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Marcas que mudam nosso cotidiano


As marcas atualmente vem seguindo uma tendência de se aproximar de seu público cada vez mais, e as ações de marketing de guerrilha são uma das formas de isso acontecer. É uma ação publicitária que surgiu para ser diferente da forma tradicional, aquelas que vemos espalhadas pela internet, por revistas, jornais, televisão, que nem sempre prestamos muita atenção ou temos vontade de prestar. Já diz sua ideia principal “não compre mídia, crie uma”, as formas para fazer um marketing de guerrilha são as mais diversas, desde intervenções nas ruas, colocações de mídia em lugares inusitados, criações de espaços exclusivos para ações, e no fim o que manda mesmo é a imaginação.
Com maior intuito de intrigar que de “parecer uma propaganda” a ação deixa as pessoas se perguntando o que está acontecendo e se é realmente real, surpreende e não há quem não queira parar e dar uma conferida. O retorno de quem opta por essa forma comunicacional (desde que bem feita), na maioria das vezes é grande, atrai novos clientes e mantém os antigos. Além de não ter muito custo, o marketing de guerrilha é recomendado para grandes ou pequenas empresas por ter essa característica.
 As grandes marcas já perceberam seu poder, e quanto maior o investimento, mais nós nos divertimos (hehehe). Uma das líderes desse segmento é, claro, a gigante Coca-cola, muitos já viram, pelo menos, um vídeo das brincadeiras dela por ai e todo mundo que já viu, ficou com um sorriso bobo no rosto, isso é porque a marca tem a intenção de criar laços sentimentais com os consumidores, ela não vende só o refrigerante, ela vende a sensação que o produto virá a produzir.
 Com o slogan “Abra a felicidade você também” o que não faltaram foram ações fofas e alegres como a da “Máquina de Felicidade” que distribuiu presentes por vários shoppings de vários países.

O próximo exemplo é ainda da Coca, que em parceria com o filme 007 - Skyfall, transformou os consumidores em James Bond para ganhar ingressos para a estréia do filme.

Agora imagina que louco você tá no mercado fazendo compras quando de repente, tudo vira uma balada. A Smirnoff Ice deu “sinal verde para a balada”, mostrando para aquele seu amigo que não gosta muito de uma balada ou que é mais preguiçoso, que sim: com a bebida tudo fica mais divertido.
 

Diferente de todos os exemplos temos a Dove, com a campanha “Você é mais bonita do que você pensa”, com maior intimidade com o consumidor e desejando a partir da ação, maior satisfação dele.
 

Não necessariamente a ação vai estar vendendo o produto diretamente, mas pode estar apenas marcando presença e consolidando os laços criados com os consumidores, de um jeito mais despojado como a Coca e a Smirnoff fizeram ou de um jeito mais emocional como a Dove fez, tudo depende do posicionamento da marca.

Olha a Pegadinha!


Interagir o consumidor com as marcas através das propagandas se estabeleceu como tendência nessa era de integração de vida real e virtual. Primeiramente eles eram convidados a mandar vídeos, criar músicas e dar ideias do fim de uma história, como Sprite e fizeram no início do ano passado. 


Vendo que essa prática era bem aceita outras empresas foram aderindo e aperfeiçoando as táticas. Quem não se lembra da propaganda do canal TNT que instalou o botão vermelho que adicionava drama na sua vida?  Essa campanha foi repetida e utilizada de uma maneira parecida no lançamento do Windows 8, de um celular a prova d’água da Sony e pela Coca-Cola durante o último 007.






Depois de tenta interação as marcas precisavam inovar, e conseguiram. Surgiram as propagandas ao estilo Sílvio Santos e suas famosas pegadinhas. As primeiras a terem grande repercussão nessa prática, que entrou em evidência ano passado, foram a Adidas e a LG. A marca esportiva assustou os torcedores do Ajax para promover o novo uniforme, e a LG deixou as pessoas literalmente sem chão em um elevador para provar a qualidade da imagem de suas televisões.



E pelo visto esse ano não vai deixar a desejar, começou com a marca de cosméticos Nivea transformou pessoas comuns de aeroportos em procurados da policia em segundos para promover seu desodorante. E a mais comentada da semana, a campanha da Heineken. Uma entrevista de emprego inusitada e um anúncio grandioso conquistaram os internautas e virou mania essa semana nas redes sociais.
                         


Mas até quando essas pegadinhas serão bem aceitas? Será que não podem ser mal interpretadas e acabarem se tornando uma publicidade ruim para a própria marca? Acho que agora é esperar o ano decorrer e descobrir se essas pegadinhas vão fazer bem ou mal as empresas.




Coca-Cola Zero Zero Sete


CRIA UFMG Jr. está em programa trainee e nada mais justo que colocar nossos futuros colegas para ralar. As postagens dos  próximos dias serão da colaboração daqueles que estão com um pé no aquário laranja.
Postado por: Marina Novais



Todo mundo tem dentro de si uma alma aventureira, ou quase todo mundo né? Pensando nisso a Coca-Cola - velha conhecida por publicidades incríveis - criou uma campanha inspirada no famoso agente secreto: Bond, James Bond. O mais novo filme do 007 foi lançado agora, dia 31/10 e desde setembro a Coca, com sua marca Coca Zero, vem fazendo ações e divulgando material publicitário em mais de 30 países.
A mais fantástica ação dessa campanha aconteceu na Inglaterra e segue a linha de “vending machines” interativas. Mas dessa vez a interação superou a dimensão física e tecnológica de máquinas colocadas em uma estação de trem inglesa. Em um dia comum, alguns consumidores, ao comprarem uma lata de Coca Zero, foram convidados a “Unlock the 007 in you” ou seja, a libertarem o 007 que existe em cada um. Para isso, eles tiveram 70 segundos para se dirigirem a uma das plataformas da estação.

Parece fácil até ai, né? Mas a Coca não se restringiu ao “mundo real” e levou os participantes a embarcarem no mundo de Bond, colocando os obstáculos mais diversos no caminho, como se eles estivessem mesmo em um filme. Além disso, no ambiente haviam músicos que tocavam a trilha sonora do 007, deixando ainda mais o clima de aventura no ar. No fim do desafio, os consumidores envolvidos ganharam ingressos do longa que estrearia em breve.



       Essa campanha usa uma técnica das artes visuais que teve sua origem nos anos 50. Completamente atual, o “happening”, termo criado pelo americano Allan Kaprow, tem como ideia principal uma forma de arte sem texto nem roteiro, baseada na improvisação e, sobretudo, na participação ativa do público. Na publicidade, essa ferramenta, sem dúvida, aproxima o consumidor e o faz sentir parte de algo maior: a marca.

A parceria Coca e Bond não é novidade. Em 2007 as vendas de Coca Zero haviam caído significativamente e a empresa encontrou na parceria uma forma de chamar atenção para a linha sem açúcar. E não foi em vão, a marca conseguiu atingir o público esperado - 18-24 anos - e ainda teve um retorno sobre investimento de U$18 para cada U$1 investido.



E desta vez, vocês acham que vai dar certo, também??
 
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