Visitando o Castelo Mágico



O Castelo Rá-Tim-Bum foi o programa educacional de maior audiência da TV Cultura na década de 90. A série conta a história de Nino, um garoto de 300 anos, que vive com seus tios bruxos – Dr. Victor e Morgana – em um castelo mágico com animais que falam e seres fantasiosos. Ao sentir-se solitário, Nino atrai, por meio de um feitiço, três crianças, Pedro, Biba e Zequinha, para viverem diversas aventuras e descobertas no Castelo. O programa também possuía quadros didáticos entre as cenas que podiam ou não ser ligados ao tema específico de cada episódio.

Para a realização de seus 90 episódios o Castelo Rá-Tim-Bum contou com uma enorme produção para a confecção dos cenários, caracterização e fabricação dos personagens, envolvendo 6 mil horas de gravação, mais de 3 mil horas de edição, 800 figurinos e uma equipe de 250 profissionais.






















A série infantil completa, no ano de 2014, 20 anos desde sua estreia, e, em comemoração, o MIS (Museu de Imagem e Som) de São Paulo, montou uma grande exibição com aspectos históricos e artísticos do programa, expondo peças originas e o ambiente lúdico característico da série. A mega exposição é divida em duas partes, a primeira com peças do acervo, objetos das cenas, fotografias e figurinos. Já na segunda, o visitante consegue, literalmente, visitar o Castelo, podendo conhecer o saguão, o quarto da Tia Morgana e a famosa biblioteca, sendo, até mesmo, recebido pelo próprio "Nino". Além de tudo isso, o público ainda pode ver de perto os bonecos originais do programa, como o monstro Mau, a cobra Celeste e as botas Tap e Flap.



O Castelo Rá-Tim-Bum foi um grande sucesso de 1994 a 1997 e, por sua divulgação em um canal aberto, foi capaz de alcançar diversas crianças. Já hoje em dia, com a crescente perda do espaço da TV para outras plataformas online, os programas infantis têm ficado cada vez mais escassos nos canais de circulação gratuita. Sendo assim, a falta de interesse somada a falta de espaço na televisão faz com que seja cada vez mais difícil o surgimento de um novo grande sucesso como foi o do Castelo.

Confira mais imagens dessa linda exposição aqui!
Assista também à esse documentário incrível sobre o programa!

PS: O Cria Plano inteiro chora com a exposição longe de nós!

"Old but gold"


No dicionário diz: "Retorno a estilos do passado, sugerindo a tentativa de recuperar glórias de outras épocas ou de outros povos."  Mas o que isso quer dizer pra comunicação? Pra publicidade?

Como já dito aqui no blog, são várias as formas de tendências (confira aqui), e o Retrô, dentro dessas classificações, se encaixa como uma “mania”, ou seja, já é uma tendência que dura há alguns anos e, assim, já é consolidada o suficiente para abranger a publicidade e o design de forma mais “duradoura”.

Gráfico que indica a quantidade de busca da palavra "retrô" no Google.
Mostrando que começou a crescer mais ou menos em 2006 e desde então não parou,
tendo alguns picos mas no geral não caiu.
Essa tendência está bem ligada a uma outra, a de “nostalgia”, pois é esse sentimento nostálgico que faz as pessoas terem mais interesse em coisas antigas, coisas vintages. Assim, ele funciona para designar o "old fashioned" ou velho, sendo algo "eterno" ou "clássico". É uma tendência muito ligada à moda, por se tratar da valorização de uma peça que tenha outro estilo visual, e muitas vezes de fabricação, que é antiga.

Mas esse apelo ao retrô em termos de produtos aparece muito por seu design e atualmente vemos sua força de inspiração para produtos mais duráveis, como, por exemplo, eletrodomésticos e carros. Para isso acontecer, a tendência tem que estar muito bem consolidada e já ter passado por vários outros produtos e campanhas para constatar a sua adesão pelo público-consumidor.

Refrigerante Itubaína
Carro da Volkswagen: New Beetle (conhecido como "o novo fusca")
Frigobar da Brastemp, lançado em 2007
O retrô remete a uma época que abrange os anos 50, 60 e 70, e está bem ligado ao seu estilo: é uma forma de ver o mundo de uma outra perspectiva. Sendo assim, tal estilo pode estar ligado não apenas a esses bens de consumo já apresentados, mas também às roupas, ao penteado, à decoração da casa, ao gosto musical, ao gosto cinematográfico, aos ídolos e inspirações e assim por diante.

                                 

                               

Desfile de Alexandre Herchcovitch na São Paulo Fashion Week
de 2013 para colação de inverno de 2014.
                                 

Falando um pouco sobre o estilo retrô em si: ele aposta em coisas coloridas e combinações bem vivas com cores sólidas e fortes, como o laranja, o amarelo e o verde combinados ao preto, branco e vermelho. Além disso, os móveis seguem uma linha com formas largas e longas, beiradas suaves e arredondadas, além de material cromado com superfícies lisas e brilhantes, características tais que podemos notar nos produtos como carros e eletrodomésticos que aderem o retrô hoje em dia. Já nas decorações é comum vermos muitos padrões floridos, tie-dye e psicodélicos abstratos, além de texturas trabalhadas em felpo, vinil, rendas e veludo (o que vale muito para as roupas), que são outros aspectos marcantes desse estilo.

Não podemos deixar de falar também das figuras icônicas que marcam o retrô: famosos do cinema e da música, estampados nos produtos como exaltação do estilo de vida que se vivia, algo bem característico daquela época que o retrô resgata.

"Rosie, the Riveter" personagem criada na década de 40 para incentivar o trabalho feminino.
Se tornou símbolo do movimento feminista.
Atriz Marilyn Monroe
Atriz Uma Thurman fazendo a personagem Mia Wallace
no filme Pulp Fiction (1994) de Quentin Tarantino
                                    

                         

Apesar de ser antigo, hoje em dia a consolidação dessa tendência mostra: é sim moderno ser retrô. Ao mesmo que tempo que ele contraria o "newism", ele adere: misturando o antigo ao novo, fazendo produtos altamente tecnológicos e modernos mas ao mesmo tempo com um design que remete ao antigo. E você, arrisca o que nessa tendência?

O Novo, de novo.


Você já trocou de celular este ano? E as redes sociais que você costuma acessar, são sempre as mesmas, ou quando surge uma nova você vai correndo testar para saber como ela é? Respostas a essas perguntas são apontadas por uma tendência de mercado e de consumo que surge e se desenvolve com força total, o Newism.



O Newism se explica pela vontade do consumidor de adquirir e desfrutar de novos produtos ou serviços. É, em suma, o desejo por novidade. A questão da aquisição de novos equipamentos em um curto espaço de tempo, já foi discutida pelo conceito de obsolescência programada, onde as marcas fabricavam produtos com um curto tempo de vida útil, obrigando os consumidores a comprar novas peças. A diferença entre obsolescência programada e o Newism, é que no primeiro caso, as compras eram feitas por necessidade de um produto novo, já no segundo, não há uma necessidade real, e sim a vontade de adquirir algo inovador, dispensando, assim, um produto de qualidade e em pleno funcionamento, somente pelo anseio de possuir alguma coisa diferente.

Não é difícil encontrar exemplos que comprovem essa tendência que se firma cada vez mais com o tempo. Temos o aplicativo Instagram, que em menos de um ano alcançou 10 milhões de usuários, e que agora compete com novas redes sociais que surgem a todo momento, como Snapchat e Vine, tendo que buscar alternativas e atualizações para chamar a atenção de seu público. Outro exemplo são as marcas de smartphones, que costumam lançar semestralmente, ou anualmente, seu novo top de linha, com algumas features que o diferencia de seu antecessor, como o Touch ID do iPhone 5s, ou o Knock On do LG G2.

Touch ID

É a partir disto que surge o desafio das marcas, inovar em um curto espaço de tempo, para oferecer produtos ou serviços que cativem o consumidor. E aí, qual será a próxima novidade? Espera só que o criaplano.com vai trazer uma quentinha para você!


Sim Pepsi, é só você querer...




Você não se assusta quando vê aqueles artistas que você mais gosta fazendo uma propaganda super produzida para a Pepsi? Os comercias da Pepsi são sempre bastante elaborados e os protagonistas são sempre aqueles artistas super badalados no cenário mundial. Porém, não sei se você já percebeu, mas quase sempre esses comerciais são com artistas estrangeiros, e os comerciais são em inglês né? Ou seja, muitos que passam aqui no Brasil, são readaptações de comerciais vinculados lá nos EUA.

Michael Jackson, Madonna, Britney Spears, David Beckham, Lionel Messi. Isso é só uma pequena parte da lista de estrelas que a Pepsi já utilizou em seus comerciais nos Estados Unidos. Há muito tempo que a Pepsi aposta nessas grandes celebridades para a valorização da sua marca e muitas vezes chega a bater aquele refrigerante que se diz como maior de todos e que “abre a felicidade”. Dois exemplos marcantes são o comercial do ídolo pop Michael Jackson na década de 80 e o clipe-comercial das cantoras pop Britney Spears, Beyoncé e Pink.





O Twitter é uma outra forma bastante produtiva para o Marketing da Pepsi. O refrigerante vence aquele outro, no número de seguidores. O engajamento das páginas é semelhante, porém a Pepsi, mesmo postando menos da metade de tweets do que o outro refrigerante, a marca ainda possui mais seguidores. Porém isso ocorre no perfil mundial da marca. No Brasil, a história é diferente.




A página apresenta um engajamento muito menor, em razão disso, a empresa não consegue a mesma popularidade em sua página. A concorrente possui nada mais do que 7 vezes o número de seguidores da Pepsi, o que só revela que a imagem da marca não é a mesma do que nos Estados Unidos, principalmente.

Está aí uma oportunidade. Se isso deu certo nos Estados Unidos, por que não aqui no Brasil? Sim, o público é um pouco diferente, mas se o engajamento na página for maior, com certeza isso trará bons resultados à marca. Isso é exemplificado pelo sucesso estrondoso da campanha “Pode Ser? ” aqui no Brasil. A estratégia de não bater de frente com a líder dos refrigerantes e reconhecer que a marca aqui no Brasil é uma alternativa e não uma unanimidade. 

A Pepsi pode ser muito mais do que apenas o “Pode Ser?” aqui no Brasil. Se essa estratégia deu certo, a empresa já descobriu um caminho. Será realmente esse o caminho a seguir? Ou será que é melhor bater de frente mesmo? Não se tem uma resposta. Mas a gente já viu o resultado dos dois posicionamentos tomados. Agora é aguardar, porém o que fica é que a Pepsi pode mais e até desbancar aquela grande empresa. E aí Pepsi, pode ser?  

Abra a Felicidade


Quem nunca se encantou com uma das propagandas da Coca ou morreu de vontade de uma latinha gelada ao vê-la?

A empresa já é líder consolidada dentro do mercado brasileiro, assumindo a segunda posição de marca mais forte no país segundo pesquisa da BrandAnalytics. Sendo assim, a publicidade realizada não se propõe somente a obtenção de lucro, uma vez que esse já é enorme. Ela visa também à reafirmação da imagem da marca perante seu público contribuindo não apenas para os produtos em si, mas também para a associação das ações com o slogan “Abra a Felicidade”.



Diferentemente de outras empresas que apostam apenas na publicidade convencional, como os comerciais e os outdoors, a Coca foge do padrão. Ela explora a ideia de felicidade, do seu slogan, ao se aproximar do público com as diversas ações que realiza provocando diversos sorrisos e criando identificação e empatia com a marca. A realização de ações como o Happy Beep, A Máquina da Felicidade, o The Friendly Twist e o Coca-Cola 2nd Life, bem como a colocação de nomes próprios as latinhas, gerando identificação do público, são exemplos de como a marca traz as pessoas para perto de si e as fazem mais felizes.

A Coca está tão inserida na realidade cotidiana que é característica marcante do Natal, já que adaptou o Papai Noel para o que conhecemos hoje e estabeleceu o vermelho, cor mais característica da data. Além disso, a marca tem grande destaque em eventos como a Copa do Mundo, já que é uma das parceiras da competição e se faz presente em toda a sua divulgação, criando campanhas e músicas para esse acontecimento, além de personalizar suas latas, como as da Copa que possuem Coca-Cola escrito em diversos idiomas.

A grandiosidade da Coca-Cola é inegável, por isso ela se mostra a frente de suas concorrentes. E grande parte disso é responsabilidade da inovação da empresa em suas ações publicitárias, o que nos deixa uma boa pergunta: qual será a próxima inovação da Coca?
 
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