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Pra comer com os olhos

O mercado da Publicidade é um espaço propício a receber muitas críticas. Consumidores têm suas fases de enaltecer uma marca, outras de se sentir insatisfeito ou algumas vezes fazer queixas sem fundamento. Uma reclamação que existe desde os primórdios da arte de divulgar e propagar ideias sobre produtos é a questão das fotos na indústria alimentícia, especialmente nos Fast foods. Como assim? Sabe aquela foto do Big Mac enorme e suculento, mas quando compramos o sanduíche recebemos um alimento um tanto feinho? Então...

Atualmente, com o contato mais próximo entre as empresas e os clientes através principalmente das Mídias Sociais é mais fácil identificar problemas e trazer soluções para seus produtos ou serviços. Há dois anos mesmo, vimos o McDonalds responder uma consumidora que perguntava no Twitter o porquê da comida servida ser bem mais bonita nas imagens do que fisicamente. O resultado foi esse vídeo mostrando o processo de criação das fotos para o menu, nos contando que o trabalho não é todo do editor de imagens.


A coisa é tão mais complexa do que parece que existe até um profissional chamado Food Stylist que trabalha no processo arrumando o alimento para que os ingredientes e as texturas dele sejam valorizados na foto. Quase como uma equipe de moda produzindo modelos. Curioso não?

Na última semana, uma reclamação que ficou famosa em relação à essa questão foi do cliente do Subway que postou uma foto numa mídia social medindo seu sanduíche com uma régua. O consumidor alegou que o sanduíche tinha um aspecto nojento e não tinha o mesmo tamanho que o prometido pela empresa, faltando dois centímetros, o que gerou piadas na internet.





Segundo o site Adnews, a rede de fast food se pronunciou quanto ao caso alegando que o tamanho do produto pode sofrer uma pequena variação caso o procedimento de preparo não siga as especificações exatas e que irão reforçar a fiscalização na loja citada pelo cliente.


O Marketing e a Publicidade em si devem apresentar o que há de melhor nos seus produtos e serviços para que eles sejam atrativos para seus consumidores. Ao analisarmos por esse ponto essas imagens cumprem bem esse papel, mas fica uma pergunta para refletirmos: Será que as propagandas exageram?

Invertendo valores


Qual a primeira coisa que vem a sua cabeça quando você pensa em Coca Cola? Aposto que aquele fundo vermelho, a onda branca, a garrafinha, e claro, aquele pensamento de felicidade. Mas porque tudo isso? Parece fácil, mas essas associações são construídas com tempo, esforço, e muito trabalho publicitário. Duvida? Imagine o “abra a felicidade” isolado. Parece que falta algo? E agora isso: trocamos slogans famosos, e sim, também estranhamos muito!





Marcas procuram, de toda forma, serem constantes na cabeça das pessoas, por isso prezam tanto por elementos visuais e escritos que sejam fortes, marcantes, e que traduzam de maneira rápida e fácil todos os conceitos pretendidos pela empresa.

Um ponto muito importante dos aspectos da construção da imagem de uma empresa ou produto, são os slogans: essas frases pequenas, com ritmo, que nos saltam à cabeça quando falamos da marca. Alguns deles são traduções da marca, e grudam que nem chiclete. Afinal, como não lembrar dessas: O mundo é dos NETS. Amo muito tudo isso. Recuse imitações. Just do it. Got milk. Simples assim. Porque se sujar faz bem. Conhece todas? Acho bom, caso contrário você pode se considerar de outro planeta!

Mas engana-se quem pensa que isso é por simples memorização da mensagem. A importância do slogan está, na verdade, no poder de fixação da marca na mente do consumidor, ajudando na fixação do posicionamento pretendido.Por isso os slogans trocados acima causam tanto estranhamento. Não são só por serem frases diferentes, mas por carregarem conceitos diferentes daqueles mostrados no logo ou nos conceitos da empresa. Então melhor deixármos os slogans em suas respectivas marcas, afinal, não queremos dar um nó na sua cabeça, nem mexer em times que já estão ganhando! 






Branding, uma estratégia quase infalível



Nos dias de hoje, estamos vivendo em um mundo de excesso de informação e oferta. Por isso, apesar de termos muitas opções a escolher, o pouco tempo não nos permite exercer tanto esse nosso poder de escolha e acabamos sendo “conquistados” por aquela marca com que mais nos identificamos, e essa é a função do branding

Ultimamente, o termo branding vem sendo utilizado de maneira tão genérica pelos profissionais de comunicação (marketing em especial), que o conceito real de tal estratégia passa a não ser entendido em sua totalidade. 

O brand ou a marca é a primeira impressão que um consumidor tem de um produto. Mas para que essa impressão não seja apenas passageira, perdendo um futuro cliente, a marca precisa elaborar certas estratégias. Itens como a cor ou o design de uma logo podem, mesmo que superficialmente, chamar a atenção de um consumidor. Porém, o que certamente criará uma relação de fidelidade da marca com seu público é que se diz por branding. 

O conceito de branding se caracteriza pela construção de uma relação da marca com seu público que vai muito além do “pagar e levar”, e sim, fazer com que as pessoas se sintam parte da empresa e que, optando por aquela marca e não por outra, o consumidor será muito mais realizado. Nem mesmo por este ser um produto de qualidades maiores que o outro (isso já é outro tipo de estratégia), mas que, a partir de uma relação muito maior do que apenas a de compra e venda, o consumidor descubra que aquela marca é a única que irá cumprir todas as suas necessidades. 

Necessidades que, muitas vezes, são provocadas pela própria marca, ou seja, procura-se mostrar para esse consumidor que ele não só precisa daquele produto para satisfazê-lo individualmente e até socialmente, mas que precisa do produto produzido por aquela marca. 

Porém essa adesão do público às vezes pode não ser muito fácil de conquistar. Principalmente em países como o Brasil, por exemplo, que se caracteriza como um lugar de diferentes tipos de públicos, com diferentes desejos e formas de pensar. Ainda mais com o avanço tecnológico, por exemplo, que fornece um mundo de informações às pessoas e acaba ampliando a capacidade crítica destes futuros consumidores. E esse desafio, cabe às empresas resolver. O branding, nesse caso, será realizado pensando nos diferentes públicos que tal marca pode atingir. 

Hoje, encontramos empresas que conquistaram muito sucesso no branding de suas marcas. O McDonald’s, por exemplo, uma das maiores empresas no ramo alimentício do mundo, tenta conquistar o seu consumidor logo nas ruas, como nessa campanha:


Ou então, percebe-se esse cuidado com a relação com o cliente no próprio estabelecimento, no qual a marca deseja que ele desfrute não apenas da comida, mas sim da atmosfera do lugar, das relações com seus amigos, com os atendentes, da identidade visual, etc.


Outro exemplo é a Brahma, que criou o termo “Brahmeiro” para não só reunir e designar todos aqueles que são consumidores da cerveja, mas fazer com que eles se sintam dentro de uma unidade, na qual as pessoas têm a mesma maneira de pensar e agir e dividem as mesmas paixões (como o futebol, por exemplo), fazendo com que os consumidores se sintam diferenciados frente aos que consomem outras cervejas.


Portanto, analisando a campanha dessas empresas e o cenário de consumidores no Brasil e no mundo, o branding se faz decisivo no posicionamento e na consolidação de uma marca. A tendência é que estas empresas tentem entrar cada vez mais no cotidiano das pessoas, de forma que a abordagem e a relação entre ambos fique cada vez mais íntima.

Novas embalagens do Mc Donald's

A partir dessa semana, em todo o mundo, estarão disponíveis as novas embalagens dos hambúrgueres e refrigerantes da rede de fast food  Mc Donald's. As novas embalagens serão disponibilizadas inicialmente nos Estados Unidos, e logo estarão em todas as suas 34 mil lojas, localizadas em 119 países.

As novas embalagens contam com ilustrações fofinhas, do tipo que se faz no caderno em momentos de pura criatividade, vai contar também com um QR Code com as informações nutricionais dos produtos.


“Os clientes nos dizem que querem saber mais sobre o alimento que estão ingerindo e nós queremos facilitar ao máximo o acesso dessa informação na ponta dos dedos”, disse Kevin Newell, diretor de Marca do McDonald’s. As ilustrações também irão contar a história da marca. É claro que toda essa reformulação passou por uma pesquisa de aceitação com o público, e com a aprovação  da Global Advisory Council, organização que conta com diversos profissionais de saúde e bem-estar.

O novo layout das embalagens promete ser um sucesso e já está chamando a atenção. De forma interativa e bem desenhada, a marca consegue informar e chamar a curiosidade do consumidor com o QR Code. É a informação na ponta dos dedos.

Já fez seu aniversário no McDonalds?


No clima de aniversário da Cria, que tal voltarmos um pouco ao passado?

Qual é a criança que nunca desejou juntar todos os seus amigos e fazer seu aniversário no McDonalds? foi o sonho de infância de muita gente ver aquele teatro de fantoches, o barulho, a correria, as brincadeiras e vários McLanches Felizes para todos.

Esses aniversários sempre foram um foco importante na publicidade do McDonalds. Confira alguns vídeos,  que vão desde a década de 70 até os dias de hoje, da rede de fast food mais famosa do mundo com esse tema e enfoque:





Find Your Greatness: Nike contra a ditadura olímpica



Os Jogos Olímpicos são um dos eventos mais esperados e assistidos do mundo; e também um palco de disputas entre as grandes marcas mundialmente conhecidas. São milhares de dólares investidos pelas empresas para se exibirem como patrocinadores oficiais das Olimpíadas. Visa, Adidas, Coca-Cola, P&G e Mc Donalds, que  por sinal tem seu patrocínio muito questionado por ser "não-saudável", são um dos exemplos dos que estão em Londres 2012. 

A questão não é apenas mostrar suas logos e slogans para o mundo inteiro, os patrocínios acabam criando uma ditadura em meio a jogos tradicionais e dignos de serem chamados 'democráticos'. Pelo menos é isso o que está acontecendo em Londres: camisas de marcas rivais aos patrocinadores são proibidas dentro dos estádios e arenas olímpicas, de acordo com o comitê organizador. Além disso, essas marcas rivais são proibidas de fazer alusão às Olimpíadas em seus anúncios, comerciais, produtos, etc.

Mas é claro que grandes marcas não iriam perder essa ótima oportunidade para se promoverem. A Nike, cuja batalha com a Adidas é uma das mais bonitas de ser ver ao ser levado em conta suas publicidades, desconsiderou as regras e fez uma campanha que retrata, de uma certa forma, o jogos olímpicos. Intitulada "Find your greatness" - encontre sua grandeza, em português -, a campanha mostra atletas amadores ao redor do mundo e que qualquer lugar pode se chamar Londres. 


Além do vídeo principal, Find Your Greatness conta com outros pequenos filmes de diversas modalidades esportivas, como futebol, basebal, skate, basquete, boxe e rugby. 



Product placement e o cinema



A divulgação de um produto está longe de se resumir somente à uma campanha ou um anúncio de televisão. A publicidade sempre se apropria de outras mídias para se fazer efetiva ou atingir um determinado público. Atualmente, o merchandising é uma das ferramentas mais comuns da comunicação, tomando forma de uma ação visual que se apresenta num conteúdo específico mas por vezes sem esse conteúdo remeter diretamente a marca presente, apesar de haver várias exceções.

O então Product placement, é uma forma de propaganda em que o produto é colocado no meio de um contexto, frequentemente de forma sutil  e sem ser anunciado, fazendo parte do cenário ou sendo um dos objetos que os personagens interagem. Podendo ocorrer em séries, novelas e principalmente em filmes.

A publicidade eletrônica fez do cinema um dos seus primeiros veículos, pois vislumbrou na sétima arte uma ótima ferramenta de venda, e as próprias produções cinematográficas uma perfeita oportunidade de ganhar dinheiro. O product placement beneficia as ações promocionais das marcas que integram os filmes durante o lançamento, gerando ainda, uma divulgação extra para a produção. Embora o termo (product placement) tenha aparecido na década de 80, a sua prática remonta décadas, aparecendo no início do cinema – como no filme “Wings” , de 1927.

O product placement é um investimento para as marcas que tentam chegar a um nicho de público que provavelmente assistirá o filme. Um longa que possui um grande orçamento ou vários famosos envolvidos, e tem expectativa de milhões para a sua bilheteria, pode atrair inúmeros interesses comerciais. 

Assim, a ação se torna evidente de Marty McFly quando coloca os tênis da Nike que se amarram sozinhos em “De Volta para o Futuro” às mais de 47 marcas que aparecem em “Transformers”, como a General Motors, Mountain Dew, Southwest Airlines, Cisco, LG, Budweiser, Yahoo! e Panasonic.

Confira abaixo um vídeo com cenas que mostram o product placement no cinema:

Pessoas e ações

Algumas ações publicitárias padronizadas por pessoas.

A primeira é do McDonald´s, a empresa contratou atores para dormir nos metrôs logo a baixo de um anúncio de café, que dizia: "parece que alguém precisa de um café".




A outra é da agência Media Contacts promoveu em São Paulo uma ação que constituiu em prender as pessoas por um tempo em elevadores. Ao sair do elevador, as mesmas recebiam um folheto da SOS Fauna com o seguinte texto: "Se ficar preso por alguns segundos já é assustador, imagine por toda a vida", remetendo às situações que os animais vítimas do tráfico sofrem.



Ainda que seja por uma boa causa, pode a publicidade fazer ações como esta?

Instalações Publicitárias

Dessas eu nunca tinha visto!

Numa época em que os publicitários buscam cada vez mais inovação, quando tudo parece saturado, alguns ainda se destacam com ideias incríveis! Dessa vez o que me chamou a atenção foi a utilização de espaços urbanos para a realização de campanhas publicitárias. E elas se tornaram verdadeiras instalações, não de arte, mas de publicidade.

O resultado disso são peças gigantescas e maravilhosas, que chamam a atenção de quem passa (mesmo de muito longe). A marca divulgada, no mínimo, saltará aos olhos do consumidor. O efeito das instalações são incríveis, parece que objetos estão suspensos no ar e algum produto está realmente em movimento.

A agência holandesa George King utilizou um poste para simular um derramamento de tinta, para divulgar a marca de tintas Levis:



No mesmo estilo de anúncio, a agência Cossette West, do Canada, utilizou um poste de luz para divulgar a promoção de café gratis que o McDonald's lançou recentemente. Uma cafeteira ficava suspensa e colocava café num copo mostruoso. Veja aí:



Achei sensacional!


 
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