estranhamento. Não são só por serem frases diferentes, mas por carregarem conceitos diferentes daqueles mostrados no logo ou nos conceitos da empresa. Então melhor deixármos os slogans em suas respectivas marcas, afinal, não queremos dar um nó na sua cabeça, nem mexer em times que já estão ganhando!
Olha a Pegadinha!
Marcadores: 007, Adidas, Ajax, coca-cola, Coca-Cola Zero Zero Sete, Heineken, LG, Nivea, Pegadinha, sony, Sprite, TNT, windows
Interagir o consumidor com as
marcas através das propagandas se estabeleceu como tendência nessa era de
integração de vida real e virtual. Primeiramente eles eram convidados a mandar vídeos,
criar músicas e dar ideias do fim de uma história, como Sprite e fizeram no
início do ano passado.
Vendo que essa prática era bem
aceita outras empresas foram aderindo e aperfeiçoando as táticas. Quem não se
lembra da propaganda do canal TNT que instalou o botão vermelho que adicionava
drama na sua vida? Essa campanha foi repetida
e utilizada de uma maneira parecida no lançamento do Windows 8, de um celular a prova d’água da Sony e pela Coca-Cola durante o último 007.
Depois de tenta interação as
marcas precisavam inovar, e conseguiram. Surgiram as propagandas ao estilo
Sílvio Santos e suas famosas pegadinhas. As primeiras a terem grande repercussão
nessa prática, que entrou em evidência ano passado, foram a Adidas e a LG. A
marca esportiva assustou os torcedores do Ajax para promover o novo uniforme, e
a LG deixou as pessoas literalmente sem chão em um elevador para provar a
qualidade da imagem de suas televisões.
E pelo visto esse ano não vai deixar
a desejar, começou com a marca de cosméticos Nivea transformou pessoas comuns
de aeroportos em procurados da policia em segundos para promover seu
desodorante. E a mais comentada da semana, a campanha da Heineken. Uma
entrevista de emprego inusitada e um anúncio grandioso conquistaram os
internautas e virou mania essa semana nas redes sociais.
Mas até quando essas pegadinhas
serão bem aceitas? Será que não podem ser mal interpretadas e acabarem se
tornando uma publicidade ruim para a própria marca? Acho que agora é esperar o
ano decorrer e descobrir se essas pegadinhas vão fazer bem ou mal as empresas.
Find Your Greatness: Nike contra a ditadura olímpica
Marcadores: Adidas, coca-cola, Jogos Olimpicos, Londres, McDonald's, nike, Olimpiadas, PeG, VisaOs Jogos Olímpicos são um dos eventos mais esperados e assistidos do mundo; e também um palco de disputas entre as grandes marcas mundialmente conhecidas. São milhares de dólares investidos pelas empresas para se exibirem como patrocinadores oficiais das Olimpíadas. Visa, Adidas, Coca-Cola, P&G e Mc Donalds, que por sinal tem seu patrocínio muito questionado por ser "não-saudável", são um dos exemplos dos que estão em Londres 2012.
A questão não é apenas mostrar suas logos e slogans para o mundo inteiro, os patrocínios acabam criando uma ditadura em meio a jogos tradicionais e dignos de serem chamados 'democráticos'. Pelo menos é isso o que está acontecendo em Londres: camisas de marcas rivais aos patrocinadores são proibidas dentro dos estádios e arenas olímpicas, de acordo com o comitê organizador. Além disso, essas marcas rivais são proibidas de fazer alusão às Olimpíadas em seus anúncios, comerciais, produtos, etc.
Mas é claro que grandes marcas não iriam perder essa ótima oportunidade para se promoverem. A Nike, cuja batalha com a Adidas é uma das mais bonitas de ser ver ao ser levado em conta suas publicidades, desconsiderou as regras e fez uma campanha que retrata, de uma certa forma, o jogos olímpicos. Intitulada "Find your greatness" - encontre sua grandeza, em português -, a campanha mostra atletas amadores ao redor do mundo e que qualquer lugar pode se chamar Londres.
Além do vídeo principal, Find Your Greatness conta com outros pequenos filmes de diversas modalidades esportivas, como futebol, basebal, skate, basquete, boxe e rugby.
O consumidor manda?
Marcadores: Adidas, CRIO 2012, Faça-me um sabor, PepsiCo, ruffles, Santiago, Sprite, Washington Olivetto
As empresas hoje estão cada vez mais interessadas em envolver o consumidor em alguma experiência que faça a marca se tornar algo mais especial para aquela pessoa. Os flashmobs (lembrando do da T-mobile que já foi postado aqui) são um grande exemplo disso.
Mas esse tipo de experiência que estou falando vai além desses grandes eventos.
Na palestra de Washington Olivetto no CRIO 2012, ele mostrou um case da Sprite que envolvia a seguinte idéia: foi lançado uma espécie de concurso que os internautas, no site da marca, desenhariam artes para serem colocadas nas latinhas do refrigerante e, acredite, com os nomes dos vencedores. Mas a repercussão foi tão grande que eles resolveram usar os desenhos que não foram para as latinhas em estampas de tênis. Confira:
Outra tendência que percebo é a multiplicidade de lugares que a marca pode aparecer hoje. Perceba que nesse case da Sprite a marca esteve presente na internet, nas redes sociais, nas ruas, nas lojas (tanto supermercados quanto lojas de tênis)... quando vejo isso penso num efeito dominó quando os planejadores desse tipo de campanha pensam em tantas ações, que envolvem muitos outros recursos, mídias, etc.
A Ruffles também teve uma campanha que envolvia o consumidor: você lembra que eles fizeram aquela promoção, "Faça-me um sabor"?
A idéia era que as pessoas enviassem possíveis sabores para a batata da onda. O número de inscritos foi nada mais nada menos do que 1.915.000 de pessoas. O prêmio com certeza justificava essa grande procura: o vencedor ganhou R$20 mil por ter sido finalista + R$30 mil por ter vencido o concurso + 1% sobre o faturamento líquido gerado pelo sabor criado por seis meses a partir do início das vendas (o que fez dele, Helder Lanzoni, uma espécie de sócio da PepsiCo, que é fabricante da marca Elma Chips, Quacker, Pepsi, e muuitas outras.
E como último exemplo, escolhi a promoção da Adidas com o concurso de customização de um par de óculos escuros originals que será lançado em 2013 e que já tem um nome: Santiago. Os que se interessarem tem que enviar seus modelos para a página criada pela plataforma Talenthouse (http://www.facebook.com/adidaseyewear). E o vencedor?
De acordo com o site oficial, o vencedor vai ter a chance de participar da equipe de design da Adidas para finalizar projetos, sem contar com o prêmio de $3 mil dólares.
Que experiência, hein?
Para saber mais da promoção da Adidas, acesse:
All adidas
Marcadores: Adidas, campanha publicitaria, facebook, internetA Adidas lançou agora em março, dia 16, uma nova (e estraordinária) campanha global.
Pela primeira vez, reune em uma só campanha todas as suas linhas: da Sport Performance, e Originals a Sport Style. Criada pela Sid Lee, de Montreal, e adaptada no Brasil pela Lew’Lara\TBWA e pela ID\TBWA, a campanha "all adidas" vem comprovar que o campo de atuação da marca é diversificado, não se restringe apenas a esportes, mas está inserido nas culturas e nos estilos de vida do mundo, abrangendo a realidade da moda, da música, das competições, etc.
“Nos últimos dez anos tivemos muito sucesso dividindo a companhia em três fortes subcategorias: Sport Performance, Originals e Sport Style. Agora estamos orgulhosos em mostrar nosso alcance e profundidade com esse esforço global", explica Erich Stamminger, membro do conselho executivo responsável por marcas globais. " A 'all adidas' é a nossa maior campanha já executada. Seu conceito criativo traz toda nossa diversidade em uma só mensagem. Das quadras às passarelas, dos estádios às ruas, estamos apresentando uma declaração autêntica com toda a credibilidade que só a adidas tem”.
Pra quem ficou curioso e ainda não viu, vai aí:
Mais uma vez, fantástica! A melhor dos últimos anos da Adidas.
Obs.: A campanha comprova ainda a ascensão e sucesso da Internet como meio de divulgação de Publicidade. Além de a campanha ter sido lançada, primeiramente, na Internet, criaram um aplicativo na página da Adidas no Facebook que permitirá que os usuários troquem pedaços do comercial por fotos dos seus álbuns e façam a sua versão.
A Copa depois da Copa
Marcadores: Adidas, Espanha, nike, publicidade e copa do mundoMinha série de posts sobre publicidade e copa já tinha acabado, mas a Copa do Mundo ainda não acabou fora de campo. Aliás muito longe disso, especialmente quando se trata das duas megafornecedoras de material esportivo Adidas e Nike.
Há não muito tempo atrás, quando ainda escrevia minha série de posts sobre Publicidade e Copa do Mundo, escrevi, usando a Jabulani como pretexto, sobre a competitividade das maiores marcas esportivas do mundo http://criaplano.blogspot.com/2010/06/publicidade-e-copa-do-mundo-4.html.
Pois então, como disse à época, juntas as grandes potências esportivas patrocinavam 22 das 32 seleções do mundial. Grandes chances de uma final entre elas. E não é que aconteceu?! 11 de Julho de 2010, final de Copa do Mundo em Johanesburgo, de um lado, trajando um belíssimo uniforme laranja da Nike a Holanda. Do outro, usando um uniforme azul ainda mais belo (post à parte, as camisas da Adidas nesta copa que se encerrou estavam sensacionais, muito mais bonitas que as da Nike) a Espanha. Ao final de 120 minutos, a Espanha, patrocinada pela Adidas ganhou.
Coincidência ou não, para o bem da competição entre as marcas, o gol do inédito título espanhol foi marcado por Andrès Iniesta, patrocinado pela Nike. A empresa, para esquecer o fiasco de todas suas principais estrelas na copa, e para tirar a fama de pé frio após o (lindo) "Write the Future", homenageou, antes mesmo da Adidas, a seleção espanhola, repleta de jogadores da Nike, com o brilhante "O Futuro Está Escrito", estrelado pelos campeões Carles Puyol (Herói contra a Alemanha), Gerard Piquè, Sérgio Ramos, Cesc Fabregas (autor do passe para o gol do título), Pedro e Andrès Iniesta (o herói espanhol na final).
Embora tenha saído atrás nessa corrida, a Adidas não ia deixar barato. A começar pelo slogan da marca estampado no ônibus da seleção espanhola (até porque o slogan cabia perfeitamente ao título espanhol): "Impossible is nothing". Além de seu slogan sendo mostrado ao mundo inteiro, a Adidas, patrocinadora da seleção e de alguns de seus principais jogadores, como o Xabi Alonso, Xavi e o artilheiro David Villa, lançou um comercial em homenagem à seleção campeã do mundo com uma pequena vantagem sobre a Nike: Embora tenha lançado o comercial depois da concorrente americana, a gigante alemã pôde colocar em seu filme a camisa da seleção campeã do mundo e, portanto, imagens marcantes da copa como o momento em que taça é erguida... '
E que a copa continue fora do campo!!!
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