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É Caixa no TipCOM



O Tipcom: tendências, ideias e práticas em comunicação é um evento organizado pela Cria UFMG Jr, a empresa júnior de comunicação da UFMG. O evento oferece aos estudantes palestras gratuitas relacionadas às áreas da publicidade, jornalismo, relações públicas, empreendedorismo e mídias digitais, com o intuito de ampliar a visão dos estudantes sobre o mercado levando os profissionais até eles.

Para abrir a edição desse semestre o evento contou com a presença de Mario Henrique “Caixa”, narrador oficial dos jogos do Atlético Mineiro na Itatiaia, que mostrou como foi sua trajetória no radialismo, começada aos 15 anos, desde uma rádio de sua cidade natal - Três Pontas, sul de minas - até ser o locutor amado pelos atleticanos, que a propósito compareceram em grande número para prestigiá-lo no evento de hoje.




Caixa compartilhou que para ele a criatividade e a voz são necessárias para ser um bom locutor, e então falou sobre a emoção de narrar um jogo e criar bordões que viram mania pela cidade; como o seu próprio apelido “Caixa”, que é usado para anunciar o gol e que surgiu de uma brincadeira de mesa de bar; e o mais recente “Tô achando que eles não vão aguentáá”, que apareceu pela primeira vez em um jogo entre Atlético Mineiro e Palmeiras no Campeonato Brasileiro de 2012.

Além disso, Caixa mostrou muita simpatia e espontaneidade ao contar para os presentes várias histórias engraçadas e outros casos de sua carreira que tornaram a palestra dinâmica e deixou grande espaço para as perguntas dos presentes.


Gabriella Braga - Diretora de Marketing, Mário Henrique "Caixa" e Lucas Bastos - Redator

Por fim, saindo do jornalismo esportivo Caixa também contou é sua rotina de Deputado Federal pelo PCdoB aliada com os compromissos de narrador, e aproveitou respondendo a curiosidade de todos apresentou suas opiniões sobre a Copa do Mundo e sua repercussão para a cidade e o país.

Gostou da palestra? Aproveite que o TipCOM está só começando e venha se inspirar com as palestras dessa semana. Para mais informações acesse o Facebook da Cria, confira a programação no link do evento ou acompanhe pelo nosso blog. Estamos esperando por vocês.



Produtos licenciados invadem o futebol



O licenciamento de produtos é uma estratégia de mercado que está bombando o novo cenário do marketing esportivo brasileiro. O que há muito tempo já se faz com os grandes clubes europeus chega cada vez com mais força no Brasil.

Atualmente o licenciamento de produto é uma das fontes de maior receita dentro de um clube de futebol. Para se ter uma idéia esse mercado gira em torno de 5 bilhões por ano no país e é pequeno ainda comparado a outros países amantes do esporte como o nosso.

Existem diversas formas diferentes de licenciamento, mas a forma mais simples de entender é assim: “Um clube tem uma torcida. Essa torcida quer usar uma camisa oficial para ir aos jogos. Assim, o clube licencia sua marca para que um fabricante de materiais esportivos produza e distribua as camisas. Em troca, o time recebe royalties sobre as vendas. E assim, temos um simples exemplo de licenciamento de produtos”.

As vantagens dessa prática de mercado são infinitas. Algumas delas são: Menores investimentos na criação de produtos, comunicação e deslocamento. Transferência dos valores da marca em questão, diversificação do portfólio, faturamento adicional e entrada em novos segmentos. Antes disso, o licenciamento é extremamente eficaz também como instrumento de marketing para divulgação da marca ao público.

Além da habilidade de saber o que é interessante ou não a ser vinculada com a imagem da empresa, espera-se somente que ela tenha uma marca já consolidada no mercado, como um grande time. Deixo em baixo alguns produtos licenciados de sucesso.

O Sport Club Corinthians Paulista, por exemplo, lançou em Setembro de 2011 o “Collector's Book Nação Corinthians”. Sendo este o maior livro já produzido no país, com apenas 1500 exemplares de luxo e que custavam até 15 mil reais. O produto pesa 30 quilos e mesmo antes do lançamento já possuia grande parte da edição única encomendada. A notícia do livro inusitado foi parar em vários jornais, revistas e sites de temas variados.



O Sport Club Internacional por sua vez encontrou de forma diferente o sucesso nos últimos anos, vendo as receitas subirem 870% de 2006 a 2010. Grande parte desse faturamento veio do investimento no ramo alimentício, que é um mercado de grande volume de negócios e hoje representa mais de 6% do faturamento anual do time. O clube gaúcho licenciou produtos como espumantes, pipocas e bolinhas de polvilho.
Com a oportunidade do centenário, o Internacional fixou uma parceria com a tradicional Nestlé para lançar latas personalizadas do produto comemorativo “Nescafé”. Com o sucesso da parceria, o clube lançou no mesmo ano o chocolate personalizado “Sem Parar”. Somente nos primeiros 40 dias de comercialização foram vendidas mais de 60 toneladas do produto.



Um exemplo de sucesso polêmico foi a camisa rosa lançada pelo Atlético Mineiro em 2010. Mesmo dividindo a opinião da torcida o produto teve amplo faturamento, algo perto de 700 mil reais. A atitude inédita no futebol brasileiro recebeu destaque da mídia nacional e vendeu em pouco mais de um ano 60 mil peças, um recorde mundial para camisas de treino.


 
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