No meio de 2009, um passageiro da United Airlines, empresa aérea dos EUA teve seu violão quebrado no bagageiro, por conta da falta de cuidado dos carregadores.
Dave Carroll o dono do violão Taylor de 3.500 dólares processou a empresa. Passado mais de um ano da raiva, resolveu protestar de maneira criativa. Fez uma música.
A canção United Breaks Guitars (United quebra guitarras) foi para o youtube e foi assistido por mais de 8 milhões de pessoas do mundo inteiro. O pessoal não perdoou a United nos comentários, um terror para qualquer marca.
A empolgação foi tanta que o cara fez mais dois outros songs “enaltecendo” a United.
A empresa então, mandou uma carta para Dave oferecendo uma nova guitarra. Dizem que o estrago que a música causou foi tão grande, que as ações da companhia aérea teriam caído.
Há algum tempo, escolher em qual mídia publicar um produto ou serviço para atingir o seu público era bem mais fácil. Não existiam tantos canais de comunicação, milhares de redes sociais, televisão nos ônibus, entre diversos outros meios.
Com a multiplicação das maneiras de se divulgar um produto, destacando, principalmente, as mídias digitais, a escolha se tornou bem mais complicada. Mas, ao mesmo tempo, atingir um público específico ficou mais fácil. Como são muitas as diferenciações, é possível identificar melhor a segmentação que você quer alcançar. As estratégias deixaram de ser tão gerais e se focalizaram.
Assim, muitas vezes não é necessário investir milhões em uma mídia para chegar ao seu objetivo. Escolher a certa para o seu público pode ser muito mais eficaz e barato do que passar um comercial no meio da novela das oito. E, lembrando que mídia é um dos maiores orçamentos de marketing, um erro pode custar muito caro.
Contudo, também devemos pensar que cada caso é um caso. Não podemos achar que nunca é necessário comprar um espaço de maior valor. Algumas vezes isso é realmente o mais adequado a se fazer e é aí é que entra o conhecimento e a experiência para saber diferenciar cada situação.
Como ia dizendo no último post, não é só o apelo emocional que faz sucesso em tempos de Copa do Mundo. O humor, por exemplo, é uma tática comumente usada, especialmente em países de população descontraída e bem humorada como o Brasil.
O brasileiro, convenhamos, já adora tirar um sarro com a cara do outro. Se o assunto é futebol então, vira festa. Melhor ainda é quando em números ele é incontestavelmente superior aos seus rivais...
Está aí a receita certa para a publicidade com bom humor. Nesta copa de 2010, o mote tem sido tirar sarro com a Argentina, como vem fazendo, por exemplo, a Skol
O plano da Skol de se vender zuando os hermanos, porém, se consolidou no comercial de sua latinha promocional que grita "Pentacampeão!"
Os queridos hermanos devem saber que não é nada contra eles. Brasileiro é assim, meio debochado mesmo. Eu mesmo vi no twitter que a Skol deveria lançar uma latinha que falasse "Dunga burro"!.
Enfim, não é realmente apenas por conta dos argentinos que fazemos publicidades bem humoradas nas copas. Se vocês não se lembram, em copas passadas, quando ainda era permitido o uso de mascotes em campanhas publicitárias de bebidas alcólicas, a Brahma e sua tartaruga deram um show de bom humor, antes e depois da copa
A questão aqui é saber usar como usar humor para trazer o público para o seu lado. Além disso, é sempre bom ressaltar que marcas que vão além das fronteiras de um país tem que tomar muito cuidado com o deboche de rivais, afinal, com a internet qualquer um tem acesso à tudo em qualquer lugar do mundo...
O Empreendedorismo é vital para qualquer empresa ou negócio. Ele é, basicamente, uma forma especial e inovadora de se dedicar a uma atividade, principalmente na geração de riquezas, transformando conhecimentos e bens em novos produtos. Pesquisando alguns sites e blogs de Comunicação, encontrei um case de empreendedorismo sensacional. Resolvi compartilhá-lo. Um grupo de alunos de um curso intensivo de Empreendedorismo da Universidade de Stanford, na Califórnia, foi submetido a uma tarefa-concurso pela professora Tina Seelig. Os grupos tinham que encontrar maneiras de multiplicar ao máximo o valor disponibilizado a cada um deles: cinco dólares. E mais: tinham duas horas para executar o que planejaram e 3 minutos para a apresentação. O grupo vencedor, ao discutir o que fazer, chegou à conclusão que os cinco dólares não davam para quase nada e estavam se tornando um empecilho à tarefa. Começaram a pensar no que eles tinham ao seu favor: conheciam muita gente de grandes empresas. E o que essas pessoas precisavam que eles podiam oferecer? TEMPO! Eles tinham três minutos da apresentação em frente à classe. Eles ofereceram a uma empresa a venda desse tempo para ela se apresentar aos alunos e mobilizar e recrutar estudantes altamente qualificados para trabalharem na empresa, já que essa era a sua maior carência. Eliminaram barreiras, identificaram necessidades e reconheceram oportunidades. O resultado foi surpreendente: conseguiram 655 dólares sem utilizar os cinco disponíveis.
Cada vez mais as empresas exploram o Marketing Viral. Essa estratégia consiste em lançar mensagens nas redes sociais que sejam passadas adiante, gerando uma verdadeira epidemia. Para tal, é preciso que as mensagens sejam atraentes, de forma que as pessoas tenham interesse em compartilhar. A volta do boca a boca na Internet leva a um grande aumento da visibilidade das marcas, como aconteceu com o famoso vídeo no Youtube em que Ronaldinho Gaúcho aparece chutando bolas na trave. De um dia para o outro, milhares de acessos e outros milhares de comentários sobre a Nike.
Aparentemente simples, a tarefa de publicar vídeos, imagens e textos que chamem a atenção deve ser muito bem planejada. Um case de insucesso por falta de planejamento foi o recente rumor da chuva de Twix em São Paulo. O personagem Nicolau Lourenço Ribztein Pinto, criado no blog da marca, anunciava sinais da inusitada chuva:
Mensagens enigmáticas foram amplamente difundidas em blogs, Twitter, Facebook, e Youtube. Algumas mensagens apenas diziam a data (30/05), horário (14h), lugar (Av. Paulista, 1230) e um aviso para levar guarda-chuva e chegar com antecedência de trinta minutos.
O misterioso fenômeno foi um viral e tanto na Internet. Ao que parece, as pessoas foram mais infectadas do que o planejado. Na hora do evento, a tão prometida chuva foi uma distribuição manual e desigual dos chocolates misturados a um grande número de papel picado. Muitas pessoas nem conseguiram acessar o local, controlado por medidas de segurança. A agência responsável pela campanha ainda disse que houve falha em um dos canhões distribuidores do chocolate.
O que choveu mesmo foram críticas. Diversos blogs e tweets comentaram o assunto, com uma página de protesto criada só para isso. A hashtag #chuvadetwixfail foi muito utilizada no Twitter, assim como a tag #chuvadetwix, que entrou para o Trending Topics Brasil no mesmo dia da chuva.
O erro dos responsáveis foi superestimar o evento e subestimar o potencial virulento da Internet. Para a marca, ficaram apenas a imagem negativa e a dica para a vida: planeje muito antes de contagiar as redes sociais com um vírus.