Navegando na corrida eleitoral

Depois da eliminação da Copa a mídia da um tempinho no futebol para futricar de outros assuntos. A bola da vez é o grande evento de outubro, será outro vexame?. Como o Criaplano é moderninho e acompanha as tendências da moda, vamos falar sobre eleições 2010.

Pra começo de conversa a propaganda eleitoral fica valendo a partir de amanhã dia 06/07. E este ano teremos uma particularidade, a internet dentro do jogo político. Após o grande movimento Obama/ Twtter, será permitida a veiculação de campanhas via web. Os motivos se encontram no vídeo abaixo. Um deles, não mencionado, é que existem 65 milhões de brasileiros com acesso a rede, um nada perto de um total de 200.



Há pelo menos três meses os principais candidatos à presidência já possuem seu twitter no ar. @dilmabr, @silva_marina e @joseserra_ têm postado frequentemente. Pela lei eleitoral podem existir sites, blogs e todo o tipo de campanha em que haja a assinatura do candidato, bem como o direito de resposta de outros.

Uma mídia barata para que se candidata e uma excelente forma de o eleitor pesquisar e escolher seu voto. Bem melhor do que assistir/ouvir a pedante propaganda obrigatória eleitoral, em que os deputados mal têm o tempo de divulgar seu número. Pior do que isso são os panfletos horrorosos. Veremos!

Mistura entre real e virtual

O limite entre o real e o digital vem diminuindo cada vez mais. A Nike, em uma ação conjunta com a fundação Livestrong, inovou durante a maior corrida de ciclismo da França - a Tour de France. As pessoas podiam enviar mensagens de superação, desabafo, motivação, ou o que quisessem via Twitter, SMS ou site. Essas mensagens eram depois impressas nas ruas ao longo do percurso da prova, dialogando com os ciclistas e com quem assistia da televisão. Após a impressão nas ruas, a pessoa que havia enviado a mensagem recebia uma foto e as coordenadas localizando onde a sua estava.

É um ciclo que está a cada dia se repetindo mais: do digital para o real e depois para o virtual novamente.

Gafe na Publicidade da Copa

Todo mundo está cansado de saber que a Copa do Mundo é uma oportunidade excelente para a Publicidade entrar em ação. E claro, tem-se peças tanto para a vitória quanto para a derrota do país. Sendo assim, a publicidade tem que ser, mais do que nunca, cuidadosa e responsável.
Não foi o que aconteceu com o Extra e a Folha de S. Paulo.
Foi publicado no Jornal um anúncio do Extra, patrocinador oficial da Seleção Brasileira, como se o Brasil tivesse perdido o jogo de segunda-feira, contra o Chile.


SIM, ELES MANDARAM O ARQUIVO ERRADO PARA O JORNAL. Ou foi o Jornal que selecionou o arquivo errado? Gerou-se uma briga enorme em torno do ocorrido, um culpando o outro. Sobrou até pro twitter... O Presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açucar, Abílio Diniz, pediu desculpas aos brasileiros e aos jogadores em especial, e acusou a Folha se der responsável pelo erro. Isso fez com que o caso tomasse maiores proporções e mais pessoas ficassem sabendo do ocorrido.
Talvez seria melhor um acordo que uma briga na mídia.

Sente só!

Já faz um tempo que não basta usar apenas a visão e a audição do público para vender ou divulgar algum produto. Se antes os publicitários faziam anúncios meramente visuais e auditivos (seja televisivos ou impressos), hoje eles aguçam todos os sentidos em suas campanhas. É a tal da Branding Sensorial, que busca explorar audição, visão, olfato, tato e paladar dos consumidores. Mais do que anúncios, hoje os publicitários devem produzir experiências.

Ainda não conhece nada do tipo? Então veja (ou sinta) a nova propaganda da Gillette. Na campanha elaborada pela Ponto de Criação, as paredes de um elevador foram forradas com pêlos masculinos artificiais. Já as portas tinham a textura da pele humana e contavam com o texto: “Você prefere assim? 98% das mulheres também. Gillette Mach 3.”





Pode dizer que é muito mais marcante do que qualquer anúncio comum!


Publicidade e Copa do Mundo 5

E Depois?

Antes e durante a Copa do Mundo todas as empresas tentam ao máximo se aproveitar da euforia ufanista vivida por um país apaixonado por futebol como nosso, através de comerciais exaltando a torcida, o sentimento nacionalista e a paixão pelo futebol.



E depois da copa???

Quando se ganha, coisa, modéstia a parte, bem comum no Brasil, as empresas ganham uma sobrevida com a publicidade sobre copa do mundo. Eis alguns exemplos:



E quando perde? Eis a questão. Algumas poucas vezes, dependendo de como for a derrota, algumas empresas colocam um comercial exaltando a luta dos atletas, enfim, coisas desse tipo. Tais comerciais são tão raros, que achá-los no you tube é quase impossível.

A estratégia mais comum, porém, é simplesmente esquecer que a copa existiu e que a derrota aconteceu e bola pra frente... Daqui a quatro anos, de novo temos um evento sensacional, palco para a criatividade da publicidade mundial.
 
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