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Vida longa ao rádio!

Toda a tecnologia que possuímos hoje em dia é suficiente para que subestimemos o que o rádio pode fazer. Muitas vezes nos esquecemos de que ele é, também, um meio pelo qual podemos difundir informações e alcançar milhões de pessoas. Foi essa a conclusão a que cheguei após encontrar um vídeo muito interessante de um case que foi bastante premiado no Festival de Cannes deste ano. Trata-se de uma campanha feita pela DDB Colômbia.
Como resultado do conflito armado da Colômbia, mais de 79 pessoas ainda estão sequestradas. 16 são militares e policiais e alguns foram mantidos em cativeiro por mais de 12 anos, só podendo ver e ouvir o que as quadrilhas de sequestradores permitiam. As forças armadas da Colômbia precisavam falar diretamente com seus homens e o fizeram através do único meio possível: o rádio. Utilizando-se de uma música – que vai além de simples letras e arranjos – foi possível se comunicar com eles.
Quando vi o vídeo, me emocionei, e não duvido que quem o vir também fique sensibilizado como eu:


É por isso que eu digo e repito: vida longa ao rádio, ele ainda tem muito a nos oferecer!

A importância da escolha certa


Há algum tempo, escolher em qual mídia publicar um produto ou serviço para atingir o seu público era bem mais fácil. Não existiam tantos canais de comunicação, milhares de redes sociais, televisão nos ônibus, entre diversos outros meios.

Com a multiplicação das maneiras de se divulgar um produto, destacando, principalmente, as mídias digitais, a escolha se tornou bem mais complicada. Mas, ao mesmo tempo, atingir um público específico ficou mais fácil. Como são muitas as diferenciações, é possível identificar melhor a segmentação que você quer alcançar. As estratégias deixaram de ser tão gerais e se focalizaram.

Assim, muitas vezes não é necessário investir milhões em uma mídia para chegar ao seu objetivo. Escolher a certa para o seu público pode ser muito mais eficaz e barato do que passar um comercial no meio da novela das oito. E, lembrando que mídia é um dos maiores orçamentos de marketing, um erro pode custar muito caro.

Contudo, também devemos pensar que cada caso é um caso. Não podemos achar que nunca é necessário comprar um espaço de maior valor. Algumas vezes isso é realmente o mais adequado a se fazer e é aí é que entra o conhecimento e a experiência para saber diferenciar cada situação.

Mídia Dados 2009

Como todo bom planner, nós da CRIA estamos sempre buscando exercitar e aprimorar nossos métodos de pesquisa. O próprio CRIA Plano é um reflexo disso. É consenso no núcleo que um dos maiores benefícios que o blog traz pra gente é o estímulo a pesquisa e o aprendizado.

Para isso a gente recorre a várias ferramentas. Buscamos treinamentos, como o de questionários que tivemos em outubro, recorremos ao nosso referencial teórico, fazemos o que chamamos de tema semanal (quando um membro fica responsável por pesquisar algum tema predefinido e trazer para o núcleo um texto sobre o assunto para que todos leiam e discutam), entre outras maneiras que herdamos de outras gestões ou que trazemos nós mesmos.

Uma coisa que estamos começando a explorar melhor atualmente, é o Mídia Dados, uma espécie de catálogo de mídias revisado anualmente pelo Grupo de Mídia de São Paulo e que atualmente está disponível na internet nesse endereço aqui http://midiadados.digitalpages.com.br/home.aspx

No Mídia Dados nós temos informações sobre as mais variadas mídias disponíveis, como elas funcionam, qual seu público, entre outros dados e matérias sobre essas mídias.

Enfim, o Mídia Dados é uma fonte de informação e de pesquisa excepcional e que pode auxiliar muito a vida não só dos mídias, para quem ele é originalmente destinado, mas também dos planners, como é o nosso caso na CRIA.

Planejamento desde o site

Sites hoje em dia são uma das principais ferramentas de comunicação entre empresa e cliente. Então porque não planejá-los e colocá-los em consonância com o conceito de comunicação da empresa?
Isso é fundamental, afinal, para muitos, o site será a primeira, principal e até única forma de conexão com a empresa. E não é só o layout que tem que adaptar à visão da empresa. A informação colocada e a forma em que ela está disposta são essenciais para que o visitante sinta-se instigado à continuar navegando e a conhecer melhor a empresa.
Essencial, mas não é fácil. Afinal, para uma arquitetura de informação coerente e atrativa é necessário todo um processo de planejamento. O primeiro passo é identificar o público preferencial e o objetivo. Parece bobagem, mas não é. Pessoas de classes, faixas etárias, formação distintas, tem relações diferentes com a internet.

Isto feito, é necessário pesquisar. E não adianta ir só em sites de busca para fazê-lo. Tem que se entrevistar, testar sites, observar a navegação do público preferencial. Essa pesquisa fornecerá dados essenciais, a partir dos quais você pode escolher os melhores nomes dos tópicos da página, a estrutura de navegação (conforme a atenção), o número de menus, enfim.
Assim, tudo planejado o site fica conforme todo o conceito da empresa. Ou seja, uma empresa que quer uma imagem segura, deve ter um site com navegação segura, bem como uma empresa que se diz ousada, merece um site igualmente corajoso. Um bom planejamento pensa nisso tudo: ou seja, tornar todos os conceitos, imagens e peças em consonância, tornando a marca, o nome, a empresa cada vez mais forte

Mera coincidência...

O jornal "O TEMPO" do dia 15/06 veiculou uma matéria sobre o sucesso do formato diferente do Globo Esporte de São Paulo, apresentado por Thiago Leifert. Durante essas duas semanas assisti o programa pela TV a cabo e pelo YouTube e também gostei muito. O programa esportivo rompeu com o formato telejornal e se tornou mais informal.
Os textos não são decorados e repetições de palavras não são problema. Assim, se o apresentador tiver que repetir Galo na mesma frase ótimo. Muito melhor que "encebar" um "alvinegro do gol da lagoa". Além do texto informal e improvisado, Leifert frequentemente conversa com seus convidados jogando vídeo game, quebrando todo o glamour e mal-humor que, infelizmente, tomou conta da cobertura esportiva.

Em um primeiro momento, embora a audiência tivesse se mantido estável, o novo modelo foi muito criticado pelos telespectadores via e-mail. Só em uma primeiro momento. Hoje a audiência aumentou e só chegam mensagens elogiosas.

Eis a questão: será que a toda poderosa Rede Globo daria um arriscado tiro no escuro inovando no tradicionalíssimo Globo Esporte? E seu sucesso? Foi mera coincidência? Já disse Fred Vieira (professor da comunicação aqui da UFMG): quando se entra no curso de comunicação social, a ingenuidade e inocência vão embora. Percebi a minha inocência se perdendo me fazendo essas perguntas sobre o sucesso do Globo Esporte paulista. Certamente toda essa mudança estrutural no programa foi planejada. A resistência inicial, mas a estabilidade da audiência, evidentemente foi previsto e estudado. Por fim, o objetivo proposto, o aumento da audiência, foi atingido.

Possivelmente os planners da Globo pensaram que, em um período de teste, poderia haver reprovações do público, acostumados com outra forma, mas a audiência não cairia tanto, visto que é um programa com grande credibilidade e tradição. Entretanto essa resistência seria quebrada com o tempo, em face ao sucesso de alguns programas esportivos que combinam informação e bom-humor.

Desconstruindo os processos de comunicação é fácil perceber que, nesta área, não se faz nada sem planejamento!

 
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