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E você num vídeo viral, já pensou?

Pense na última propaganda mais legal ou interessante que você viu. Pensou? Então, ela era dessas super produções, com efeitos especiais, vários atores contratados; ou era mais simples, com poucas pessoas envolvidas, na maioria desconhecidas?

Se você respondeu a segunda opção, você está antenado nas últimas campanhas atuais! Cada vez mais, as empresas vêm buscando se conectar mais ao seu público, sem artifícios muito forçados, apenas mostrando eles em situações inusitadas, por exemplo.

Podemos citar várias dessas, mas olha só algumas que selecionamos: Uma mais atual, que saiu essa semana mesmo, foi uma entrevista para o emprego mais difícil do mundo, lançada por uma agência. Não vou estragar a surpresa, mas se trata de uma campanha para uma data comemorativa vindo aí, onde as pessoas filmadas só descobriam do que se tratava ao fim de várias propostas, um tanto loucas, sobre o trabalho misterioso.


O segundo exemplo é um filme colaborativo, ideia que surgiu para mudar a visão da Intel como uma empresa “high tech” e fria. Nesse filme, há um personagem principal , que a cada dia acorda como uma pessoa diferente, usando assim, vídeos de consumidores para criar essa mini série. A ideia principal que se quer levar é “The Beauty inside” (a beleza de dentro), mostrando que o que se tem por dentro é mais importante que o exterior. A marca em si, aparece apenas ao enquadrar esses novos rostos. O que ela vende é o conceito de marca, preocupada com o bem estar de seus consumidores.


De modo sutil, descontraído, as empresas, ao colocarem as pessoas em seus vídeos, mostram a proximidade que mantêm delas, procurando conhecê-las, construindo, em alguns casos, uma campanha toda com a ajuda de vídeos ou comentários dessas pessoas.

O uso de novos meios, como o Twitter, Facebook, Vine, são fundamentais para essa aproximação, que além de querer vender algo, quer construir e dividir experiências, tendo cada vez mais, uma relação mais próxima com o consumidor. A internet viabiliza essa interatividade, falando, interagindo e obtendo respostas de mais de 80 milhões de usuários (só no Brasil), facilitando levar sua marca para mais pessoas, e conhecendo mais seus clientes.

Outras variáveis são consideradas para essa predileçãoo pelas mídias digitais: a agilidade das interações, a melhor gestão da imagem da empresa, uma fonte de informações para melhorias. Alguma dúvida de que esse mercado não tem tudo para crescer cada dia mais e mais?

INTERCOM - Você é a nova mídia.


Nesse sábado, último dia de Intercom, a palestra sobre "Novas mídias: Um novo jornalismo?", ministrada pelo Diretor de Novas mídias da TV Globo, Emanuel de Castro, provocou questionamentos e instigou uma nova visão sobre o surgimento de novas mídias.

Um dos fatores que faz com que uma nova mídia seja criada, são as diferentes formas de interação das pessoas, e a uso que elas fazem dos meios já existentes. Explicando isso melhor, ele dá o exemplo da TV. O modo como vemos televisão mudou muito ao longo dos anos. Com o avanço da internet, e o uso de novos aparelhos tecnológicos, como o tablets ou Smartfones, nos permite uma interação para além da programação oferecida pela televisão. Enquanto assistimos a um capítulo da novela, estamos postando e comentando sobre ele no Facebook com os amigos, ou enviando perguntas  e vídeos para os programas ao vivo.
Um dos exemplos dessa nova interação do espectador e a mídia que Emanuel apresentou, foi de um aplicativo oferecido pela cerveja Heineken:




A marca, percebendo que seu público assistia a jogos de futebol com seus celulares nas mãos e estavam conectados a internet durante os jogos, decidiu usar isso para abordar esse público e fazer com que ele perceba que pode interagir com o jogo, e utilizar o celular como uma "segunda tela" para seu entretenimento.


 A rapidez com que todos podem fazer notícia também mudou a cara do jornalismo. Ele passa a ser agora muito mais interativo e instantâneo. Qualquer pessoa pode escrever em um Blog, Twitter, Facebook, ou postar fotos. Emanuel deixa claro que um dos fatores que impulsionam essa  facilidade de interação é a facilidade de se adquirir meios para se comunicar.  A forma como se lê a informação não é mais tão importante, mas sim o conteúdo que está sendo passado. Passa a ser então uma via de mão dupla, a internet muda o conteúdo, e o conteúdo modifica a internet.


Intercom sudeste 2012

A forma como o conteúdo influencia a audiência é agora muito mais valorizada do que apenas quantas pessoas de fato eram atingidas. Há agora uma convergência de mídias apenas, mas também uma convergência de conhecimentos. Por isso, ele enfatiza que "todos nós somos a nova mídia", somos nós que produzimos, divulgamos e geramos assuntos através de nossos compartilhamentos em redes sociais principalmente.



As novas mídias surgem, portanto, das novas necessidades geradas na relação com os meio tecnológicos. As relações cotidianas determinam o que é de fato novo e necessário, ou não. A palestra foi provocativa,  porque nos coloca no lugar de quem determina  o que é novo, o que deve ser notado e comentado, e não mais a posição de espectador inativo. E você? Vai postar sobre o que hoje?

 
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