São Pedro precisa de um RP
Marcadores: rp, São Pedro, Tempoem 10 de outubro de 2008.
Percebi quando fui tomar banho, na tarde da última sexta-feira, e precisei desligar o chuveiro que, na noite anterior, foi usado no modo inverno. Me dei conta de que um menos de 20 horas o tempo "virou" completamente e não foi apenas uma vez! Da noite de quinta para a tarde de sexta o sol e o vento frio surgiram e foram embora na velocidade de um beija-flor.
Foi neste momento de reflexão temporal-chuveirística que descobri que São Pedro, o que dizem ser responsável pelo tempo, precisa urgentemente de um Relações Públicas. Sim, pois é muito prejudicial para sua imagem perante nós, humanos, ficar brincando de "frio-quente" em intervalos tão curtos. O que poderíamos concluir?! Incapacidade? Invalidez por problemas mentais? Velhice, caduquice? Mas se São Pedro é um santo, tais problemas não o deveriam atingir. Para avaliar sua imagem e o que está fazendo com ela, o Senhor do Tempo deveria contratar um bom RP que pudesse orientá-lo sobre como agir para não deixar que sua reputação se rache.
Brincadeiras a parte, o tempo está, sim, muito estranho. Me parecem sinais evidentes dos gritos de socorro da Natureza que estamos simplesmente ignorando. Resta-nos mudar nossas atitudes diante dEla e, a curto prazo, carregar casacos e guarda-chuvas por precaução!
Atividades do RP
Colaborar na disseminação de diretrizes administrativas; fazer da produção do conhecimento uma fonte de cidadania; divulgar projetos culturais, esportivos e comunitários; especializar recursos humanos. Essas são algumas das metas possíveis através de instrumentos de comunicação dirigida, como boletins, vídeos, revistas, malas-direta, jornal-mural, portfólios. E isso tudo é base das Relações Públicas.
O trabalho nesse campo, então, resumidamente está composto por definição de política editorial, definições técnicas especializadas (tiragem, cores, dimensões, papel, forma de impressão e distribuição), estruturação de equipe (fotógrafo, redator, comitê editorial, secretária). Especificamente a Política Editorial está subdividida, por meio da entrega de um Projeto completo, com objetivos, público-alvo, opção de conteúdo (matérias orientadoras, retrato, de entretenimento, etc), mecanismos básicos de captação de informações (pesquisa documental, entrevista, observação direta, questionários).
Este universo de conceituações e prática profissional também pode ser aplicado para o ambiente virtual, por meio de publicações editoriais on-line na forma de portais e e-zines. Para agregar o empenho na vivência da profissão de Relações Públicas de instituições universitárias de todo o país.
Música e Publicidade
Marcadores: música, publicidadePor Fernando Ribeiro H.
É meia-noite e pouco, e eu assisto ao Jô. As pessoas são fãs do Jô, e não da Rede Globo. Escutam a quem elas conhecem, o Jô, e não a alguém distante, a Globo. Então por que o Jô precisa da Globo? Para que chegue às pessoas com credibilidade, facilidade e audiência. Penso que deve ser o mesmo com aquela dupla inglesa de dance music Groove Armada, que já lançou seis álbuns com vendas totais de 3 milhões de cópias em todo o mundo. Ela precisa da gravadora Columbia para chegar às pessoas com credibilidade, facilidade e audiência.
Credibilidade? Convenhamos, gravadoras não fazem música, elas vendem discos. Não se comunicam com as pessoas diretamente, apenas através dos artistas. Boa parte do público apaixonado por música, mas que nunca teve uma banda ou gravou uma fita demo, não entende a relação entre gravadoras e artistas, não ouve falar das gravadoras e acha indiferente a existência ou não de uma gravadora por trás de uma banda. Então, quem dá credibilidade a um artista é ele mesmo. Com a qualidade de sua música.
Facilidade? Não é fácil, definitivamente, encontrar na rua o CD do álbum Freaky Styley, de 1985. Do Red Hot Chili Peppers eu só encontro o Stadium Arcadium. Sair de casa atrás de CD, além do mais, só eu mesmo. Que coisa anos 90! O jornal gaúcho Zero Hora anunciou, em sua edição de 21 de junho de 2008, o encerramento das operações da última loja da Banana Records. A rede porto-alegrense protagonizou a explosão do mercado fonográfico brasileiro entre 1994 e 1999. Ou seja, CD agora é só em livraria, varejão, sebo, lojas underground ou pela internet.
Audiência? Nos últimos cinco anos, no Brasil, a venda de discos caiu de 75 milhões para 25 milhões. Nos Estados Unidos, passou de 785,1 milhões em 2000 para 511 milhões em 2007. Uma queda de 36%. Na edição de junho da NOIZE, a matéria O fim da demo ressalta o sucesso que a The Eagles conquistou ao fazer um acordo de venda exclusivo com a rede de supermercados Wal-Mart. A banda lucrou quatro vezes mais do que se tivesse um contrato típico da indústria fonográfica. Além disso, a própria falência da Banana Records mostra que esse padrão de loja já ficou no passado. É o sucesso da internet. Bandas internacionais como Radiohead, Coldplay, Nine Inch Nails e Raconteurs, e nacionais como Cansei de Ser Sexy, Ed Motta, Pitty e Cachorro Grande, lançam seus álbuns pela rede virtual. E mais: disponibilizam-nos gratuitamente ou por preços simbólicos em sites como o popular iTunes, protagonizando o que já é uma era catastrófica para as grandes gravadoras.
Você já deve estar sabendo. A Groove Armada rompeu o contrato com a Columbia. E o mais interessante: sua nova casa não é uma gravadora, é uma empresa de bebidas—a Bacardi, a quarta maior do mundo no segmento. Para a Groove Armada, o contrato prevê a gravação de um álbum e a realização de uma série de shows em vários países. Para a Bacardi, a utilização de todas as músicas e clipes do último álbum da dupla em seus anúncios, sem precisar pagar nada a mais por isso.
VOCÊ DECIDE
Diferentes marcas têm traçado estratégias de comunicação que propõem novos modelos de interação com o consumidor. É aí que entra a músic a. Se a publicidade tradicional é uma empresa falando sobre si mesma, a publicidade vinculada à música faz com que a empresa fale a respeito das pessoas. A cumplicidade entre o fã e o artista se torna a cumplicidade entre o consumidor e a marca. São palavras de Marty Neumeier, consultor de branding e autor dos livros The Brand Gap e ZAG: “A marca deve ser o que seu público-alvo é”.
Além de Groove Armada com a Bacardi e The Eagles com o Wal-Mart, outro exemplo de artista vinculado a uma marca é o contrato entre o cantor pop Sting e o fabricante inglês de veículos de luxo Jaguar. A parceria ajudou a multiplicar tanto a venda de carros como a de CDs: as vendas dos automóveis quadriplicaram, e Sting vendeu 8 milhões de cópias em todo o mundo. No Brasil, um bom exemplo é a Levi’s Music, que está tentando conquistar o público jovem apoiando financeiramente novos artistas como Mallu Magalhães, garota-propaganda também em vinhetas da MTV.
Há produtos demais, e há features demais em cada produto. Há mensagens demais na mídia, e há elementos demais em cada mensagem. Dois terços da população brasileira reclamam que se sentem constantemente bombardeados por publicidade. Então, se é para ser bombardeado, que seja por música.
Hoje em dia bandas não necessariamente precisam de gravadoras. Por um lado é resultado do sucesso que grandes ou até mesmo novas bandas estão tendo via internet. Por outro, é a transformação da publicidade. Mais do que isso, bandas que seguem esses novos caminhos afirmam ter mais liberdade: na internet ou através de contratos com marcas, quem vai dizer o que é música boa não é uma gravadora, e sim o público.
Eu desligo a TV e vou cantando R.E.M., Around The Sun, até o computador. Quero ouvir o novo álbum da banda no MySpace.
> NOTA DO EDITOR: “A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante” (Humberto Gessinger estava certo).
Fonte: http://www.noize.com.br/revistanoize/2008/edicao-15-julho/musica-e-publicidade/
Interação é alma do negócio

A agência Gringo é responsável pelo site da campanha, que apresenta um advergame, no qual devemos preparar nosso próprio drink, além da oportunidade de concorrer para desfilar no carnaval de 2009 pela Mangueira (ainda ganha a fantasia).
Para dar auxílio à ação, um hit em parceria com o DJ Mam, foi criado com o nome de “Poção de Amor”, resgatando o até então sumido, Drum & Bass brasileiro.
Liga pra mim

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"Al Jawal é uma empresa de telefonia celular da Arábia Saudita e estes anúncios são para divulgar uma promoção do estilo fale muito. Veja só que abordagem inteligente e fresh, mesmo usando um ícone superbatido como o "balãozinho" de diálogo."
Eu tambem achei a abordagem muito interessante: simples, mas bem elaborada.
