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Just risk it


Com a grande visibilidade do conteúdo produzido para as Mídias Sociais, atualmente as marcas vêm buscando cada vez mais formas de inovação para se destacar nesse meio. Para isso, uma das principais apostas são campanhas virais que caiam nas graças do povo e que se disseminem rapidamente, seja por causa de uma abordagem diferenciada ou uma grande produção. A criatividade tem sido um conceito chave para campanhas de Marketing Viral que, mesmo sendo uma estratégia de risco pelo seu resultado imprevisível, pode gerar também muita visibilidade para as grandes empresas.

Um exemplo de marca que tem usado principalmente o espaço online para se fazer vista é a Nike. Em época de Copa do Mundo, mesmo não sendo a patrocinadora oficial do evento - esse posto é da Adidas desde 1970 -, a grande empresa de artigos esportivos tem sido bastante comentada pelos fãs do futebol. A qualidade e criatividade dos vídeos de sua campanha mundial para a Copa, “Arrisque Tudo” (#riskeverything) chama mesmo a atenção. Através de produções grandiosas, a Nike se posiciona novamente diante o principal evento do futebol, sem poder usar nenhum material de propriedade da FIFA. Mesmo assim, consegue ser reconhecida pelos consumidores.


“Arrisque Tudo” foi lançada em abril, dois meses antes da abertura do evento, e essa semana ganhou sua terceira parte, a animação chamada “O último jogo”. O vídeo, que tem sido muito compartilhado nas redes sociais, com dois dias de exibição já possui cerca de 21.708.429 visualizações. A história mostra os talentos mundiais do futebol sendo lembrados que não há risco maior do que jogar sem arriscar.



Antes da animação, duas outras partes da campanha haviam sido lançadas. A primeira que deu o nome à campanha (e que não teve o sucesso esperado) e a segunda “Quem ganha Fica”, com grande repercussão: 74.413.535 visualizações em um mês.  
Segundo Davide Grasso, Diretor de Marketing da Nike, “Arrisque Tudo é sobre (...) se você estiver preparado para correr riscos, não há como prever o que você será capaz de fazer”.




Já no cenário nacional, a Nike é a patrocinadora oficial da Seleção Brasileira. A empresa tem investido na campanha “Ouse ser brasileiro” desde o ano passado, fazendo uso dos mesmos recursos midiáticos, porém dando maior destaque aos ídolos nacionais do Futebol e valorizando o nacionalismo.




Vimos que uma abordagem criativa influencia bastante o grande compartilhamento de um conteúdo e influencia até mesmo no sucesso de um próximo, como nos dois últimos vídeos da campanha “Arrisque Tudo”. Agora que já sabemos que #vaitercopasim (já está tendo) ficamos no aguardo para ver se a Nike continuará surpreendendo e chamando a atenção pelo seu conteúdo nas plataformas online.

A Copa depois da Copa

Minha série de posts sobre publicidade e copa já tinha acabado, mas a Copa do Mundo ainda não acabou fora de campo. Aliás muito longe disso, especialmente quando se trata das duas megafornecedoras de material esportivo Adidas e Nike. 

Há não muito tempo atrás, quando ainda escrevia minha série de posts sobre Publicidade e Copa do Mundo, escrevi, usando a Jabulani como pretexto, sobre a competitividade das maiores marcas esportivas do mundo http://criaplano.blogspot.com/2010/06/publicidade-e-copa-do-mundo-4.html.

Pois então, como disse à época, juntas as grandes potências esportivas patrocinavam 22 das 32 seleções do mundial. Grandes chances de uma final entre elas. E não é que aconteceu?! 11 de Julho de 2010, final de Copa do Mundo em Johanesburgo, de um lado, trajando um belíssimo uniforme laranja da Nike a Holanda. Do outro, usando um uniforme azul ainda mais belo (post  à parte, as camisas da Adidas nesta copa que se encerrou estavam sensacionais, muito mais bonitas que as da Nike) a Espanha. Ao final de 120 minutos, a Espanha, patrocinada pela Adidas ganhou.

Coincidência ou não, para o bem da competição entre as marcas, o gol do inédito título espanhol foi marcado por Andrès Iniesta, patrocinado pela Nike. A empresa, para esquecer o fiasco de todas suas principais estrelas na copa, e para tirar a fama de pé frio após o (lindo) "Write the Future", homenageou, antes mesmo da Adidas, a seleção espanhola, repleta de jogadores da Nike, com o  brilhante "O Futuro Está Escrito", estrelado pelos campeões Carles Puyol (Herói contra a Alemanha), Gerard Piquè, Sérgio Ramos, Cesc Fabregas (autor do passe para o gol do título), Pedro e Andrès Iniesta (o herói espanhol na final).


Embora tenha saído atrás nessa corrida, a Adidas não ia deixar barato. A começar pelo slogan da marca estampado no ônibus da seleção espanhola (até porque o slogan cabia perfeitamente ao título espanhol): "Impossible is nothing". Além de seu slogan sendo mostrado ao mundo inteiro, a Adidas, patrocinadora da seleção e de alguns de seus principais jogadores, como o Xabi Alonso, Xavi e o artilheiro David Villa, lançou um comercial em homenagem à seleção campeã do mundo com uma pequena vantagem sobre a Nike: Embora tenha lançado o comercial depois da concorrente americana, a gigante alemã pôde colocar em seu filme a camisa da seleção campeã do mundo e, portanto, imagens marcantes da copa como o momento em que taça é erguida... '


E que a copa continue fora do campo!!!

Publicidade e Copa do Mundo - 2

Deus é... ...Argentino

Como eu havia prometido, finalmente volto a falar do assunto do momento: Copa do Mundo. Em uma época como essa, todas as atenções do planeta voltam para o evento, como nos mostra o vídeo da ESPN:



Yes, Bono, we do agree! Sim, concordamos que nada mais importa, tanto que a absoluta maioria dos comerciais nesta época do ano são sobre copa. Com um tema definido há 4 anos, cabem às agências definirem qual a melhor forma de trabalhar o tema.

Uma das formas mais usadas, especialmente em países que idolatram o futebol, é usar o lado emocional. Levar ao produto a identidade nacional, a paixão por futebol, no momento em que nada mais importa. Os 23 homens que representam seus países na África do Sul são mais importantes do que qualquer governante, congressista, enfim.

A Quilmes (mal comparando, a Brahma do Hermanos), que sempre usou esse apelo emocional, lançou um vídeo sensacional para a Copa do Mundo



Para quem sempre achou que Deus fosse brasileiro, pelo jeito ele trocou de lado...

Enfim, voltando ao que interessa, existem outras formas de se fazer comerciais lúdicos, que arrepiam de tão emocionantes, sem que sejam nacionalistas.

A Nike pensou nisso. E fez um vídeo incrível. Tendo em conta que seria uma peça global, e, portanto, não poderia tender demais a um país, a empresa usou em "Write the future" um aspecto emocional comuns a todos apaixonados pelo esporte.

Usando como mote as emoções e sentimentos que um jogador teria em momentos absolutamente cruciais e decisivos, a Nike trouxe para o vídeo o lúdico que qualquer menino tem ou teve jogando bola quando criança. Vamos ser sinceros: quem nunca, jogando bola com os amigos quando criança não pensou que se fizer uma grande jogada vai ser o maior ídolo de seu país?

A aproximação do ídolo com o fã no comercial, traz um aspecto emocional de arrepiar... então, só vendo para entender



Além da beleza do vídeo, uma sacada genial da agência, o elenco estrelado que conta com Gael Garcia Bernal, Homer Simpson, Roger Federer, e cia ltda, faz do vídeo ainda mais sensacional. Bom, um cliente que tem a verba e o time de patrocinados que a Nike possui é o sonho de qualquer agência.

De qualquer forma, emoção não é a única forma eficiente de se trabalhar comerciais em época de copa. No Brasil mesmo adoramos fazer comerciais bem humorados, mas isso é assunto para o próximo post!




Publicidade e Copa do Mundo – 1

Olá!, volto ao blog com uma nova série de posts sobre publicidade e copa do mundo...

Futebol é coisa séria, muito séria!

Época de Copa do Mundo. Não precisamos fazer muito esforço para saber que é um tempo diferente. Todas as peças publicitárias, todas as empresas, enfim, tudo está voltado para o maior evento esportivo do planeta.

A oportunidade está aí, aproveita quem quer. Entretanto, um bom planejamento é essencial para que não se dê um tiro no pé. Como todos sabemos, a rivalidade no futebol é coisa séria, muito séria, especialmente quando se trata de América do Sul…

A Coca-Cola se esqueceu disso. Fez um propaganda genial, brilhante, sensacional. Tão boa que decidiu repetir. O problema é que a repetiu em três dos cinco países da América do Sul classificados para o mundial. Não que a repetição de anúncios por aqui não seja comum. A própria Coca-Cola já usou diversos anúncios únicos para a América Latina, geralmente muito bons e geralmente criados na Argentina, como esse da Coca zero, por exemplo.

Mas como eu já disse, futebol na América Latina é coisa séria.

A peça especial para a copa, originalmente criada na Argentina, foi usada na própria Argentina, no Paraguai e no Chile. Apenas o fato de ser um comercial que apela muito ao emocional (apelo normal quando se trata de futebol), já era o suficiente para causar problemas, afinal, em países tão próximo era óbvio que de um jeito ou de outro as populações saberiam das propagandas.

A segunda coisa é que o planejamento de campanha se esqueceu é que, para um argentino, não a nada mais desprezível que um chileno e vice-versa. Confusão armada e zilhões de cartas reclamando. Para sorte nossa e uruguaia, a Coca percebeu o erro antes de chegar aqui…


Não sei ao certo, mas com essa falha de planejamento – que é grotesca, principalmente considerando que, normalmente essas empresas tem um gerente responsável por toda a América Latina – não seria de se admirar se um dia, ao ligar a TV, assistíssemos: “Este país se chama Lesoto…"


 
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