Saudades Justin
Marcadores: 1989, boyband, cds, discografia, Gangnam Style, justinbieber, música, nsync, taylorswiftHeranças de um oppa gangnam style
Marcadores: Gangnam Style, gentleman, hangover, música, PSY, snoop dogg, viralDescobrir videos engraçados pela internet é sempre bom, e para mellhorar só compatilhando com os amigos. Compartilhar momentos, risadas, opiniões e gostos é comum no universo dos jovens, mas sera que só por isso existem cada vez mais virais, que se espalham de maneira cada vez mais rápida nos dias de hoje?
Tomemos o video Gangnam Style de Psy, que, lançado em 2012, atraiu a atenção de milhares de pessoas no mundo todo, que se depararam com um clipe um tanto estranho. Um ritmo diferente, situações absurdas e cômicas vividas por um homem que não está lá muito perto de ser um gala. Essa estranheza, obviamente tinha que ser partilhada.
Tudo começou assim, até o começo desse mês de junho, quando esse video chegou à incrível marca de dois bilhões de visualizações, sendo o video mais assistido do YouTube, e o que obteve mais “gostei”. Quais as repercussões disso? Bom, por um tempo foi insuportável ouvir as palavras gangnam e style juntas, e quando você vê que até seus avós conhecem, é porque o sucesso teve realmente seu ápice. Mas o cantor coreano não deixou de aparecer não.
O ano de 2013 foi a vez de “Gentleman”, seu segundo hit, que já nas suas primeiras 24 horas, tivera mais de 40 milhões visualizações. A fórmula foi a mesma seguida em seu primeiro clipe: situaçoes improvávéis, com a constante presença do músico como fator cômico, ao som bem pop.
Agora é a vez do hit “Hangover”, em que ele se apresenta junto com o famoso rapper Snoop Dogg. Seu roteiro dos últimos clipes ainda é seguido, mas o ritmo já tem algo de menos pop como das útlimas vezes, para agradar um público mais diferenciado, de todo o mundo.
Esses clipes são exemplos de uma característica bem perceptível no que se refere aos virais: de manter as pessoas atentas para não perderem nada interessante que vier, afinal, manter a pose de antenados é fundamental para as pessoas.
O sucesso do começo da carreira de Psy fez com que ele fosse reconhecido mundialmente, e assim, já despertasse o interesse e a curiosidade de milhares de pessoas pelo seu próximo clipe maluco.
Mas ele segue pelo caminho certo, o de continuar a martelar sua voz no ouvido das pessoas, afinal, um video viral é como um virus mesmo: vem rápido, mas se descuidar, vai mais rápido ainda. Resta saber se a continuação de seus videos significará a vinda de novos virais, ou apenas anuncios dos seus 15 minutos de fama se esvaindo.
Selva, Katy Perry, Nokia e Propaganda!
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Memeficação Musical
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Marcadores: aplicativos, fotografia, Instagram, internet, música, vídeos interativosDo que é feita a Música?
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Aos (também) Meus Heróis
Marcadores: Meus Heróis, MPB, músicaOs compositores são Julinho Marassi & Gutemberg, uma dupla fluminense que já está na estrada da música desde 1990, mas pouco se conhece deles... A dupla toca sob influência dos melhores nomes da MPB e a esses nomes fizeram uma linda homenagem através da música Aos Meus Heróis, onde citam 30 artistas.
Para quem se interessou em saber mais, confiram no site dos rapazes, vale a pena ouvir mais deles... http://www.adupla.com/ A música está disponível para Download, mas para quem quer conferí-la antes, Aos Meus Heróis.
Música e Publicidade
Marcadores: música, publicidadePor Fernando Ribeiro H.
É meia-noite e pouco, e eu assisto ao Jô. As pessoas são fãs do Jô, e não da Rede Globo. Escutam a quem elas conhecem, o Jô, e não a alguém distante, a Globo. Então por que o Jô precisa da Globo? Para que chegue às pessoas com credibilidade, facilidade e audiência. Penso que deve ser o mesmo com aquela dupla inglesa de dance music Groove Armada, que já lançou seis álbuns com vendas totais de 3 milhões de cópias em todo o mundo. Ela precisa da gravadora Columbia para chegar às pessoas com credibilidade, facilidade e audiência.
Credibilidade? Convenhamos, gravadoras não fazem música, elas vendem discos. Não se comunicam com as pessoas diretamente, apenas através dos artistas. Boa parte do público apaixonado por música, mas que nunca teve uma banda ou gravou uma fita demo, não entende a relação entre gravadoras e artistas, não ouve falar das gravadoras e acha indiferente a existência ou não de uma gravadora por trás de uma banda. Então, quem dá credibilidade a um artista é ele mesmo. Com a qualidade de sua música.
Facilidade? Não é fácil, definitivamente, encontrar na rua o CD do álbum Freaky Styley, de 1985. Do Red Hot Chili Peppers eu só encontro o Stadium Arcadium. Sair de casa atrás de CD, além do mais, só eu mesmo. Que coisa anos 90! O jornal gaúcho Zero Hora anunciou, em sua edição de 21 de junho de 2008, o encerramento das operações da última loja da Banana Records. A rede porto-alegrense protagonizou a explosão do mercado fonográfico brasileiro entre 1994 e 1999. Ou seja, CD agora é só em livraria, varejão, sebo, lojas underground ou pela internet.
Audiência? Nos últimos cinco anos, no Brasil, a venda de discos caiu de 75 milhões para 25 milhões. Nos Estados Unidos, passou de 785,1 milhões em 2000 para 511 milhões em 2007. Uma queda de 36%. Na edição de junho da NOIZE, a matéria O fim da demo ressalta o sucesso que a The Eagles conquistou ao fazer um acordo de venda exclusivo com a rede de supermercados Wal-Mart. A banda lucrou quatro vezes mais do que se tivesse um contrato típico da indústria fonográfica. Além disso, a própria falência da Banana Records mostra que esse padrão de loja já ficou no passado. É o sucesso da internet. Bandas internacionais como Radiohead, Coldplay, Nine Inch Nails e Raconteurs, e nacionais como Cansei de Ser Sexy, Ed Motta, Pitty e Cachorro Grande, lançam seus álbuns pela rede virtual. E mais: disponibilizam-nos gratuitamente ou por preços simbólicos em sites como o popular iTunes, protagonizando o que já é uma era catastrófica para as grandes gravadoras.
Você já deve estar sabendo. A Groove Armada rompeu o contrato com a Columbia. E o mais interessante: sua nova casa não é uma gravadora, é uma empresa de bebidas—a Bacardi, a quarta maior do mundo no segmento. Para a Groove Armada, o contrato prevê a gravação de um álbum e a realização de uma série de shows em vários países. Para a Bacardi, a utilização de todas as músicas e clipes do último álbum da dupla em seus anúncios, sem precisar pagar nada a mais por isso.
VOCÊ DECIDE
Diferentes marcas têm traçado estratégias de comunicação que propõem novos modelos de interação com o consumidor. É aí que entra a músic a. Se a publicidade tradicional é uma empresa falando sobre si mesma, a publicidade vinculada à música faz com que a empresa fale a respeito das pessoas. A cumplicidade entre o fã e o artista se torna a cumplicidade entre o consumidor e a marca. São palavras de Marty Neumeier, consultor de branding e autor dos livros The Brand Gap e ZAG: “A marca deve ser o que seu público-alvo é”.
Além de Groove Armada com a Bacardi e The Eagles com o Wal-Mart, outro exemplo de artista vinculado a uma marca é o contrato entre o cantor pop Sting e o fabricante inglês de veículos de luxo Jaguar. A parceria ajudou a multiplicar tanto a venda de carros como a de CDs: as vendas dos automóveis quadriplicaram, e Sting vendeu 8 milhões de cópias em todo o mundo. No Brasil, um bom exemplo é a Levi’s Music, que está tentando conquistar o público jovem apoiando financeiramente novos artistas como Mallu Magalhães, garota-propaganda também em vinhetas da MTV.
Há produtos demais, e há features demais em cada produto. Há mensagens demais na mídia, e há elementos demais em cada mensagem. Dois terços da população brasileira reclamam que se sentem constantemente bombardeados por publicidade. Então, se é para ser bombardeado, que seja por música.
Hoje em dia bandas não necessariamente precisam de gravadoras. Por um lado é resultado do sucesso que grandes ou até mesmo novas bandas estão tendo via internet. Por outro, é a transformação da publicidade. Mais do que isso, bandas que seguem esses novos caminhos afirmam ter mais liberdade: na internet ou através de contratos com marcas, quem vai dizer o que é música boa não é uma gravadora, e sim o público.
Eu desligo a TV e vou cantando R.E.M., Around The Sun, até o computador. Quero ouvir o novo álbum da banda no MySpace.
> NOTA DO EDITOR: “A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante” (Humberto Gessinger estava certo).
Fonte: http://www.noize.com.br/revistanoize/2008/edicao-15-julho/musica-e-publicidade/







