No dia 12/11 tivemos a satisfação de receber no evento semestral da Cria UFMG, TipCOM – Tendências, Ideias e Práticas em Comunicação, o pessoal do canal Desimpedidos. André Barros, Rafael Grostein e o personagem Bolívia contaram pra gente um pouco mais sobre o surgimento do projeto e mostraram que existe muito mais estratégia por trás dele do que imaginamos. Com experiências em diversas áreas como administração de empresas e Comunicação, essa galera conseguiu criar um canal presente em várias plataformas digitais e conquistar o público através do humor e conteúdo diverso sobre o universo do futebol.
O Desimpedidos surgiu do conceito de que o futebol é para ser tratado com liberdade e humor, assim como se fala dele com amigos numa mesa de bar. Além disso, o canal tem a pretensão de mostrar o que a televisão não mostra e provocar uma interação direta com o público, coisa que a mídia tradicional faz de forma limitada.
Durante a conversa com a Cria, os sócios do canal ressaltaram que um dos principais diferenciais do objeto produzido é a ajuda do público para construí-lo. A escolha do conteúdo por relevância é bem interessante, tendo em vista que o usuário hoje procura apenas coisas que tiver interesse. Os meios digitais escolhidos por eles também vão muito da observação, do acompanhamento de tendências e da percepção em relação à utilidade deles para o projeto.
Foto por: Cria UFMG
Outro ponto é que o Desimpedidos está associado à NWB - Network Brasil, uma rede de entretenimento online que oferece principalmente conteúdo audiovisual e o distribui por diversas plataformas sociais. Além do Desimpedidos, a NWB conta com mais canais relacionados ao esporte e outras formas de entretenimento como o São Paulo FC, canal oficial do São Paulo Futebol Clube, e o Fatality, sobre Games e Consoles. Atualmente, a iniciativa conta com perfis em quatro principais mídias sociais: Facebook, Twitter, Instagram e recentemente grupos no Whatsapp.
Desde seu surgimento durante a Copa das Confederações e o “boom” de seguidores na Copa do Mundo, o Desimpedidos vem conquistando cada vez mais fãs. Continuamos acompanhando as jogadas zueiras desse pessoal e rezando para que eles continuem mitando com a inovação do conteúdo.
Mais um grande dia de palestras no TipCOM. Nesta
quarta-feira a palestra foi dada pelos talentosos Fábio Lamounier e Rodrigo
Ladeira que, juntamente com Bárbara Magri, formaram em 2011 o Chágelado,
estúdio de vídeo e de fotografia. O grupo era integrado pelos três ainda
estudantes de publicidade e mais alguns outros colaboradores, porém com o
passar do tempo e por diversos motivos, o estúdio hoje conta com os três sócios.
Fábio e Rodrigo começaram contando um pouquinho de como se deu essa formação.
O estúdio começou
produzindo um conteúdo audiovisual com um toque mais alternativo, indo
contra tudo aquilo que eles observavam nas produções comuns do mercado. Com uma
dose de experimentalismo e autenticidade, o estúdio cresceu rapidamente e já
possui certo renome no mercado. Um simples tumblr de fotografia criado por
estudantes, hoje é um estúdio que faz serviços para grandes agências e empresas
de Minas Gerais. O Chágelado possui um portifólio importante, já tendo
produzido conteúdo para agências renomadas como Filadélfia e RC Comunicação.
O tom alternativo é a característica principal do Chá,
fazendo com que seja um estúdio diferente dos outros no mercado e realizando um
trabalho diferente das demais produtoras. Esse fator acaba dando destaque para a produtora, fazendo com que ganhem o reconhecimento pela autenticidade e se posicionando de forma inovadora em um mercado que tende às produções que seguem um mesmo modelo.
Além dos três integrantes, o estúdio conta com a colaboração
de profissionais especializados em design, cinema, figurino, etc. O que, dito
por eles mesmos, acrescenta bastante para a qualidade das produções. Mostram-se sempre abertos à novas experiências e novas contribuições criativas.
O conteúdo, muitas vezes é criado pelos três sócios, porém também conta com importantes parcerias que colaboram na produção do conteúdo criativo. O principal exemplo é a parceria realizada com a "madrinha" do estúdio, Cris Guerra.
Citada como o carro chefe nos conteúdos das produções, a moda foi um motivo perfeito para formação da parceria.
Apesar de terem quase total atuação na internet, na produção vídeos de divulgação de festas, produção de videoclipes, Chá também já teve a experiência na produção para a televisão. Segundo eles, é um mercado bastante diferente e que não dá a liberdade de experimentação, característica marcante das produções do estúdio, porém não afirmaram que seria impossível a realização de novos trabalhos nesse veículo.
Por fim, falaram um pouco do que acham do atual mercado de
produção audiovisual. Hoje, acreditam que o mercado mineiro, apesar das
desconfianças, apresentam sim oportunidades e mostram que trabalhos de
qualidades como os do próprio Chá, têm reconhecimento em qualquer que seja o
momento. Acreditam também que o mercado para produção independente está em
plena expansão.
“Desafio é a alma do
negócio.”, é assim que o pessoal da Ovelha
Negra, um estúdio que atende produtoras e agências nos segmentos de
ilustração, design, animação e pós produção, pensa sobre o que fazem. Os
trabalhos que produzem têm sempre a cara da equipe, que procura fugir de sua
zona de conforto para ter o melhor resultado final possível. Conversei com o
Pedro e o Mateus, fundadores da Ovelha, que contaram sobre a empresa, o mercado
e como transformaram uma ideia em uma empresa que cresce cada vez mais.
História
Ainda pequeno Pedro já
mexia com ilustração. Iniciou com esse hobbie de desenhar até que
começou a ganhar gosto por vídeos. Aos 16 anos entrou em uma produtora e ainda
não imaginava aonde essa história ia dar. Anos depois ingressou na faculdade de
Publicidade e, para realizar o trabalho de conclusão de curso, fez parte de um
grupo com o Mateus. Ambos perceberam o quanto trabalhavam bem juntos e que suas
diferenças só tinham a somar. Decidiram, então, criar o estúdio Ovelha Negra.
Clientes
Como já estavam no
mercado antes, e haviam trabalhado em outros projetos, começaram a prospectar
clientes com quem tinham contato. O foco e a motivação para correr atrás de quem
poderia se interessar pelo trabalho deles foram fatores primordial para
consolidação do negócio, que hoje atende diversas agências, marcas, pessoas e
instituições amplamente conhecidas.
Mercado
Ambos concordam que o
mercado é bastante rápido e dinâmico, sendo assim, tentam moldar o seu trabalho
da forma que podem para atender a este mercado sem deixar de lado suas
preferências pessoais. Esforçam-se também para se dar bem com outras
produtoras, tendo um bom relacionamento para fazer crescer ainda mais o seu
negócio. Afinal, não vão descansar enquanto seu trabalho não chegar a cada
canto, “até a Tailândia”, brincam, esperando o máximo de crescimento
enquanto der.
Trabalhos
Os projetos da Ovelha
Negra (que são show, gente!) vão desde trabalhos com animação até a produção de
efeitos e finalização em clipes musicais. Cada vídeo inclui o trabalho da
maioria da empresa, que hoje tem 15 envolvidos unidos como equipe. Você pode conferir
aqui os últimos trabalhos deles.
O lado negro da Ovelha
The Dark Side of the
Sheep é onde o pessoal da Ovelha Negra pode se soltar e botar em prática
qualquer ideia que venha à mente, é onde podem fazer suas próprias coisas, do
jeitinho que imaginarem. Surgindo como projeto pessoal, esse lado negro (Dark
Side) é o lado onde a Ovelha produz um conteúdo do seu gosto e do seu jeito,
com a sua cara.
Útil é o que você gosta
Acompanhando o slogan
do TipCOM deste semestre, “Útil é o que você gosta”, o pessoal da Ovelha Negra
diz que é possível sim fazer o que se gosta e transformar isso em fonte de
renda. Ao serem questionados sobre um outro caminho a seguir, os dois disseram
que estão muito satisfeitos com o que fazem, e é justamente por essa satisfação
que o trabalho é de tamanha qualidade.
E foi com a Ovelha
Negra que o TipCOM 2014/1 encerrou seu circuito de palestras. Mateus e Pedro
fecharam com chave de ouro contando suas trajetórias de trabalho,
inspirando estudantes que participaram do evento. E você, do que gosta?
Quais são seus hobbies? Já pensou em fazer disso sua profissão? Arriscar é a
opção, afinal, Útil é o que você gosta!
Principalmente no ambiente
universitário nos deparamos com a questão das oportunidades de cada carreira.
Os jornalistas podem se sentir algumas vezes, sem algum caminho certo a se
seguir. A área do jornalismo hoje, ao contrário de que muitos pensam, não se
encontra parada, muito pelo contrário, e Marcelo Sander é prova viva disso. Jornalista, especialista
em Marketing Político, Gestão de Projetos Culturais e Web Jornalismo.
Professor de Novas Tecnologias e Marketing Digital. Editor do blog Mercado Web Minas
e colunista no blog Publiminas. Uffa! Sim ele é tudo isso e ainda tem tempo
para a sua esposa e filha.
O jornalista veio ao TipCOM
mostrar, entre outras coisas, que há uma infinidade de caminhos que podem ser
traçados para aqueles que pretendem ser futuros jornalistas. Mas ninguém tem
tempo mais para os jornais e programas chatos de rádio que a gente só houve no
carro. Errado. Sander veio mostrar que tudo não passa do poder pensar
diferente. Sair da bolha e do tradicionalismo atrasado e partir junto com o
boom das novas mídias.
Hoje, por exemplo, o jornalismo
acabou percorrendo muitas vertentes e se adaptando bem as novas mídias, que
estão mais presentes na vida de todos. O jornalismo colaborativo é um exemplo.
Agora você na sua própria casa, tem a chance de interferir, de alguma, no que
ocorre acontece não na seu condomínio ou na sua rua, mas contribuir com uma
sociedade. A Mídia Ninja é um exemplo disso. Eles se declaram uma alternativa
diante da imprensa tradicional. A notícia não vem no papel e não e escutada e
sim é disponibilizada nas redes sociais, principalmente no Facebook, possibilitando
diálogos instantâneos entre ambas as partes, o escritor e seu público. A
notícia não tem mais só um lado.
Sander, mesmo vivendo na época do
antigo Você Decide (programa da Rede Globo em que a forma de interatividade era
pelo telefone), se mostra hoje um repleto entendedor das novas mídas e totalmente
conectado a elas. Sim, ele é o Marcelo Sander mais famoso do Google. Deixou
claro a importância dos jovens manterem uma vida ativa nas redes sociais, com
engajamento, compartilhando e comentando sempre. Ele por exemplo sempre foi ativo não
só nas redes sociais em si, mas em fóruns de discussões e ganhou oportunidades
por isso.
Nunca foi bom aluno e se
arrepende disso. Mas hoje se mostra um profissional qualificado, um jornalista
de destaque no cenário mineiro. Um exemplo a ser seguido pelos que desejam ser
futuros comunicadores.
O Grafite é uma forma de
expressão que vem ganhando cada vez mais espaço nas grandes cidades. Apesar de
ainda não ser suficientemente conhecido como manifestação artística por alguns
públicos, por trás desse trabalho existe muito esforço e dedicação pelos grupos
e artistas que levam essa técnica a sério. Além de refletir a realidade das
ruas, essa arte urbana também tem como papel criar relações afetivas entre a
população e o espaço urbano, transformando a vida agitada e a corrida nas
grandes cidades. É um modo de ocupar esse espaço da forma escolhida pelo
artista, que muitas vezes faz uso de suas próprias características para criar
novas imagens.
Um exemplo de projeto artístico
urbano notável são os bolinhos desenvolvidos por Maria Raquel, principalmente
na cidade de Belo Horizonte. A criadora desse projeto participou do evento de
palestras TIPCOM realizado pela Cria UFMG e pôde nos contar um pouco mais sobre
o processo criativo e o sucesso desses divertidos grafites que deixam os muros
da capital mineira muito mais fofos, coloridos e doces.
O Bolinho surgiu em 2009 e aos
poucos foi se espalhando por diversos locais de Belo Horizonte. Maria Raquel
escolheu esse personagem principalmente pela sua paixão por cozinhar e pelo
cupcake ser um alimento que pode ser bastante explorado visualmente, com massas
e coberturas diferentes. A grafiteira também contou que gostaria de deixar algo
dela, ter sua forma de ocupar aquele meio urbano, despertando curiosidade e
identificação com quem visse sua arte. Escolheu o grafite como principal meio
de realização desse projeto, pois o considera como uma arte imposta: que a
pessoa não tem muita escolha de não ver.
Maria Raquel também é bem
dedicada e disciplinada ao realizar seu trabalho, pois se não for assim é
difícil fidelizar um público para essa arte. O grafite se renova e muitas
vezes é apagado, precisando ser recriado, não tem como existir reconhecimento
do trabalho sem ele ser atualizado. Esse é um problema que ela vê na arte
urbana de Belo Horizonte, vários grafiteiros tem uma técnica muito boa mas não
se mantém ativos nesse meio.
O Bolinho é uma figura com grande
apelo visual, assim pôde se transformar em uma marca. Atualmente além das
mídias sociais, o projeto conta com um site
e uma loja online que disponibiliza
cases para celular, camisas, bolsas e etc. Maria Raquel conta que com as
plataformas online pôde interagir mais com o público, tendo maior retorno do
seu trabalho. Sabendo do sucesso dos cupcakes através do reconhecimento na página do facebook,
teve a ideia de oferecer produtos aos fãs do Bolinho. Além disso, através desse
é mais fácil escolher novas ações, como a mais recente, o Mapa do Bolinho. Esse
mapa propõe 5 roteiros diferentes para procurar onde na capital mineira se
encontram os bolinhos e quem cumprir esses roteiros ganha descontos na loja.
Os grafites do Bolinho foram uma
forma diferente de ocupar a cidade, conseguindo cumprir a ideia inicial da
criadora do projeto de forma divertida e curiosa. É muito bom ter projetos como esse saindo do forno, então não deixe de prestigiar esse incentivo. E claro, vamos continuar nos deliciando com as doces novidades do Bolinho que possam vir por aí
Para fechar a semana de palestras
com chave de ouro, o TipCOM recebeu Gregório Duvivier, integrante do canal
Porta dos Fundos, para contar um pouco de sua história como ator, humorista e
escritor.
Gregório começou o bate-papo
falando sobre o Porta dos Fundos, fundado por ele em parceria com seus grandes
amigos Fábio Porchat, Antonio Tabet (do site Kibe Loco), João Vicente de Castro
e o diretor e produtor Ian SBF. O primeiro vídeo do canal a ir ao ar foi o “Porta
do Fundos nº 1” ganhando rápida repercussão na internet. Em menos de um ano após
o lançamento do canal já contavam com mais de 5 milhões de inscritos, tornando-se o
maior canal de humor do Brasil no YouTube.
A equipe percebeu que o primeiro vídeo era bastante longo e optou por produzir vídeos com menor tempo de duração, que agradaram ainda mais os internautas. Gregório contou que todas as segundas, ele e os quatro fundadores do projeto, se reúnem para discutir
sobre os roteiros. Disse que nessas reuniões são levados, em média, oito
vídeos, para que destes sejam escolhidos dois para gravação.
Em seguida, apresentou seu novo
livro Ligue os pontos: poemas de amor e big bang, e explicou como iniciou-se sua vocação para
a escrita. Desde pequeno gostava de escrever, começou a fazer poesia ainda
jovem e ao chegar na faculdade foi mais motivado por seu
professor, e também poeta, Paulo Henriques Britto.
Logo após isso, o evento foi aberto
para perguntas que o ator e escritor respondia enquanto apreciava o sabor do
pão de queijo mineiro. Ao ser perguntado sobre as publicidades que o canal
começara a fazer, contou que a primeira parceria aconteceu depois do lançamento
do vídeo “Fast-Food”, que tornou-se em pouco tempo um viral. Com claras
referências ao Spoleto, o Porta dos Fundos foi procurado pela rede para que
mudassem o nome do vídeo, de Fast-Food para realmente Spoleto, e em seguida
para que fizessem outro vídeo, dessa vez produzido especialmente para a rede. A
história gerou na época grande mídia espontânea para a Spoleto, e até hoje esse
é um dos vídeos mais lembrados do Porta dos Fundos.
Quando indagado sobre os vídeos
com temas polêmicos, Gregório disse que o canal gosta de “Bater em quem não está acostumado a apanhar”, referindo-se ao fato
de que eles gostam de fazer humor visando não as minorias, que são frequentemente “vítimas”
dessa indústria humorística, mas sim às maiorias fortes, que detêm poder nas mãos,
para criticar suas atitudes ou posições e gerar reflexão social.
Gregório ainda falou sobre sua
posição como ator, disse que na infânica era muito tímido e por isso seu avô,
que era psicanalista, indicou que fizesse aulas de futebol e teatro. Com humor
ele contou que o futebol não deu certo, mas o teatro tornou-se uma paixão.
Sobre o futuro, ele disse que ainda
pensa em fazer vídeos dramáticos, o que, segundo ele, surpreenderia os fãs do
Porta dos Fundos, além de abrir novos dias para divulgação de novos vídeos e ainda ter um
canal com streaming ao vivo.
Terminou contando sobre seu primeiro livro, A partir de
amanhã eu juro que a vida vai ser agora, e sobre o processo de escrita de seu
atual lançamento, Ligue os pontos: poemas de amor e big bang, que demorou cerca
de seis anos para ser escrito.
Para fechar o TipCOM, Gregório
autografou os livros de quem havia comprado e tirou fotografias com todos os fãs.
A palestra de hoje do TipCOM ficou por conta de publicitário Ronaldo Gazel, ele está no mundo da publicidade desde 1993 e hoje é Glutão e degustador na Meatballs, um estúdio de criatividade, tecnologia e games.
Na palestra, ele contou do cenário publicitário com ênfase em tecnologias emergentes, durante seu tempo de mercado e como elas geram engajamento e se desenvolvem. Ele lançou também, uma discussão sobre “rótulos” profissionais, e perguntou “Qual seu rótulo hoje?”. Ele explicou que amanhã você pode mudar e ser rotulado de outra maneira, mostrou assim o quão mutável é o mercado, as tendências, nós mesmos e também as relações com pessoas de nossa área, de outra áreas e até com as próprias áreas de atuação presentes no mercado.
Tendo em vista esse cenário mercadológico publicitário de inovações, é necessário que pensemos além, sem amarras e participar da atual revolução que se faz: comprar riscos, dividir expectativas e gerar motivação, para assim mudar as relações entre as pessoas. Cenário este em que se encaixam as tecnologias emergentes, que são uma forma de grupos se juntarem para por em pratica um projeto e assim se lançarem nesse mercado e desenvolverem o empreendedorismo.
A área de atuação do palestrante dentro desse segmento de games é o “Advergames”, que fica entre as grandes empresas com um universo de grandes investimentos e disputas e os games indies que são grupos independentes que não precisam de grades investimentos. Assim essa área intermediária, tem como foco a gameficação, ou seja, a fusão do game a outra áreas e fatos, a apropriação de outras tendências.
Ele caracterizou como fórmula de sucesso a ressignificação de processos, essa apropriação das coisas para compor outras coisas novas. Como exemplo apresentou o jogo Odyssey, que foi para sua época uma grande inovação, e também um trabalho dele, o Desafio do Pitágoras, que é uma apropriação dos tradicionais testes vocacionais.
Apresentou também alguns fatores que fazem com que essas tecnologias emergentes sejam sucessos e prendam a atenção das pessoas, como: cansaço dos formatos tradicionais (tanto online quando off-line); casual gamers e o mercado promocional; amadurecimento e o perfil multidisciplinar; fusão do online com o off-line. São fatores múltiplos e interdisciplinares, geradores de conteúdo que consegue abranger cada segmento de público envolvido, sejam os gamers ou aqueles que jogam casualmente. Também mostra que a contemporaneidade, é a busca de inspirações para novas tendências, mesmo que essa busca seja feita em tendências mais antigas.
É necessário assim, ir além dos sites, expandir as interfaces, e promover a comunicação com o digital, aproximar os games de quem joga e fazer com que eles sejam mais naturais. Assim Gazel mostrou alguns elementos chaves para os games, são eles: narrativas; multiplaying, meritocracia; realidade aumentada; sensores; mídia digital. São elemento que mantém as pessoas envolvidas no jogo e fazem com que elas se identifiquem e gostem do jogo, se sintam parte do jogo, presente nele.
Para terminar, ele apresentou alguns cases de sucesso que alcançaram grande repercussão tanto online quanto off-line:
O segundo dia de palestras do TipCom foi comandado por Rafael Moreno, planejamento da Zebra Agência Interativa, que tem seus serviços direcionados para a comunicação integrada, ligada as novas tecnologias e conteúdos.
Rafael apresentou a forma de trabalho utilizada pela Zebra: Como engajar pela inspiração e não pela imposição. A partir dai foram evidenciadas a influência da internet hoje e futuramente, e como as marcas buscam engajar o seu público.
Para explicar a importância da internet para a mídia interativa, o planejador realizou uma volta ao tempo onde a internet era pouco acessada e minimamente utilizada pelas marcas para chegar até o seu público. Demonstrou ainda como a internet age hoje, em mundo extremamente digitalizado, em que as marcas acreditam que através do uso das redes sociais conseguirão maior engajamento e aumento de vedas. Por fim, fez uma previsão de como a internet será utilizada no futuro, conectando os mais variados objetos (sejam, utensílios domésticos, de uso pessoal, dentre outros).
Uma informação simples e de extrema importância foi evidenciada por Rafael: as marcas têm características, valores e percepções. Sabendo disso, a comunicação digital ideal deve delinear quais são os principais ativos da empresa e seus valores, pois é assim que encontrará o caminho que levará ao posicionamento da marca. O posicionamento, a causa das marcas é o que as conecta com as pessoas, ou seja, o engajamento do público se dá pelo que a marca apresenta como causa, o o marketing digital é o responsável por apresentar tal causa através da internet - principalmente as redes sociais.
Por fim, o publicitário nos deixou duas lições que com certeza serão lembradas. A primeira diz respeito a comunicação digital, afirmando que assim como a comunicação tradicional, a digital é também uma forma de comunicação, que se diferencia por utilizar o marketing digital para chegar ao público, mas que é essencialmente comunicação. A segunda é que não devemos ser apenas criadores de ideias, mas sim criadores de ideais.
No segundo dia de TipCom tivemos um bom direcionamento sobre o marketing digital e o que deve ser feito para a excelência do mesmo. Não percam os resumos dos próximos dias de TipCom, aqui mesmo, no Cria Plano.
O TipCOM - Tendências, Ideias e Práticas em Comunicação - organizado e oferecido pela Cria UFMG Jr., chegou em mais uma edição trazendo como tema as novas tendências digitais. O palestrante de abertura do evento foi Herbert Rafael, Diretor de Criação da agência mineira 3 Bits, especializada em criação digital e design interativo.
O publicitário iniciou sua apresentação com uma ideia interessante: mesmo que você saia da área de Comunicação, jamais deixará de trabalhar na área da tecnologia. E em seguida, apresentou uma série de exemplos bem sucedidos que possuem em comum a imprescindível atuação do mundo digital.
Para mostrar a relação existente entre Interface, Design e Código Herbert demonstrou como os indivíduos estão constantemente inseridos num conjunto de quatro esferas, sendo elas: Comunicação, Design de Interfaces, interação social e Tecnologia. Ou seja, nos dias atuais nós transitamos de maneira cíclica entre estes quatro aspectos que fazem enorme diferença em nossas vidas. Além disso, o palestrante falou sobre algumas tendências contemporâneas que estão diretamente relacionadas às práticas de Comunicação.
A primeira delas é a tradução de dados, que deu início ao processo de digitalização das informações e nos possibilitou um universo das mais variadas plataformas, como celulares de última geração, internet, imagem 3D e tantas outras. Foi apresentado ainda um case da 3Bits, o Sync Lost, uma interface que possibilita aos usuários visualizar interativamente todas as conexões da história da música eletrônica, o que só foi possível ao se traduzir dados simples em informações complexas.
Sync/Lost no Smirnoff @ Nightlife, São Paulo/Brasil from 3bits on Vimeo.
Outra tendência apontada foi a simplificação, que inspira a criação de plataformas cada vez mais intuitivas e fáceis de serem manuseadas. Assim, uma boa interface deve levar um tempo curto para ser apreendida pelo usuário, ao mesmo tempo em que proporciona maior taxa de aprendizado. Logo, é essencial que seu funcionamento se dê de forma prática e rápida, possibilitando o maior tempo possível para aperfeiçoar a experiência do usuário. A Mesa das Emoções, desenvolvida pela 3 Bits para comemorar o aniversário de 80 anos do jornal Estado de Minas, foi um exemplo criativo de design interativo que possibilitou às pessoas conhecerem a história do jornal de maneira moderna e dinâmica.
Interactive Table - Mesa das Emoções from 3bits on Vimeo.
A localização é outro aspecto a ser considerado no desenvolvimento de interfaces, já que o objetivo principal é sempre alcançar o público pretendido com exatidão. Levando, assim, a mensagem até as pessoas certas. Nesse sentido, o case #doepalavras, que a 3Bits desenvolveu em parceria com a RC para o Instituto Mário Pena, demonstra como a localização do público favoreceu a transmissão da comunicação com eficiência.
#doepalavras from 3bits on Vimeo.
Por fim, a inteligência coletiva é mais uma importante tendência das mídias digitais. A concepção por trás do “unidos somos mais” demonstra como as pessoas estão interessadas em se envolver nos projetos umas das outras. O exemplo trazido pela 3Bits, o site ideeeias, propõe aos usuários compartilharem suas ideias de maneira simples e objetiva, e caso elas recebam apoio dos demais usuários podem até mesmo sair da gaveta.
Neste primeiro dia de TipCom, Herbert Rafael mostrou como o uso inteligente da tecnologia contribui para inovar ideias de Comunicação e trazer soluções para a necessidade das pessoas. E quem tende a ser mais beneficiado com essa dinâmica são os usuários, que cada vez mais têm acesso a interfaces que os possibilitam experiências únicas.
Nesta edição, o TipCOM contou com uma palestra extra na
sexta-feira, a do mobilizador social Leo Duarte. Ele, um dos principais
contribuintes do projeto Oasis, nos falou um pouco sobre seus projetos, sua trajetória
para botá-los em prática e sobre a importância de se dedicar a um sonho.
Léo iniciou sua apresentação contando-nos algumas histórias,
passagens que influenciaram muito sua vida, carreira e seus sonhos. Dentre os ensinamentos extraídos pela primeira destas experiências ele
realçou um que se transformou num gancho para as demais
“Quando não você não sabe o que fazer, a melhor coisa a
fazer é fazer alguma coisa”.
Foi tendo tal pensamento isso em vista, que ele começou a realizar os Oasis e adotar completamente a ideia. Recebeu uma proposta que o deixou meio perdido, nunca tinha ouvido falar do assunto, mas a entendeu como um chamado, não perdeu tempo e resolveu conhecer mais.
Assim, depois de aprender que o importante é realmente botar
a mão na massa e que de outra forma sonhos, desejos, expectativas não aconteceriam.
Léo conseguiu fazer muitos trabalhos, defender muitas causas, ajudar pessoas, já
tinha um currículo bastante extenso, mas se sentia importante demais por ter
realizado tais ações. Foi quando descobriu que o ele fez de verdade, foi
mobilizar outras pessoas e incentivá-las a se engajar em projetos tão bacanas.
Ou seja, o palestrante percebeu que sem a ajuda de seus
parceiros e amigos nada teria acontecido e que juntos fizeram muito mais.
O próximo passo, então, aconteceu quando ele recebeu uma
proposta maravilhosa que o proporcionaria realizar um gigantesco sonho de infância/adolescência,
mas apenas poderia realizar o projeto sozinho, ninguém mais o acompanharia. Tal
limitação não o agradou muito, pois como disse, já havia percebido que
trabalhos em conjunto funcionam muito melhor. Pensou bem e viu que esse erra
sonho antigo, não cabia mais no Léo de hoje, já que havia crescido muito mais
que aquele ideal.
Enfim, manteve seu foco, entendeu o que queria para sua vida
e resolveu investir completamente em seus projetos, suas idealizações e seus
sonhos atuais, que agora eram menores. Vem dado cada vez mais certo e ele está
cada vez mais realizado.
Com tudo isso, o palestrante quis nos transmitir os
seguintes ensinamentos: Esteja atento ao chamado; qual o seu sonho? O seu sonho
pode ser o de outra pessoa também; juntos podemos mais; Uai, as vezes é mais
simples que parece.
Por fim , ele respondeu algumas perguntas dos ouvintes sobre
o Oasis, talvez seu projeto mais famoso. O qual consiste em um jogo de
transformação social e se empenha em revitalizar espaços comunitários, castigados por inúmeros fatores sociais, a falta de recurso, o descaso e etc
Eles buscam descobrir o sonho coletivo da população, sonha
com eles, planeja projeta e fazem acontecer com a ajuda de quem quiser participar.
Tudo isso de forma lúdica, divertida e sem colocar a mão no bolso. Conheça mais sobre o projeto aqui. Eu incentivo.
Quem não veio no TipCOM perdeu ótimas oportunidades de
conhecer muito sobre o mercado, os trabalhos, as novas ideias... e tudo que tá
rolando no mercado da comunicação, no mundo empreendedor e muito mais. Fique atento! semestre que vem tem mais e você não vai perder, porque quem já veio vai voltar.
A importância de desenvolver um bom portfólio e
de saber se apresentar para o mercado foi o tema central do terceiro dia do
TIPCOM. A designer Paula Albino, a redatora Yonanda Santos e a front-end Paula
Faria, da Plan B Comunicação, marcaram presença com a palestra “Be
creative: como se apresentar para o mercado".
Apresentar-se a uma entrevista de emprego de
forma criativa, com algo além do currículo, é importante para garantir
diferenciação. Expor a sua personalidade e o seu estilo concede maior
visibilidade a você e a seu trabalho.
As meninas trouxeram dicas importantes para
montar portfólios digitais. Para começar, sites como o Behance,
WordPress , Dribbble e Cargocollective foram citados como
bons locais para isso. Dar ao seu portfólio a sua cara e mantê-lo o mais clean
possível, a fim de dar destaque aos trabalhos expostos, são fundamentais para
garantir um portfólio eficiente.
Para os que não têm experiência de trabalho,
fica a dica de postar projetos pessoais. Mais importante do que já ter
trabalhado em vários locais é desenvolver e evidenciar seu potencial. Trocar
ideias e procurar ajuda e opiniões de outros também devem ser atitudes de quem
deseja crescer profissionalmente.
Saber escolher e defender os projetos a serem
mostrados, construir uma boa trajetória e investir no seu talento são fatores
decisivos para o sucesso e o prazer na vida profissional. A criatividade é uma
tendência permanente.
Para quem quer ter seu portfólio visto e
avaliado por profissionais da área de design, fotografia e ilustração, a Plan B
realizará, no próximo dia 14, o “Behance Portfolio Review BH”, na FNAC BH
Shopping, a partir das 20h. O evento terá duração de uma hora. Logo, é melhor
chegar cedo para poder ter seu portfólio revisado. Essa pode ser a sua chance
de brilhar. Não perca, vai ter cupcake!
Quatro recém graduados em Arquitetura, quatro
sonhos diferentes e um único objetivo: trabalhar de uma forma diferente dos
escritórios tradicionais. Foi assim que Renata Nunes abriu o segundo dia de
palestras do TIPCOM! Além dela, Marcela Bergamini, Dudu Faleiro e Bel Diniz
fazem parte do Fósforo Coletivo, um escritório de serviços arquitetônicos não
convencionais. Os principais trabalhos giram em torno de clientes
coorporativos. O coletivo faz serviços de Arquitetura Comercial, Cenografia e
Expografia. Contudo, eles resumem que todos os trabalhos devem transmitir os
conceitos do cliente, seja uma marca, uma banda ou um evento. Dudu Faleiro
ainda explica que quando o cliente não pode falar explicitamente, o espaço deve
falar por ele e esse é o papel do grupo.
Os fósforos apresentaram alguns exemplos de
grandes trabalhos já realizados. No campo da arquitetura comercial, eles
mostraram o hall de entrada da Casa Cor Minas Gerais 2012. Nele, eles
desenvolveram um projeto que buscava utilizar elementos que marcavam a entrada
de um grande evento, além de atender o desafio de não modificar o ambiente
permanentemente. Para isso, usaram elementos de fácil instalação como carpetes
e iluminação.
A cenografia e a sinalização do evento
S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L, que aconteceu na Praça da Savassi, também foi feito pelo
Fósforo. Para essa demanda, o grupo ficou incumbido de criar todo o projeto
gráfico de sinalização e, por se tratar de um grande evento, eles ressaltam a
preocupação com o fluxo de pessoas. Para isso, abusaram das cores marcantes da
identidade do evento para separarem os setores e ajudarem as pessoas a se
localizarem. Além disso, se preocuparam em colocar os elementos acima do olhar
para que todos se localizassem de qualquer ponto da praça. Para os palcos, o
grupo frisou que era importante ressaltar a marca do evento, que estava
completando a sua quarta edição. Além disso, eles utilizaram caixas de papelão
garimpadas pela cidade e pintaram das cores do evento para compor a cenografia
dos diferentes palcos. Os próprios arquitetos fizeram a pintura e registraram o
trabalho em vídeo super legal feito em parceria com o Coletivo Chá Gelado.
Assista aqui.
No campo da expografia, que trabalha o projeto
cenográfico para exposições de arte, eles mostraram diferentes exemplos de
trabalhos que podem variar de grandes museus a galerias de arte. Nesse caso, o
objetivo é a valorização da obra do artista, de uma forma que integre o público
com o trabalho.
O coletivo traz como um dos pilares de sua
metodologia a sustentabilidade. Como grande parte dos trabalhos realizados se
tratam de arquitetura efêmera, que tem um prazo definido para acontecer, eles
trazem uma grande preocupação com o reaproveitamento de materiais. "A
cenografia não é só montagem, é também desmontagem", diz Renata. Por isso,
tomam cuidado com a desmontagem, separando o máximo de materiais que possam ser
utilizados para trabalhos futuros.
Por fim, Bel Diniz ainda conta que sua
experiência individual foi essencial para o funcionamento do coletivo. Isso
porque desde o fim da faculdade ela passou a se interessar por fotografia,
aplicando isso aos trabalhos da equipe. Grande parte do que é feito é
registrado e eles ainda fazem questão de filmar todos os processos como a
produção, a pré montagem, a montagem e o resultado final. "A linguagem
fotográfica perpetua a nossa ação", conta Bel. Toda essa prática do grupo
resulta em um grande material de marketing para o coletivo. Eles ainda ressaltam
a necessidade de um bom portfólio, um site claro e eficiente e a presença nas
redes sociais. Todos os canais da empresa trazem uma identidade linear que
mantém a cara do coletivo viva e clara para os clientes.
Para quem perdeu essa, confira o site e o
facebook do Fósforo Coletivo!
E fique de olho, que amanhã tem mais, ao meio
dia no Auditório Luiz Bicalho, na FAFICH!
O Tipcom:
tendências, ideias e práticas em comunicação é um evento organizado pela Cria
UFMG Jr, a empresa júnior de comunicação da UFMG. O evento oferece aos
estudantes palestras gratuitas relacionadas às áreas da publicidade,
jornalismo, relações públicas, empreendedorismo e mídias digitais, com o
intuito de ampliar a visão dos estudantes sobre o mercado levando os
profissionais até eles.
Para abrir
a edição desse semestre o evento contou com a presença de Mario Henrique
“Caixa”, narrador oficial dos jogos do Atlético Mineiro na Itatiaia, que
mostrou como foi sua trajetória no radialismo, começada aos 15 anos, desde uma
rádio de sua cidade natal - Três Pontas, sul de minas - até ser o locutor amado
pelos atleticanos, que a propósito compareceram em grande número para
prestigiá-lo no evento de hoje.
Caixa compartilhou que para ele a criatividade
e a voz são necessárias para ser um bom locutor, e então falou sobre a emoção
de narrar um jogo e criar bordões que viram mania pela cidade; como o seu
próprio apelido “Caixa”, que é usado para anunciar o gol e que surgiu de uma
brincadeira de mesa de bar; e o mais recente “Tô achando que eles não vão
aguentáá”, que apareceu pela primeira vez em um jogo entre Atlético Mineiro e
Palmeiras no Campeonato Brasileiro de 2012.
Além disso, Caixa mostrou muita simpatia e
espontaneidade ao contar para os presentes várias histórias engraçadas e outros
casos de sua carreira que tornaram a palestra dinâmica e deixou grande espaço
para as perguntas dos presentes.
Gabriella Braga - Diretora de Marketing, Mário Henrique "Caixa" e Lucas Bastos - Redator
Por fim, saindo do jornalismo esportivo Caixa
também contou é sua rotina de Deputado Federal pelo PCdoB aliada com os
compromissos de narrador, e aproveitou respondendo a curiosidade de todos
apresentou suas opiniões sobre a Copa do Mundo e sua repercussão para a cidade
e o país.
Gostou da palestra? Aproveite que o TipCOM está
só começando e venha se inspirar com as palestras dessa semana. Para mais
informações acesse o Facebook da Cria, confira a programação no link do evento
ou acompanhe pelo nosso blog. Estamos esperando por vocês.
Hoje o TipCom contou com a presença de Wellington Cançado, um dos sócios e idealizadores da campanha que desperta a curiosidade de muitas pessoas em Belo Horizonte. Quem já viu nas ruas, em cartazes, bolsas e camisas as # Nadarepescarnoarrudas, #Parquesabertos24horas, #umapraçaporbairro, #ônibussemcatraca e #carrosforadocentro ?
Pois é, essa campanha que gerou muita curiosidade pelas ruas de BH e do país, foi pensada pelos idealizadores do Pise a grama, uma revista cultural criada em 2012, integrante de um programa do governo de incentivo à publicações desse estilo gratuitamente.
Convidados para participar da "Noite Branca", evento cultural que aconteceu em BH há pouco tempo atrás, o pise a grama pensou nas Hashtags como forma de intervenção do espaço urbano e conscientização das pessoas do uso desse espaço. Ás vésperas das eleições municipais, essa campanha veio com o intuito de quebrar o marasmo e quietude da população e das propostas dos candidatos, que não levantavam como pautas principais essas questões apresentadas nas bolsas, camisas, etc. que são de uso do espaço de todos, logo de interesse da maioria da população. As propostas já estavam apresentadas na revista e foram reincorporadas em uma linguagem fácil de entendimento e de fácil interação do público.
A campanha que era pra ser exclusiva da Noite Branca, acabou ganhando durabilidade e adeptos. A curiosidade gerada pelas frases e a correspondência do público às propostas, levaram a campanha adiante, fazendo a variedade de produtos com as as frases crescer, como adesivos e cavaletas, e presença em mostras de design e feiras, que projetaram um sucesso de vendas crescente. Toda a verba das vendas é voltada para a produção de mais peças, sempre dando rotatividade e maior visibilidade no país.
Uma das propostas para continuidade da campanha independentemente, é a expansão para o resto do país, criando Hashtags específicas para cada região. Outra hipótese seria a criação de uma loja virtual, já que as bolsas e camisas são um sucesso.
A revista pise a grama aborda diversos temas, e conta com a colaboração de várias pessoas, inclusive, quem quiser colaborar com matérias, e propostas culturas interessantes, é só entrar no site, que há espaço para postagens sem mediação.
E nessa semana de TipCOM, quem passou por lá também foi o pessoal da Popcorn. Há 8 anos mercado, oferecendo os mais variados serviços de comunicação, a Popcorn bateu um papo com o pessoal sobre o mercado mineiro, tendências e, claro,sobre como fazer comunicação.
Bruno Ferreira, um dos sócios da agência e Marcela Castro atendimento de lá destacaram o fato de como a Popcorn, mesmo sendo considerada uma agência pequena, possui a conta de comunicação interna de uma grande empresa como a Vale e ainda oferecer os mais variados serviços para empresas famosas, como a Coca Cola, TIM entre outras. Com toda a gama de serviços explorados por eles, deu para notar que a Popcorn é uma das poucas que oferece, realmente, o que chamamos de Comunicação Integrada.
Outro assunto explorado de bastante interesse para nós, futuros profissionais de comunicação, diz respeito ao Mercado em Minas Gerais. Dados recentes afirmam que o Mercado Mineiro, cujo motor principal diz respeito à Comunicação Pública e Institucional ( Metalurgia e Siderurgia), cresceu cerca de 10% no ano de 2012.
Mas para Bruno, esse crescimento não é regra uma vez que pode variar de empresa para empresa, e além disso para ele o grande segredo do crescimento é não nos acomodarmos com essas perspectivas. Não é porque Minas Gerais tem um mercados segmentado que devemos nos limitar aos ramos de clientes e serviços já preestabelecidos, ou nas palavras do próprio palestrante “ Montanha não é grade”. O grande segredo das agências é ou se especializar ou generalizar os serviços, mas seja qual for a escolha, a agência deve encontrar uma forma de diferenciação das já existentes no mercado.
A escolha da Popcorn? Fazer comunicação, de verdade! Assim aprendemos que comunicação não se reduz apenas a propagandas, buzz marketing, nem product placement ou em ações promocionais e de marketing esportivo. Fazer comunicação não significa que nós tenhamos apenas que planejar eventos, realizar projetos culturais e buscar captação de patrocínio. Oferecer serviços comunicacionais não quer dizer que nos limitamos a realizar comunicação interna, a fazer produção editorial ou de design. A comunicação, meu caro, é tudo isso, misturado em um belo saquinho de pipoca.
O segundo dia de palestras do TipCOM foi movimentado, contando não só com a presença da Casa2 de manhã, mas apresentando também Lucas Couto no turno da noite. O dono da It’s Digital, agência de São Paulo especializada em mídias digitais, já introduziu afirmando que conversa de qualidade e pensamento estratégico são os principais focos da empresa.
Ao agregar conhecimentos conquistados em agências, enxergar também como cliente e possuir a percepção de consumidor, Lucas pontua que possuir uma visão de futuro, que se atente para o que está sendo construindo, é extremamente importante em qualquer processo comunicativo. Ao falar de Flawsome, ele coloca que o essencial não está na marca transformar erros em acertos, mas sim focar na Humanização.
Mais do que Flawsome, uma marca necessita ter uma personalidade, possuir humor, bom senso, empatia, despadronização e cuidado com o próximo. Hoje em dia as mídias sociais estão auxiliando as empresas nesses fatores, quebrando o cenário de ontem, marcado pelo acirramento da concorrência e o fortalecimento das marcas numa relação ligada estritamente ao consumo, e estabelecendo vínculos maiores ao criar relacionamento.
Lucas deu exemplo do case do Spoleto, cliente da It’s Digital. Quando o grupo de humor “Porta dos Fundos” lançou o famoso vídeo viral parodiando um acontecimento num restaurante fast-food marcado pela indecisão da clientela e a impaciência do atendente, não era necessário nem uma menção ao nome Spoleto, para deixar claro que o vídeo fazia justamente referencia à marca. Era necessário mais do que ignorar a provocação, ou responder com bom humor. Numa conversa entre o dono do Spoleto e a equipe do grupo humorístico, surge um novo ângulo para a situação: a marca se apropria da parodia, percebendo um erro seu para tentar combate-lo, no caso, o mau-atendimento. Lançando posteriormente uma segunda parte do vídeo:
O palestrante assevera que identificar um ponto fraco é essencial para qualquer marca. A It’s Digital, cuidando das mídias sócias do Spoleto, continuou com o posicionamento do cliente, transmitindo uma cabeça aberta para receber criticas segurança para assumir o histórico da empresa e passando sobretudo, transparência. Uma preocupação e atenção para o consumidor, comunicando com inteligência.
O TipCOM é o evento anual organizado pela CRIA com o propósito de trazer a visão do mercado de trabalho nem sempre apresentada na sala de aula, expondo projetos, ideias e tendências que estão marcando o cenário de comunicação e profissionais que são destaque na área.
No segundo dia de palestras, foi a vez daCasa2 se apresentar, uma agência de design mineira com menos de um ano de história, mas com muita coisa para contar. Formada por Amanda Moura e Pedro Fernandes, a agência é voltada especificadamente para o mercado de casamentos, desenvolvendo um material extremamente personalizado para cada casal que os contrata.
Os dois trabalham em casa, e contaram que esse é um dos pontos positivos para se produzir algo de qualidade, colocando que passar madrugadas sonolentas desenvolvendo algum projeto não é nenhum um pouco cool. A dupla discorreu sobre os acertos e dificuldades de montar seu próprio negócio, pontuando que é necessário dedicação e talento para abrir sua empresa.
Gerar um ideia inovadora ou perceber algo que o mercado ainda não supriu são partes iniciais do processo, assim como analisar o cenário em que seu negócio irá se inserir, investir num publico ideal, formar parcerias, correr atrás de clientes e surpreender aqueles que você conquistar é fundamental para o sucesso.
É necessário sobretudo ser flexível, desconsiderar a idade que você possui porque no final das contas ela não importa, e investir pensando global, na ideia de business model generation porque milhares de pessoas talentosas estão espalhadas no mundo separadas de você apenas por um email. Dessa forma, ter um ponto de vista claro, uma ideologia que guie sua empresa sem o medo de dizer “não”, vendendo não só produtos mas também emoções é algo de essencial e que faz parte da Casa2 | Creative Design & Happy Ideas, nessa trajetória de sucesso crescente que a caracteriza
Tendências Ideias e Práticas
em comunicação, o TipCOM é um evento organizado pela CRIA cuja função é trazer para os estudantes uma visão do mercado de trabalho que nem sempre é
apresentado na sala de aula. A
cada dia uma ideia, um projeto, um trabalho e uma história diferente a ser
contada.
O pessoal do Coletivo Imaginário fez a abertura do evento e
mostrou pra galera como pode ser a vida de um profissional de comunicação que
opta por não trabalhar em agências convencionais. Funcionando desde 2011, os
meninos contaram que tudo começou bem do comecinho. Eles resolveram tirar a
ideia do papel e montar um pequeno escritório; antes postavam todo conteúdo que
produziam na Internet, até o vídeo mais simples e, assim, começaram a construir
a carreira que têm hoje.
Eles deixaram claro que o posicionamento do coletivo tem a ver com
criatividade, autonomia , liberdade e que tudo funciona em um esquema bem
simples, sem planejamentos muito complexos, sem burocracia ou regras a serem
minimamente seguidas. Buscam participar de todo o processo de criação e se aproximarem ao máximo do cliente. Bem diferente daquele esquemão que a gente já conhece. Ainda que
acabem seguindo um raciocínio parecido, distribuindo mais ou menos o serviço
entre um profissional responsável pelo planejamento, um outro pelo design e o outro
audiovisual.
Enfim, o Coletivo imaginário funciona, basicamente, via
colaboração. Seja entre os próprios funcionários, seja entre outros coletivos. Eles
fazem um trabalho muito interessante e têm ideias muito legais.
Quem não veio perdeu!
Mas, estão todos convidados a participar, a partir de amanha.
Você pode conferir a programação, os comentários e as novidades sobre o evento aqui.
E se, mesmo assim, não der... você ainda pode acompanhar o que tá rolando aqui no Cria Plano.
Quanto mais gente tirando ideias do papel melhor melhor!