Heranças de um oppa gangnam style


Descobrir videos engraçados pela internet é sempre bom, e para mellhorar só compatilhando com os amigos. Compartilhar momentos, risadas, opiniões e gostos é comum no universo dos jovens, mas sera que só por isso existem cada vez mais virais, que se espalham de maneira cada vez mais rápida nos dias de hoje?

Tomemos o video Gangnam Style de Psy, que, lançado em 2012, atraiu a atenção de milhares de pessoas no mundo todo, que se depararam com um clipe um tanto estranho. Um ritmo diferente, situações absurdas e cômicas vividas por um homem que não está lá muito perto de ser um gala. Essa estranheza, obviamente tinha que ser partilhada.



Tudo começou assim, até o começo desse mês de junho, quando esse video chegou à incrível marca de dois bilhões de visualizações, sendo o video mais assistido do YouTube, e o que obteve mais “gostei”. Quais as repercussões disso? Bom, por um tempo foi insuportável ouvir as palavras gangnam e style juntas, e quando você vê que até seus avós conhecem, é porque o sucesso teve realmente seu ápice. Mas o cantor coreano não deixou de aparecer não.

O ano de 2013 foi a vez de “Gentleman”, seu segundo hit, que já nas suas primeiras 24 horas, tivera mais de 40 milhões visualizações. A fórmula foi a mesma seguida em seu primeiro clipe: situaçoes improvávéis, com a constante presença do músico como fator cômico, ao som bem pop.



Agora é a vez do hit “Hangover”, em que ele se apresenta junto com o famoso rapper Snoop Dogg. Seu roteiro dos últimos clipes ainda é seguido, mas o ritmo já tem algo de menos pop como das útlimas vezes, para agradar um público mais diferenciado, de todo o mundo.



Esses clipes são exemplos de uma característica bem perceptível no que se refere aos virais: de manter as pessoas atentas para não perderem nada interessante que vier, afinal, manter a pose de antenados é fundamental para as pessoas.

O sucesso do começo da carreira de Psy fez com que ele fosse reconhecido mundialmente, e assim, já despertasse o interesse e a curiosidade de milhares de pessoas pelo seu próximo clipe maluco.

Mas ele segue pelo caminho certo, o de continuar a martelar sua voz no ouvido das pessoas, afinal, um video viral é como um virus mesmo: vem rápido, mas se descuidar, vai mais rápido ainda. Resta saber se a continuação de seus videos significará a vinda de novos virais, ou apenas anuncios dos seus 15 minutos de fama se esvaindo.

Just risk it


Com a grande visibilidade do conteúdo produzido para as Mídias Sociais, atualmente as marcas vêm buscando cada vez mais formas de inovação para se destacar nesse meio. Para isso, uma das principais apostas são campanhas virais que caiam nas graças do povo e que se disseminem rapidamente, seja por causa de uma abordagem diferenciada ou uma grande produção. A criatividade tem sido um conceito chave para campanhas de Marketing Viral que, mesmo sendo uma estratégia de risco pelo seu resultado imprevisível, pode gerar também muita visibilidade para as grandes empresas.

Um exemplo de marca que tem usado principalmente o espaço online para se fazer vista é a Nike. Em época de Copa do Mundo, mesmo não sendo a patrocinadora oficial do evento - esse posto é da Adidas desde 1970 -, a grande empresa de artigos esportivos tem sido bastante comentada pelos fãs do futebol. A qualidade e criatividade dos vídeos de sua campanha mundial para a Copa, “Arrisque Tudo” (#riskeverything) chama mesmo a atenção. Através de produções grandiosas, a Nike se posiciona novamente diante o principal evento do futebol, sem poder usar nenhum material de propriedade da FIFA. Mesmo assim, consegue ser reconhecida pelos consumidores.


“Arrisque Tudo” foi lançada em abril, dois meses antes da abertura do evento, e essa semana ganhou sua terceira parte, a animação chamada “O último jogo”. O vídeo, que tem sido muito compartilhado nas redes sociais, com dois dias de exibição já possui cerca de 21.708.429 visualizações. A história mostra os talentos mundiais do futebol sendo lembrados que não há risco maior do que jogar sem arriscar.



Antes da animação, duas outras partes da campanha haviam sido lançadas. A primeira que deu o nome à campanha (e que não teve o sucesso esperado) e a segunda “Quem ganha Fica”, com grande repercussão: 74.413.535 visualizações em um mês.  
Segundo Davide Grasso, Diretor de Marketing da Nike, “Arrisque Tudo é sobre (...) se você estiver preparado para correr riscos, não há como prever o que você será capaz de fazer”.




Já no cenário nacional, a Nike é a patrocinadora oficial da Seleção Brasileira. A empresa tem investido na campanha “Ouse ser brasileiro” desde o ano passado, fazendo uso dos mesmos recursos midiáticos, porém dando maior destaque aos ídolos nacionais do Futebol e valorizando o nacionalismo.




Vimos que uma abordagem criativa influencia bastante o grande compartilhamento de um conteúdo e influencia até mesmo no sucesso de um próximo, como nos dois últimos vídeos da campanha “Arrisque Tudo”. Agora que já sabemos que #vaitercopasim (já está tendo) ficamos no aguardo para ver se a Nike continuará surpreendendo e chamando a atenção pelo seu conteúdo nas plataformas online.

In memoriam #selfie


Por: Mariana Morato

Os autorretratos se tornaram uma forte tendência a nível mundial nos últimos dois anos, eles são popularmente chamados de selfies e estão fazendo um grande sucesso na rede. Essas fotos surgiram das maneiras mais inusitadas possíveis e, porque não dizer também, que muitas vezes de forma “bizarra”. Algumas se tornaram virais e tiveram milhares e até milhões de compartilhamentos nas redes sociais, como o selfie do oscar, por exemplo, “estrelado” por astros de hollywood , do presidente Obama, também o selfie de uma garota em um funeral, ou ainda selfies de casais após terem relações sexuais.



Mas apesar dessa febre mundial parecer ganhar cada vez mais adeptos, fomos surpreendidos por uma notícia onde dizia ter sido decretada a morte do selfie. Sim,WebbyAwardsque é considerado o Oscar da internet decretou o fim dos autorretratos e fez um vídeo para o funeral. 



 O selfie provocou uma explosão de criatividade. Selfies incríveis surgiam e se tornavam rapidamente sucesso na internet. As pessoas realmente “tomaram gosto pela coisa”. Prova disso é que existem aplicativos, como o SelfieChallenge, e páginas em redes sociais como o facebook específicas para isso, reforçando sua popularidade e incentivando seu uso. 

Como muitas vezes as pessoas exageram, houve também um apelo pela moderação no uso desses autorretratos, pois uma mulher sofreu um acidente letal após ter postado um selfie. Pode ser que isso tenha criado um alarde, já estava ocorrendo um abuso por parte das pessoas que começaram a utilizar esse recurso em locais ou situações inadequadas, colocando até a própria vida em risco.

 Mas o que os internautas pensam disso? Alguém foi questionado? De onde surgiu essa decisão? É possível delimitar um tempo de validade para o selfie? A discussão ainda é recente e parece que a notícia ainda não ganhou grandes repercussões, mas devido à popularidade dos selfies é possível que se iniciem manifestações em redes sociais contra esse fim. 

Será mesmo o fim? Os internautas dirão.

Ouça a felicidade


Por: Leonardo Galesi

Ao pensar em publicidade, muitas marcas famosas surgem em nossa cabeça, e uma delas, com certeza, é a Coca-Cola. A empresa sempre nos surpreende com propagandas e ações inovadoras para promover seus produtos. Uma das mais famosas ações é a da “Máquina da Felicidade”: o consumidor, que ia até a máquina com a intenção de comprar apenas uma Coca, era pego de surpresa e recebia buquês de flores, balões, pizzas, lanches e Cocas de diversos tamanhos. A ação caiu nas redes sociais e se tornou um viral.


E, como é de sucessos que vive a empresa, não seria diferente com a ação liberada essa semana. O conhecido beep de supermercado é um barulho que para algumas pessoas chega a ser irritante, mas que para outras não tem relevância nenhuma, sendo mais um caso de som esquecido. Foi pensando nisso que a Coca resolveu mudar esse beep para algo um pouco mais interessante e que a promovia ao mesmo tempo: ao passar um produto da marca pelo leitor de código de barras, o som ativado era a musiquinha tão famosa da mesma. O resultado foi o esperado e sorrisos se abriram.

A grande genialidade está na simplicidade da construção e articulação: um pequeno som modificado prende a atenção das pessoas e os custos para a empresa são insignificantes. Ao trazer a ação para o cotidiano do consumidor, a marca se aproxima de maneira mais eficaz de seu público, mostrando que se importa com ele. A Coca-Cola passa diariamente a noção de que cuida de seu consumidor e está sempre trabalhando para melhorar seus serviços e produtos, tudo para deixá-los felizes.

E está aí o conceito da marca: a felicidade. Ao longo do vídeo, é possível perceber que tudo gira em torno dessa importante ideia que fundamenta todas as ações e propagandas da empresa, e que fundamenta o seu posicionamento: a Coca é uma bebida que abre sorrisos, que deixa os momentos ainda melhores, que traz a felicidade. E a marca trouxe a felicidade em forma de sorriso para uma simples compra de supermercado.

A proposta da Coca-Cola é justamente estar sempre presente na vida de quem compra seus produtos, e é desse modo que ela não se deixa ser esquecida, que ela não deixa sua popularidade cair. As ações sempre buscam aquela conexão com o cliente, pois é dessa maneira que a pessoa escolhe um produto seu ao invés de um da concorrência. A ação do beep nos mostra exatamente isso, a inovação é o que faz o cliente se interessar ainda mais pelas ações da empresa, que traz ideias simples com as quais ele se identifica. Podemos dizer que, em termos de publicidade, a Coca tem um pacote completo.



Seja mais que linda – apelo que funciona


Por: Maíra Gomes
Antes a mulher era vista e representada como quem cuida da casa e dos filhos, não questiona regras, não têm direito a dar opiniões; uma coadjuvante dos homens. Aparentemente, isto tem mudado. Hoje já as mulheres estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho e ocupando cargos de liderança. As meninas que antes se espelhavam nos modelos da mulher antiga e sonhavam em serem mães, donas de casa e ter um marido bonito e trabalhador para cuidar, hoje têm sonhos diferentes.

A representação da mulher atualmente vai além das donas de casa submissas (apesar de muitos comerciais, principalmente de produtos de limpeza e para casa, ainda trazerem elas nesse papel). A mulher agora é mais destacada por sua atitude, seu poder de sedução e sua aparência física. O destaque para o corpo é intenso e influencia os consumidores, principalmente os mais inocentes. Meninas que estão aprendendo a identificar o certo e o errado, descobrindo seu papel no mundo, olham para esse padrão exposto na mídia e acabam aderindo como um modelo.

Porém, a publicidade e aquilo que é exposto na mídia não é apenas uma maneira de influenciar a sociedade, mas também um reflexo da própria cultura e seus valores. É em um mundo que adere esses conceitos sobre a mulher que várias crianças estão crescendo e se formando.
Para alertar a isso, a marca de cosméticos The Body Shop Malasya lançou esta semana a campanha Be More Than Beatiful. Em cada um dos três vídeos, uma criança de 4 a 5 anos nos conta o que ela será quando crescer. Com sonhos chocantes para crianças tão jovens, como colocar silicone nos seios e ficar calada diante de injustiças, elas enumeram tudo aquilo que tem sido retratado como principais características da mulher, como a submissão e a superestima do corpo. Ao final, elas nos clamam para que as ensinemos a serem mais que bonitas, a serem fortes e inteligentes, para não acabarem se tornando tudo aquilo que disseram antes.

"Quando eu crescer, serei a menina mais bonita. Terei pernas longas e cintura fina.
Um closet cheio de roupas de marca, sapatos e bolsas. Se eu ganhar peso, não vou comer. Se meus seios não forem grandes o suficiente, colocarei silicone. Assim como as celebridades que adimiro. Se isso soa errado para você, pare de criar uma imagem irreal da beleza. Pare de me dizer que sou gorda, escura, baixa, ou que não sou boa o suficiente. Elogie-me pelas qualidades que importam. Como honestidade, coragem e compaixão.Elas me fazem muito mais do que bonita."



“Quando eu crescer, vou ser a favorita de todos. Serei educada, e deixarei que os outros liderem. Irei apoiá-los. E nunca dizer não. Não vou ofender ninguém ou questionar autoridade. Se alguém me derrubar, não vou dizer uma palavra. Se eu ver injustiça, vou ficar calada. Quando, no fundo, eu sei que é errado. Se isso o preocupa, ensina-me agora a lutar pelo que é certo. Encoraje-me expressar minhas opiniões, e ter coragem pelo que eu acredito. Mostrem-me que eu tenho uma voz, de modo que quando eu crescer, vou ser mais do que bonita. "


"Quando eu crescer, vou ser uma boa menina. Eu vou cruzar as pernas. Sentar-me direito. Ser suave, gentil e doce. Eu vou deixar você comer primeiro. Seguir as regras. Estar em casa antes de escurecer. Limpar para você. Eu nunca serei mandona ou agressiva. Eu vou parar de trabalhar quando tiver filhos. E se eu receber menos, não vou reclamar. Vou fazer tudo isso se você continuar a deixar que isso aconteça, se você não me ensinar agora a ser forte, independente e confiante, ou me encorajar  a acreditar em mim mesma, para que eu possa ser mais do que bonita. "

A marca segue os passos da Dove, tentando se desvencilhar dos padrões de beleza impostos pela mídia por meio de peças que apelam para a emoção. Ao comercializar produtos de beleza, seguir os estereótipos da mulher e de o que é belo seria o esperado, mas ao apontar isso como um problema na sociedade, The Body Shop demonstra preocupação social e inovação, aspectos muito valorizados atualmente.
 
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