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Sustentando o consumo


No mundo de hoje, uma das maiores preocupações da sociedade está ligada ao cuidado – ou o descuido – com meio ambiente. Pensando assim, várias empresas estão aderindo à causa no intuito de imprimir a postura de sustentabilidade à imagem de suas marcas.
Além da boa imagem que se busca alcançar ao se incluir o conceito de "sustentabilidade da marca", pesquisas já revelam que uma boa parcela dos consumidores está disposta a comprar produtos comercializados em embalagens recicláveis, já que isso reforça a preocupação das empresas com o meio. Há, inclusive, consumidores que afirmam que pagariam até mais caro por um produto que demonstrasse a postura sustentável de uma determinada empresa. As grandes marcas já repararam a necessidade de deixar claro em suas propagandas esse novo posicionamento de engajamento social e ambiental.
No ano passado, por exemplo, o Guaraná lançou a primeira PET 100% reciclável brasileira e, desde então, a AMBEV não tem medido esforços para alinhar essa postura ambiental em suas marcas, buscando inclusive, nesse mesmo intuito, levar a reciclagem para todos os seus produtos.

Outro exemplo recente que mostra como as empresas andam buscando a todo custo um perfil mais sustentável é a Coca-Cola Life, que se destaca pelo rótulo verde – cor-símbolo da sustentabilidade – que desbanca o tradicionalíssimo vermelho, indicando um produto mais natural, atribuindo à marca um tom mais preocupado com questões socioambientais.

Outro exemplo ainda da marca Coca-Cola, é Água Mineral Crystal que lançou sua embalagem Eco. Ela utiliza 20% menos PET, e no seu rótulo convida o consumidor a torcer a garrafa, partir do slogan “Torça, faça um pedido e atraia coisas boas”, para reduzir o volume das garrafas, facilitando seu transporte e armazenamento.

Mais um grande exemplo de posicionamento sustentável é a Faber-Castell com o EcoLápis, que planta a madeira que será utilizada na fabricação do lápis, além disso, todos os resíduos são aproveitados.

As marcas buscam sempre aliar seu posicionamento aos valores da sociedade pois assim ganham mais credibilidade e confiança e também conquistam os consumidores. Assim, hoje em dia, muitas marcas dizem se importar com o meio ambiente, colocam isso em seus produtos mas realmente não aliam a realidade da empresa, diferentemente dos exemplos citados que tem grandes campanhas e ações por trás das propagandas.

Compartilhe, alugue e troque: Como o consumo colaborativo pode mudar as tendências do mercado



Troque um livro. Alugue uma bolsa. Compartilhe a sua bicicleta ou até mesmo o seu carro. Não importa se você vai entregar o seu celular em troca de um sapato, o que realmente importa é a negociação, o fato da satisfação do negócio, o custo viável, o beneficio da sustentabilidade material. O Consumo Colaborativo é a nova tendência que se popularizou no mercado nos últimos anos e que prioriza, sobretudo o compartilhar no lugar do comprar, e tem potencial de se irromper como fenômeno transgressor reinventando não apenas o que consumir, mas como consumir.

O Consumo Colaborativo quer rearranjar o ponto de vista que direciona o pensamento padrão do mercado atual. Ele descreve a rápida explosão da partilha tradicional, do empréstimo, da troca, do aluguel, integrando esses processos através de tecnologias de rede numa escala global.

O conceito ganhou força em 2008 quando a crise econômica abalava significativamente os EUA. Nessa época, brechós, bazares e pontos de troca de roupas e outros produtos se movimentavam mais do que nunca, dando origem a sites e lojas especializadas nesse tipo de venda. Dessa forma, pagar pelo benefício de usar um produto sem a necessidade de tê-lo completamente, remanejar com preços menores produtos usados em mercados de redistribuição e negociar num estilo de vida de colaboração, compõe pontos de partidas importantes para o processo funcionar, tomando forma em sites como Craigslist , eBay, Netflix, CouchSurfing e até mesmo nos brasileiros Descolaí e BuscaLá.

Se George W. Bush proclamou num determinado momento: “The more ownership there is in America, the more vitality there is in America.", o Consumo Colaborativo quer mostrar justamente o contrário. Essa apropriação material possessiva dos bens está longe da sustentabilidade que o mundo quer chegar.

O movimento se adapta a diferentes contextos sendo bastante popular nos EUA  e na Europa. No Brasil a prática vêm crescendo e ganhando adeptos em diferentes áreas como no compartilhamento de bicicletas, brinquedos infantis, carros e aluguel de bolsas de marca, expressando um método que incentiva o empreendedorismo, pois aumenta a produtividade e diminui os custos.

O que o Consumo Colaborativo propõe no final das contas, é que em face de um mundo cada vez mais interligado repleto de conveniências, possessivamente definir "o que é meu" e "o que é seu" é menos importante do que a habilidade de configurar um mundo onde todas as necessidades são atendidas com facilidade, e ideias como consumo consciente, confiança e preocupações ambientais  são cada vez mais estabelecidas e firmadas na sociedade. 


                

Busca grátis e ecológica



Uma ideia genial envolvendo o meio ambiente surgiu para, muito além de melhorar o posicionamento das marcas envolvidas, ajudar a preservar o meio ambiente. Trata-se de uma ferramenta de buscas eco-friendly, o Greengle, criado pela Greenvana, uma empresa brasileira dedicada ao consumo sustentável.

O Greengle é uma ferramenta de buscas sem fins lucrativos que tem o objetivo principal de ajudar o meio ambiente. Mas claro que, além disso, a ferramenta é uma ótima maneira de posicionar as marcas associadas positivamente. Os resultados das pesquisas feitas no Greengle são os mesmos do Google, já que ele utiliza a ferramente Google Pesquisa Personalizada, garantindo sua credibilidade.

A cada 6 mil acessos ao Greengle, ao Greenvana Eco Store ou ao Greenvana Style, outros sites da Greenvana, uma árvore é plantada, mas é contado apenas um acesso diário por pessoa. O plantio é feito por instituições reconhecidas e confiáveis, como o Instituto Ipê, o WWF e o Projeto Mata Ciliar. Além disso, todos os recibos e acertos de conta são disponibilizados para os usuários no site, sendo que todo o investimento com o plantio vem da própria Greenvana.

Saiba mais sobre o Greengle em http://greengle.greenvana.com/sobre.html.

Carrotmob

CarrotMob - ajude o planeta que a gente leva o consumidor


Sustentabilidade, marketing verde, responsabilidade ambiental, não preciso dizer você já sabe que tá na modinha nas empresas do mundo inteiro. Mas quem realmente faz o que deve fazer?

Pensando nisso uma grupo de São Francisco chamado Carrotmob, criou uma iniciativa que fala a língua das empresas: dinheiro! E mais consumidores. Como isso acontece? Simples. Empresas respondem uma simples questão: Quantos por cento você reservaria para tornar-se ecologicamente correta? A porcentagem maior recebe então o incentivo da Carrotmob.

Primeiro sofre uma análise completa do que precisa mudar. Então, depois de reconhecer seus problemas, as empresas recebem a recompensa - um monte de compradores em seu estabelecimento.
A K&D Market já foi a primeira beneficiada com esta iniciativa. Em março deste ano, recebeu aproximadamente 300 pessoas, gerando uma receita de mais de 9 mil dólares. Deste dinheiro 22% foram usados para tornar a loja mais amigável ambientalmente e mais eficiente energeticamente.

Gostei da iniciativa. Se ficou um pouco complicado para você entender, veja o vídeo(em inglês) da própria organização.

http://www.vimeo.com/925729


Retirado de: http://www.adme.com.br/
 
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