Mostrando postagens com marcador porta dos fundos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador porta dos fundos. Mostrar todas as postagens

Agora tudo volta ao “normal”


As eleições terminaram no último domingo e agora fica “liberada” a veiculação de certas campanhas que foram retiradas do ar. Algumas campanhas ou vídeos que tiveram a política como assunto sofreram proibições, sendo, posteriormente, retirados de veículos como a TV e a internet.

Um exemplo de campanha é a que Tiririca, candidato à reeleição como deputado federal, fez para o site bomnegocio.com. O comercial foi retirado da TV em menos de um dia e só teve sua circulação permitida no meio digital. Agora, com o deputado já reeleito e com o fim das eleições, o comercial voltou a ser veiculado na televisão.



Outro vídeo que sofreu com essa questão foi o “Você me conhece”, do canal do YouTube Porta dos Fundos. O vídeo apresenta a propaganda de um candidato a deputado estadual que pede votos aos eleitores em troca da liberdade de uma pessoa que faz refém. Porém, o motivo que o tirou do ar não foi esse. Bastou a frase “Para governador Garotinho!”, que faz referência  a Anthony Garotinho,  candidato ao governo do Rio de Janeiro. Logo que foi ao ar, o vídeo saiu de circulação no outro dia a mando do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.



O fato causou a insatisfação tanto dos internautas como dos integrantes do canal. “Estamos fazendo humor como sempre fizemos. Isso faz parte do nosso dia a dia, rirmos de nós mesmos. E, por isso, vamos continuar lutando pela liberdade de expressão e faremos o possível para que o vídeo volte para o canal", publicou em nota a CEO Juliana Algañaraz. “É uma censura nefasta à democracia”, afirmou Gregório Duvivier à Folha de São Paulo.

O Porta dos Fundos possui um histórico de vídeos com conteúdos dos mais diversos, incluindo a discussão de temas como religião, a figura feminina e a própria política, tema bastante recorrente nas pautas levantadas pelos humoristas:





A censura é algo que foi tido como vencido desde a vitória democrática no Brasil. Mas sempre nos deparamos com alguns comerciais que sofrem algum tipo de proibição, o que traz a tona as discussões sobre a liberdade de expressão e de publicação na televisão brasileira. Porém, algo muito interessante chegou para deixar essa discussão ainda mais complexa: a internet surgiu nos anos 90, proporcionando uma maior liberdade de expressão e de escolha a seus usuários. Entretanto, questões como essa do canal Porta dos Fundos nos fazem repensar qual é realmente seu papel e função nos dias de hoje, e se realmente essa plataforma dá liberdade de expressão a quem a utiliza.

Então, aproveitem para assistir aos vídeos do post hoje, porque ninguém garante que eles estarão disponíveis amanhã.

TipCOM: Gregório Duvivier e o Porta dos Fundos


Para fechar a semana de palestras com chave de ouro, o TipCOM recebeu Gregório Duvivier, integrante do canal Porta dos Fundos, para contar um pouco de sua história como ator, humorista e escritor.

Gregório começou o bate-papo falando sobre o Porta dos Fundos, fundado por ele em parceria com seus grandes amigos Fábio Porchat, Antonio Tabet (do site Kibe Loco), João Vicente de Castro e o diretor e produtor Ian SBF. O primeiro vídeo do canal a ir ao ar foi o “Porta do Fundos nº 1” ganhando rápida repercussão na internet. Em menos de um ano após o lançamento do canal já contavam com mais de 5 milhões de inscritos, tornando-se o maior canal de humor do Brasil no YouTube.



A equipe percebeu que o primeiro vídeo era bastante longo e optou por produzir vídeos com menor tempo de duração, que agradaram ainda mais os internautas. Gregório contou que todas as segundas, ele e os quatro  fundadores do projeto, se reúnem para discutir sobre os roteiros. Disse que nessas reuniões são levados, em média, oito vídeos, para que destes sejam escolhidos dois para gravação.

Em seguida, apresentou seu novo livro Ligue os pontos: poemas de amor e big bang, e explicou como iniciou-se sua vocação para a escrita. Desde pequeno gostava de escrever, começou a fazer poesia ainda jovem e ao chegar na faculdade foi mais motivado por seu professor, e também poeta, Paulo Henriques Britto. 

Logo após isso, o evento foi aberto para perguntas que o ator e escritor respondia enquanto apreciava o sabor do pão de queijo mineiro. Ao ser perguntado sobre as publicidades que o canal começara a fazer, contou que a primeira parceria aconteceu depois do lançamento do vídeo “Fast-Food”, que tornou-se em pouco tempo um viral. Com claras referências ao Spoleto, o Porta dos Fundos foi procurado pela rede para que mudassem o nome do vídeo, de Fast-Food para realmente Spoleto, e em seguida para que fizessem outro vídeo, dessa vez produzido especialmente para a rede. A história gerou na época grande mídia espontânea para a Spoleto, e até hoje esse é um dos vídeos mais lembrados do Porta dos Fundos.


Quando indagado sobre os vídeos com temas polêmicos, Gregório disse que o canal gosta de “Bater em quem não está acostumado a apanhar”, referindo-se ao fato de que eles gostam de fazer humor visando não as minorias, que são frequentemente “vítimas” dessa indústria humorística, mas sim às maiorias fortes, que detêm poder nas mãos, para criticar suas atitudes ou posições e gerar reflexão social.

Gregório ainda falou sobre sua posição como ator, disse que na infânica era muito tímido e por isso seu avô, que era psicanalista, indicou que fizesse aulas de futebol e teatro. Com humor ele contou que o futebol não deu certo, mas o teatro tornou-se uma paixão.

Sobre o futuro, ele disse que ainda pensa em fazer vídeos dramáticos, o que, segundo ele, surpreenderia os fãs do Porta dos Fundos, além de abrir novos dias para divulgação de novos vídeos e ainda ter um canal com streaming ao vivo.

Terminou contando sobre seu primeiro livro,  A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora, e sobre o processo de escrita de seu atual lançamento, Ligue os pontos: poemas de amor e big bang, que demorou cerca de seis anos para ser escrito.



Para fechar o TipCOM, Gregório autografou os livros de quem havia comprado e tirou fotografias com todos os fãs. 

Porta dos Fundos: publicidade viral, humor lucrativo


Por Gabriela Filippo

O coletivo Porta dos Fundos foi criado para levar ao público da internet aquilo que um humor mais “conservador” não pode nos oferecer. Cinco amigos humoristas queriam criar roteiros, histórias e cenas de humor, mas nada disso se encaixava no contexto humorístico da TV. Levar essa ideia para a internet foi a solução:a conta criada pelos até então idealizadores virou, hoje, o maior canal de vídeos brasileiro, atingindo a marca de 200 milhões de views e 1 milhão de inscritos.


Talvez eles tenham alcançado esse sucesso porque conseguiram entender o que o internauta brasileiro que passa seu tempo de ócio na internet queria. Esse público gosta de ser surpreendido, como o próprio Gregório Duvivier disse em um dos documentários sobre o Porta dos Fundos produzido pela LG. Assim, eles podem se utilizar do humor em diversas situações do cotidiano, ou até em outras totalmente inimagináveis – como uma recém-chegada-ao-céu após sua morte falando com o deus verdadeiro, o da Polinésia. 


Mas se antes toda essa ideia humorística não tinha fins lucrativos, hoje essa parte da história do canal já foi revolucionada.Tudo começou quando o Porta dos Fundos resolveu fazer um vídeo criticando e ironizando o mau atendimento dos funcionários da Spoleto. A publicação fez tanto sucesso que a própria marca se aproveitou do ocorrido, foi atrás do coletivo e fez uma parceria para que fosse criado um segundo, e mais tarde até um terceiro, vídeo, mostrando, com humor, é claro, que a Spoleto tomou as providências necessárias para melhorar o tratamento dos clientes por parte de seus atendentes.

Particularmente, quando soube que havia também um terceiro vídeo, achei que seria algo um pouco forçado, porque muitas coisas que tendem a uma continuação assim acabam ficando meio sem graça. Mas acabei que me surpreendendo: achei a cena muito bem escrita, criativa e engraçada sem fugir daquilo que o Porta dos Fundos é.

Outro caso de sucesso foi um vídeo em que o canal tirava sarro das latinhas de Coca-Cola Zero que vinham com nomes e apelidos de pessoas. No vídeo, eles mostravam uma mulher com um nome não muito comum, “Kellen”, procurando seu nome em uma latinha. Depois da ação, a marca passou a colocar nas latas nomes mais diferentes dos que costumamos ouvir por aí, mostrando como essa divulgação no canal conseguiu tamanha influência.

Agora, as marcas procuram o Porta dos Fundos para participarem de campanhas a fim de que o público se identifique e seja maior atingido por elas. É o caso da Fiat, da Visa, da Itaipava, da Bis, da Netimóveis e da LG (que está fazendo documentários contando a história do canal).




Sim, muitas marcas já recorreram ao canal, pois sabemos que o humor é uma forma muito forte e eficaz na hora de passar sua mensagem e trazer o reconhecimento pelo público. Será que depois de tudo isso os garotos do Porta dos Fundos vão começar a entrar pela porta da frente?

Sucesso pela porta da frente



Depois de fazer tanto sucesso na Internet, os integrantes do grupo “Porta dos fundos” já planejam se arriscar no cinema. Em entrevista ao Canal Futura, Fábio Porchat confessou que o roteiro já está sendo produzido e o lançamento está previsto ainda para este ano. Quem é fã dos vídeos, dos programas, do canal e da galera agora vai ter a chance de conhecer um pouco mais do trabalho do coletivo.

Muito bom! Mas, isso já era de se esperar. A produtora de vídeo que, já apareceu algumas vezes aqui nos posts do Cria Plano, tem bombado muito por uma série de fatores que o Brasil inteiro tem sonhado em conhecer. Dentre eles as piadas sem pudor, a boa produção e atuação da equipe, o uso estratégico das redes sociais e a falta de vínculo com órgãos ou marcas maiores. Tudo, qualquer pessoa, qualquer situação, qualquer produto pode virar um vídeo novo ou uma piada nova. Daí, falar qual é a fórmula dos meninos eu não consigo.

Talvez boas ideias, um trabalho foda de divulgação e marketing ou os dois juntos, o fato é que o conjunto da obra é, realmente, notável. Talvez o maior exemplo desta junção seja mesmo os vídeos do Spoleto, que a partir da crítica dos meninos e depois do trabalho de Flawsome da marca, conseguiram viralizar o canal. Todo mundo lembra, né?


Os integrantes já têm até feito algumas participações especiais pela programação da Globo. Basta assistir a série “Louco Por elas” do canal e comprovar que dois dos roteiristas, Clarice Galvão e Gregório Duviver, também compõe a equipe Porta dos Fundos (e a Clarice ainda altas músicas super bonitinhas, cujos clipes foram também feitos por eles). 

Em números, a produtora já atingiu, com a publicação de uns 70 vídeos, cerca de 120 milhões de visualizações e 1 milhão de pessoas inscritas no canal.  Os vídeos são postados e repostados todos os dias no Facebook, são comentados em todos os lugares e as piadas já começam a ser reproduzidas pela rua.



Comunicadores e comunicólogos de bobeira, vale a pena acompanhar pelo menos para descobrir de onde vem a receita desse sucesso. 

Sei que todo mundo já viu, mas escolhi um dos meus favoritos para postar. Metalinguístico, diz, principalmente, à importância de se investir em comunicação para fazer bons resultados em inúmeros segmentos de mercado, sobretudo divulgação e promoção de marcas.


Carnaval, folia e Publicidade


O Carnaval é uma época movimentada. Folia nas ruas, blocos desfilando e é mais que lógico que várias marcas se apropriem do tema para justamente lançarem comerciais e bolarem ações que interfiram na vida das pessoas. Nesse contexto atual em que experiência é tudo, os laços que guiam o desenvolvimento da relação entre marca e consumidor se estreitam ainda mais nessa familiaridade de temas e no uso do bom humor.

 A Lacta, fabricante do Bis, anunciou o lançamento do Bis Yogo. Produto feito "para atender aos consumidores que gostam de um doce mais leve e refrescante, mas que não abrem mão de um toque de chocolate”. O vídeo feito para internet em parceria com a w3haus, e estrelado por estrelado por Fábio Porchat e o grupo de humor Porta dos Fundos. O filme de 5 min, "Samba-enredo” brinca com referências do carnaval, colocando compositores e publicitários lado a lado. Confira o vídeo:



Outra marca que utilizou essa época tão importante no Brasil, foi o jornal O Globo. A campanha criada pela DM9Rio, "Brinque o Carnaval. Não brinque com o Rio.", possui marchinhas que serão entoadas pelos blocos de rua do Rio de Janeiro como meio de divulgação. A campanha que conta ainda com mídia impressa com trechos das músicas, investe na mensagem de conscientização, e pode ser escutada aqui:







Humanização da marca, o caso Spoleto



 O segundo dia de palestras do TipCOM  foi movimentado, contando não só com a presença da Casa2 de manhã, mas apresentando também Lucas Couto no turno da noite. O dono da It’s Digital, agência de São Paulo especializada em mídias digitais, já introduziu afirmando que conversa de qualidade e pensamento estratégico são os principais focos da empresa. 

Ao agregar conhecimentos conquistados em agências, enxergar também como cliente e possuir a percepção de consumidor, Lucas pontua que possuir uma visão de futuro, que se atente para o que está sendo construindo, é extremamente importante em qualquer processo comunicativo.  Ao falar de Flawsome, ele coloca que o essencial não está na marca transformar erros em acertos, mas sim focar na Humanização. 

Mais do que Flawsome, uma marca necessita ter uma personalidade, possuir humor, bom senso, empatia, despadronização e cuidado com o próximo. Hoje em dia as mídias sociais estão auxiliando as empresas nesses fatores, quebrando o cenário de ontem, marcado pelo acirramento da concorrência e o fortalecimento das marcas numa relação ligada estritamente ao consumo, e estabelecendo vínculos maiores ao criar relacionamento. 

Lucas deu exemplo do case do Spoleto, cliente da It’s Digital. Quando o grupo de humor “Porta dos Fundos” lançou o famoso vídeo viral parodiando um acontecimento num restaurante fast-food marcado pela indecisão da clientela e a impaciência do atendente, não era necessário nem uma menção ao nome Spoleto, para deixar claro que o vídeo fazia justamente referencia à marca. Era necessário mais do que ignorar a provocação, ou responder com bom humor. Numa conversa entre o dono do Spoleto e a equipe do grupo humorístico, surge um novo ângulo para a situação: a marca se apropria da parodia, percebendo um erro seu para tentar combate-lo, no caso, o mau-atendimento. Lançando posteriormente uma segunda parte do vídeo:



 O palestrante assevera que identificar um ponto fraco é essencial para qualquer marca. A It’s Digital, cuidando das mídias sócias do Spoleto, continuou com o posicionamento do cliente, transmitindo uma cabeça aberta para receber criticas segurança para assumir o histórico da empresa e passando sobretudo, transparência. Uma preocupação e atenção para o consumidor, comunicando com inteligência.

 
CRIA Plano © 2010 | Designed by Chica Blogger | Back to top