Bate papo com Sandro Dias no Flugtag Brasília


No último Domingo,26, a CRIA marcou presença no evento Red Bull Flugtag realizado na margem do Lago Paranoá em Brasília.  Confira o post:

A competição envolvia 33 equipes dispostas a tentar voar em um projeto sem motor ou qualquer forma de propulsão que não seja o empurrãosinho dos amigos. Além da distância que o modelo alcançava depois de ser jogado há uma altura de 6,5 metros de altura, os critérios de avaliação consideravam também a criatividade e performance dos mesmos. Cenas hilárias foram presenciadas por mais de 50 mil pessoas no local.

Entre os outros 3 jurados (Maya Gabeira, Digão e Popó) estava presente simplesmente um dos maiores skatistas de todos os tempos. O hexacampeão mundial Sandro Dias, mais conhecido como "Mineirinho".
Logo antes de começar o evento, a CRIA teve a oportunidade de trocar uma idéia com a lenda para o blog.

O skatista nos disse que é sempre um prazer participar dos eventos Red Bull. Questionado sobre quantos já tinha ido ele afirmou já ter pedido a conta. Nos disse que é atleta patrocinado pela empresa de energéticos há mais de 11 anos e nesse tempo já pode presenciar vários. Não só no Brasil, mas no mundo inteiro. 

Perguntei o que ele acha sobre conceito que a Red Bull dá para os eventos e ele respondeu: "A Red Bull sempre tenta fazer coisas diferenciadas de tudo que é normal as outras. O padrão mínimo que eles exigem, seja de diversão ou de qualquer outra coisa, é muito legal. É sempre uma coisa muito bem feita. Quem tiver a oportunidade de ir a um evento Red Bull pode ter certeza que será muito bem produzido e bacana".

Tentando entender o que representava aquela parceria de mais de 11 anos perguntei: Todos sabemos que a Red Bull é reponsável por vender muito mais do que um simples produto, ela vai muito além disso. É responsável por vender um estilo de vida que muitos jovens amantes dos esportes se encaixam. Você acha que se encaixa nele?
Mineirinho respondeu com um sorriso: "Eu acho que eles acham que eu me encaixo... estou com eles há mais de 11 anos. Então acho que durante todo esse tempo minha cara acabou se transformando também em um produto da Red Bull".
Voltando para o evento prestes a acontecer perguntei se ele já havia sido jurado alguma vez antes e ele nos disse que tinha sido pela primeira vez no Flugtag de São Paulo em 2006. Afirmou novamente estar super feliz de estar alí naquele domingão.


Perguntei como skatista, em que as suas habilidades poderiam o ajudar na hora da avaliação das equipes. Sandro Dias respondeu: "Acho que é um evento mais de diversão né? O skate precisa também de muita criatividade na hora de criar manobras... além do fato de o skatista nunca deixar de se divertir e divertir o público que o acompanha. Algo que espero que aconteça aqui hoje".

 E aconteceu, o evento foi sucesso de puro entretenimento.

O que rolou no Flugtag Brasíia!


A 4ª edição brasileira do Red Bull Flugtag aconteceu no domingo, dia 26 de agosto, em Brasília na Concha Acústica, na margem do famoso Lago Paranoá. Com o céu aberto e a expectativa de um grande público, a equipe da Red Bull (com cerca de 1800 pessoas na organização) deixou todos animados com o evento. Com a atração marcada para iniciar às 10 horas, logo após a abertura dos portões (às 08h30min), o público já chegava com muita disposição à procura de um bom lugar para assistir os voos (ou quedas) das aeronaves. Segundo a Polícia Militar do DF, o evento reuniu cerca de 54 mil pessoas. Com apresentação de Márcio Garcia e Tatá Werneck.


Para quem ainda não sabe bem como é, a competição se baseia em uma disputa entre diversas aeronaves (sem nenhuma forma de motor ou impulso, que não seja o da ajuda dos colegas de equipe) construídas por cada equipe. O grupo deve fazer uma performance antes do piloto entrar no avião, que parte de uma rampa com 6,5 metros de altura e cai na água (no caso, dentro do lago Paranoá). Os participantes são avaliados em três quesitos: criatividade da máquina, performance e distância que a aeronave percorreu antes de cair. Os jurados dessa edição foram: Maya Gabeira, sufista de ondas grandes, Sandro Dias, skatista, Popó, ex-lutador de boxe, Digão, guitarrista dos Raimundos e Lucas Moll, comediante.



A disputa foi acirrada, mas quem ganhou o grande prêmio (um salto de pára-quedas e um ano de Red Bull) foi a equipe “Tron”. Formada por um grupo de amigos, a equipe alegou que o prêmio veio devido ao conhecimento aéreo dos participantes, uma vez que possui integrantes pilotos e mecânicos de aeronaves e helicópteros. O avião vencedor foi baseado no filme TRON, assim como a performance e a roupa dos participantes.


O segundo lugar ficou com a bem-humorada equipe “Los Entregadores”, que fizeram sua aeronave em forma de pizza, com os integrantes fantasiados de cozinheiros. De acordo com os participantes, o formato do avião foi escolhido em homenagem à cidade de Brasília, onde “os acontecimentos acabam em pizza”.


O terceiro lugar do pódium ficou com a equipe belo-horizontina “Jato Capitão Planeta Corneteiro”, que fez a aeronave em forma de um avião de papel e tinha os participantes fantasiados de animais (veja em um dos posts abaixo, a entrevista da equipe feita no dia anterior ao evento).


Continuação - CRIA no hangar do Red Bull Flugtag Brasília


Continuando com o papo no hangar da equipe de cobertura da CRIA com as equipes competidoras do Red Bull Flugtag surgiram vários momentos descontraídos.

A equipe “Tu Tubarão do cerrado”, de Brasília, liderada pelo piloto Elton Augusto Peres, 25, veio com uma mensagem ecológica no mínimo interessante. Questionado em entrevista sobre o orçamento da “aeronave” que pesava quase 20 Kg a equipe afirmou que gastou apenas 100 reais com o projeto. Sendo ele todo revertido em vodka, já que a matéria prima da máquina era toda de origem reciclada. Com bom humor eles explicam o gasto só em vodka com o fato do energético eles já terem ganhado em Brasília.
Apesar do tom de diversão, eles juram que vieram com fortes objetivos. Segundo Elton a meta é voar 80 metros de distância, mais de 10 acima do recorde mundial. Tirando onda, disse que esperam repetir essa marca conquistada nos treinos. Intrigados perguntamos o porquê dessa convicção dizendo que é a uma marca muito expressiva. Eles afirmaram: “É, a gente desenhou para isso mesmo”.


Conversando um pouco mais descobrimos uma equipe com histórico vencedor. Os integrantes de Belo Horizonte da “Red Bule Uai sô team” foram campeões do recente Red Bull Soapbox que aconteceu na praça do papa. Questionados sobre a expectativa de voo o piloto André Diniz Ferri, 21, disse: “A performance vai ser muito boa. Cenas muito fortes estão por vir. Tirem as crianças da sala! É muito perigoso me ver de maiô”.
Quanto ao orçamento nos disseram que foi em torno de 1200 reais, todo patrocinado pela empresa Renovar ventilação, de um dos integrantes. “A gente mesmo faz tudo, solda e pinta. Além da arte”. Perguntamos se ele tinha medo de água fria e a resposta foi uma pérola: “Tenho nada, a gelada que eu tomo da minha mulher todo dia é bem pior”. Em tom de brincadeira, contamos com isso, André disse: “Posta isso que eu fico sem mulher, em?!”. 


Para finalizar, no hangar de preparação do voo trocamos um papo também com a equipe de Uberlândia “Capitão planeta”. Composta por designers do estúdio Farândola (farandola.com.br) o modelo foi um dos poucos que não apresentavam asas – “Asa é um negócio supérfluo para a gente”. Questionados quanto à meta no ar disseram que esperam voar dois milímetros, mas que o grande objetivo era o piloto continuar vivo.
Sobre a situação da empresa no meio dessa loucura de evento a equipe nos disse que praticamente parou um funcionário – Diogo – por uma semana no estúdio de design. Os outros só viam o avião se formando por foto, se estava “assim ou assado” e de fato mesmo só quando já estava pronto. Um dos membros disse “Gabriel não sabia se trabalhava para pagar as despesas do mês ou do avião”.



No Facebook: a interatividade como estratégia


(foto de capa da página do Guaraná Antártica no Faecbook)

Domingo, dia que muita gente não gosta de interagir com ninguém, preferindo ficar o dia inteiro desmaiado no sofá, estou aqui para falar de interatividade. Mas, calma. A interatividade que eu estou falando é aquela que basta um curtir ou um compartilhar, basta, no máximo, uns 2 cliques!


Em outro post meu aqui falei da importância da interação com o consumidor por meio de promoções, campanhas. Para falar disso, até citei aquela campanha da Ruffles em que qualquer um poderia criar um sabor pra batata da onda.
Hoje, vim comentar um pouco do que as marcas andam fazendo em suas fan pages pra conquistar curtidores e ganhar compartilhamentos. Dando uma pesquisadinha, encontrei que, no Brasil, entre as páginas mais curtidas estão a do Guaraná Antártica, a da Skol, a da L’oreal Paris Brasil e por último a do Vagalume. Com exceção da L’oreal Paris Brasil, todas as outras páginas citadas comemoram as curtidas recebidas e tem em suas fotos de capa os números que indicam a conquista de ter milhões curtidas. Bacana, né?

É interessante perceber que mesmo no Facebook, tem como uma página ser pouco interativa, caso não envolva, de certa forma, os usuários na produção de conteúdo.
Isso pode ser alcançado não atualizado com determinada frequência ou, por exemplo, não respondendo possíveis questões trazidas pelos fãs. Esse tipo de página envolve a chamada one-way communication, que é informativa por natureza e que não pede por uma resposta, um feedback dos usuários (definição retirada do livro The Political Competence of Internet Participants, de Henrik Serup Christensen e Åsa Bengtsson).
O que percebo dessas páginas é que elas se mostram interativas no que diz respeito ao conteúdo: porque elas não são meramente descritivas dos produtos/serviços a que se referem e também porque envolvem assuntos relacionados ao imaginário do que se considera rotineiro para as pessoas (não falando só do produto/serviço). O que, nas postagens dessas páginas, faz referência à marca pertencente é a padronagem seguida pelos spams (mesma tipografia, mesmo background, etc), característica marcante dos spams do Guaraná.

A fan page do Guaraná Antártica é a página brasileira com mais curtidas, ultrapassando os 7 milhões. E o conteúdo que ela posta também perpassa por essas situações do cotidiano, assim como das combinações perfeitas (“Deu vontade? Compartilha”, "Compartilha pra provocar a galera" e outras chamadas): Guaraná com pizza, com feijoada.. fica até difícil não curtir, hein?


Ah, e não podia me esquecer do mais novo perfil (e que alcançou mais de 1 milhão de curtidas em um mês) de sucesso do Facebook: pra quem ainda não conhece, estou falando da Gina Indelicada que é um exemplo de que a interatividade no Facebook dá certo: além de compartilhar imagens de diálogos da embalagem de palitinhos, o responsável por atualizar essa página, Rickk Lopes, faz várias atualizações por dia. Sem contar que conta com um conteúdo descontraído, com uma linguagem super acessível, o que também é uma dica para se manter próximo aos curtidores.
Lembrando que Rickk Lopes ainda não tem nenhum vínculo com a marca, mas já foi chamado para uma conversa com os executivos da Rela Gina.
(foto de capa da Gina Indelicada no Facebook)

CRIA nos bastidores do Red Bull Flugtag Brasília



Durante a tarde, nós fomos ao Hangar, onde as 33 “aeronaves” que competirão no Flug Tag amanhã estão estacionadas. As equipes estavam fazendo os retoques finais em seus aviões e tivemos a oportunidade de bater um papo com todos e tirar algumas fotos para mostrar o clima empolgante que estava na garagem. Em um ambiente descontraído, com várias brincadeiras, música alta o tempo todo e, claro, Red Bull à vontade, separamos aqui alguns dos melhores trechos das nossas conversas com os participantes.

A equipe Jato Capitão Planeta Corneteiro de Belo Horizonte é formada por amigos de longa data. Co um sorriso no rosto um dos integrantes nos narrou que a “grupo de zueira” começou com 5 amigos solteiros. Aos poucos os parceiros foram casando o que fez ampliar cada vez mais o círculo de convívio. Hoje contam com mais de 60 membros. Bem humorado a equipe diz que de certa forma trocaram a cervea que regava os encontros e festa pelas mamadeiras dos filhos.

A equipe fez a aeronave em formato de um avião de papel. Sobre isso o piloto disse: Quem nunca sonhou em voar ne um avião de papel? Amanhã eu vou subir em cima de um e voar”. Quando questionada se houveram testes prévios, replicaram: “Só de resistência! Sentei em cima e ele resistiu, tá valendo!”.



A equipe Cadengues de Brasília composta pela equipe de criação de uma agência de Publicidade tem sua aeronave em forma de um mosquito da dengue. Com os copilotos vestidos de produtos de combate ao inseto.
 Após voltar do reconhecimento da rampa de decolagem, conversamos com a piloto da equipe, Cecília Crespo, e perguntamos o que a deixava mais nervosa, ela respondeu: “Antes, era a água fria, mas agora que vi a pista lá de cima, a altura também virou um problema!”. Sobre a existência de expectativa para o voo ela afirma convicta: “Claro que sim, 3 metros de distância.” Ao ser questionada sobre a distância, sendo que o recorde é de quase 70 metros, respondeu: “Não quero bater o recorde! O que esperamos é mesmo os 3 metros!”



A equipe VACA também de Brasília fez uma aeronave como o nome mesmo diz. Quando perguntamos sobre o orçamento de mais de mil reais, responderam: “Não pesou nada, quem pagou foi a mãe de uma de nossas integrantes”. Perguntamos sobre o patrocínio e brincaram: “Não bem um patrocínio, foi mais como um ‘mãetrocínio’.”


Estamos a cada vez mais ansiosos na espera do evento amanhã, com a empolgação que sentimos dos participantes e com a grande estrutura providenciada pela organização. Em breve mais trechos de entrevistas.
 
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