NETworking ou NOTworking?

E aí, Planejamento? Quem já fez seu Facebook?
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É gente... Trabalhar usando a internet tem seus “custos”!
Comunicadores do futuro, preparai-vos!

Fonte da imagem: http://www.propagandopropaganda.blogspot.com/

Mercado de trabalho de RP está em expansão

Para se dar bem na área, profissional precisa ter fluência em outro idioma.
Mercado cresce 15% ao ano.
Fernanda Bassette Do G1, em São Paulo

O mercado de trabalho para os profissionais formados em relações públicas está aquecido e em plena fase de expansão, segundo especialistas da área ouvidos pelo G1. Levantamentos feitos pelo Conselho Regional dos Profissionais de Relações Públicas de São Paulo e Paraná (Conrerp) apontam que o mercado de relações públicas têm crescido 15% ao ano por causa dos constantes investimentos no país. "Acredito que essa seja uma carreira das mais promissoras para os próximos 20 anos", disse Elaine Lina, presidente do Conrerp.
Segundo o professor Luiz Alberto de Faria, vice-presidente da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP), o mercado se fortaceleu na década de 90, quando as empresas passaram a se preocupar mais com a sua imagem. "As empresas ficaram mais preocupadas com a credibilidade e começaram a contratar profissionais especializados para cuidar da comunicação", disse.
De acordo com Faria, a maior oferta de vagas está nas agências, nas empresas que fazem assessorias de comunicação e nas ONGs, que cada vez mais procuram um profissional capacitado para lidar com a comunicação interna e externa. "O Brasil possui mais de mil agências de relações públicas, 60% delas estão concentradas em São Paulo. O mercado está movimentado e com condições de absorver os recém-formados", afirmou.

Média salarial
Não há um piso salarial para os profissionais formados em relações públicas, portanto o salário depende da região e da empresa em que a pessoa vai trabalhar ou prestar serviços. Mas, segundo Elaine, um recém-formado deve sair da faculdade com um salário em torno de R$ 1.500 até R$ 2.000. Os estagiários recebem entre R$ 600 e R$ 800.
"A procura por profissionais de relações públicas aumentou muito, então os recém-formados vão encontrar emprego sim", avalia a presidente do Conrerp. A mesma opinião tem Angelina Gonçalves de Faria Pereira, presidente do Conselho Federal dos Profissionais de Relações Públicas (Conferp). "O mercado sente essa necessidade e vai absorver os profissionais gradativamente", disse.
Segundo os profissionais ouvidos pelo G1, o profissional precisa reunir algumas características básicas para conseguir um bom destaque no mercado de trabalho: conhecimento técnico, cultura geral, conhecimento em administração e economia, dinamismo, capacidade de raciocínio e fluência em outro idioma.
> Comentário: Já tinha lido essa matéria há algum tempo e achei ela muito interessante. Dá esperança pra quem pretende se formar na área (até demais!)...Com relação à estimativa salarial, achei muito baixa pra um recém graduando mas essa é a realidade do mercado pra muitas profissões, não apenas RP então...que continuemos obstinados gente!

Aprendendo com a crise e o papel da comunicação

É inevitável toda e qualquer organização seja da natureza que for, do ramo de negócio que atue e das atividades que execute estará sempre sujeita a passar por uma situação de crise. Com ela vem um arranhão na imagem frente aos públicos com os quais a organização se relaciona que precisa urgentemente ser minimizado. Os dois destaques propositais servem pra dois pontos onde quero chegar. Primeiro num momento de crise a diferença pode estar na rapidez com que a organização toma atitudes e ações para reverver o quadro. Quanto mais rápido agir, maiores serão as condições de lidar com a crise. O outro ponto diz respeito a um efeito minimizado do abalo na imagem. Não é de se esperar após atravessar um momento de caos, aquele abalo na imagem causado pela crise vá desaparecer por completo. Só com o tempo isso é possível ocorrer, mesmo assim o estrago gerado lá atrás pode continuar gerando reflexos.

Com o incremento dos aparatos tecnológicos de comunicação (internet, telefonia móvel, TV digital) a informação circula cada vez mais rápido. A condição espaço-temporal não é mais tão determinante quanto era tempos atrás. Para Rosa "[...] as crises só existem porque vivemos num mundo tão interligado que um problema que, em princípio, diria respeito apenas a uma empresa ou a uma comunidade distante pode adquirir imediatamente uma dimensão muito maior [...]". (ROSA, 2001, p. 24) E a Comunicação, onde entra nisso? Bem, a comunicação pode ser tanto uma aliada na administração de crises como também uma vilã. A agilidade de disseminação do conteúdo informativo pelos veículos de comunicação faz com que uma crise momentânea seja estendida alimentada por falsos boatos. Na crise é importante manter a imprensa informada da melhor maneira possível para evitar que isso ocorra. O conhecido boca-a-boca pode também gerar um dano a reputação da organização. Daí a importância da área de comunicação nas organizaçoes, já que ela possibilita contornar determinada situação de crise através da estabelecimento de canais de diálogo com os públicos afetados direta e indiretamente pela crise (clientes, funcionários, investidores, comunidade externa).

Ela chegou e a agora o que fazer?

O primeiro passo num momento de crise é criar um comitê de gerenciamento de crise com membros de diferentes áreas da organização para coordenar todas as ações de contingência. Na verdade o comitê já deve existir antes mesmo da crise ocorrer. Também é aconselhável a escolha de um porta voz oficial que fará a transmissão de informações à imprensa. O recomendado é que apenas uma pessoa faça isso para evitar informações desencontradas. Forni diz "O porta voz deve conhecer profundamente a empresa e o problema. Deve saber expressar-se, passar credibilidade ao falar, manter-se calmo mesmo sob forte pressão e ter sido treinado para lidar com a imprensa". (FORNI, 2002, p.375).

Algumas medidas importantes a serem adotadas em momentos de crise
* Nao parar de operar. É imprescindível manter a normalidade em momentos de crise.
* Disponibilizar linhas telefônicas para atender os públicos envolvidos.
* Manter a imprensa por perto. É comum as organizações disponibilizarem espaços dentro da própria empresa para que os profissionais da imprensa atuem.
* Criar uma investigação interna para apurar os fatos que geraram a crise.
* E acima de tudo agir. Não se pode ficar parado num momento em que mais a organização precisa vir a público para prestar esclarecimentos.

Feito tudo isso as chances da organização superar a crise ficam bem mais acentuadas. Assim a comunicação presta um papel essencial nesse processo ao possibilitar uma recuperação da imagem arranhada. De qualquer forma, a crise possibilita uma chance de aprendizado única e traz lições possíveis tão somente em momentos como esses. Certamente, aquelas organizações que enfrentam um momento de crise se tornam mais preparadas para novas tormentas.

Referência:
FORNI, João José. Comunicação em tempo de crise. In: DUARTE, Jorge. Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia - Teoria e técnica. 2a. ed. São Paulo, Atlas, 2003.

RODRIGUEZ, Carolina. Administração de crises: a importância da comunicação. Disponível em <http://www.comtexto.com.br/2convicomcomcomunicaCarolRodriguez.htm> Acesso em 15 jul. 2008.

ROSA, Mário. A Síndrome de Aquiles - Como lidar com as crises de imagem. São Paulo, Editora Gente, 2001.

Assessoria de Imprensa: Jornalismo ou RP?

No Brasil, a atividade de Assessoria de Imprensa é pauta de discussões acirradas entre Jornalistas e Relações Públicas. O instrumento é utilizado para tratar da gestão do relacionamento entre uma pessoa física, entidade, empresa ou órgão público e a imprensa.

A grande maioria dos países admite a A.I. como uma atividade de R.P., já no Brasil, inexplicavelmente, a atividade é mais relacionada ao jornalismo. Digo inexplicavelmente porque, de acordo com a definição da atividade, o profissional mais capacitado para desempenhar esta função é aquele que tem conhecimento acerca da relação entre a organização, seus públicos e a imprensa, bem como das teorias das organizações e comunicação organizacional. Sendo assim, os jornalistas não preenchem requisitos mínimos e essenciais para exercer a atividade com qualidade e competência.

Marcello Chamusca, profissional de Relações Públicas e compartilhador de minhas opiniões, já disse em seu Blog que “a atividade de AI, apesar da nomenclatura, não cabe no perfil do profissional de jornalismo e sim na do profissional de RP que é formado para trabalhar a comunicação organizacional, é formado para utilizar as ferramentas necessárias para entender melhor o funcionamento da comunicação de uma organização e, conseqüentemente, melhores condições de geri-la. Da mesma forma que um relações públicas não está apto a exercer a função de repórter, por exemplo, já que não tem formação para isso. Pode até fazer, por aptidões pessoais ou autodidatismo, mas, genericamente, não está preparado para fazê-lo.”

Para assegurar um bom desempenho, o assessor de imprensa deve possuir conhecimentos que se mostram específicos das R.P., como listou Marcello Chamusca:

  • “técnicas para mediar interesses da organização e seus públicos;
  • técnicas para mediar conflitos e buscar a cooperação em todos os níveis organizacionais;
  • técnicas de gerenciamento de crises internas e externas a partir do profundo conhecimento que o RP deve possuir das políticas da organização, já que muitas delas são criadas ou sugeridas por ele, e das opiniões e expectativas dos seus públicos;
  • técnicas para gerenciar as redes de comunicação, estrategicamente, de forma integrada;
  • o desenvolvimento da perspectiva das individualidades nas relações com públicos diferenciados; e, finalmente,
  • a noção de que a Imprensa é um público e como tal deve ser estudado e tratado pelas suas especificidades e não homogeneamente como um jornalista, que não tem na sua formação o domínio das técnicas de RP, o trataria.”
Ou seja, para o exercício da A.I., o profissional deve contar com conhecimentos presentes na grade curricular do RP e não do jornalista e, a não ser que o último seja autodidata ou tenha se especializado em RP, não possui os conhecimentos necessários para obter um bom desempenho na Assessoria de Imprensa.

Sim, esta é uma discussão antiga e não pretendo encerrá-la aqui com meus humildes comentários, mas é preciso que os RR.PP. se disponham a debater sobre o assunto e defender a consolidação do seu papel como assessor, e não entregar a atividade a profissionais preparados para desempenhar outras atividades e não a Assessoria de Imprensa.


Referência: http://www.sobresites.com/relacoespublicas/colunas/assessoriadeimprensa.htm

Confesso que nesse breve percurso como relações públicas tenho me revelado mais uma administradora do que propriamente uma comunicóloga. Não quero aqu

Confesso que nesse breve percurso como relações públicas tenho me revelado mais uma administradora do que propriamente uma comunicóloga. Não quero aqui satirizar a nossa reivindicada soberania e nem alimentar a cobiça do inimigo. Mas talvez sejamos uma espécie híbrida que se reconhece é no fragmento dos outros e encontra na mistura sua maior virtude.
Partindo do princípio confortante de que tudo é comunicação, “o ambiente social em que se insere uma empresa é parte integrante dos processos de formação dos sentidos que são partilhados pelos indivíduos comunicativamente”, e a própria entidade, como agente, é formadora de significações nas suas múltiplas instâncias relacionais. Bem sendo, conforme aponta Onésimo de Oliveira Cardoso em Comunicação empresarial versus comunicação organizacional: novos desafios teóricos [1] “comunicação e organização constituem um único fenômeno”.
Dominique Genelot (apud CARDOSO, Onésimo. 2006) justifica essas confluências de outra maneira. Para o teórico o gerenciamento estratégico deve ser viabilizado por uma consciência que envolve aspectos complexos de expressão, negociação e apropriação de sentidos. Ou seja, se o conjunto da coletividade deve partilhar de uma certa representação do futuro desejado, esse entendimento comum deve necessariamente perpassar a circulação de informações e conteúdos. Nesta perspectiva, conforme afirma Fábio Albuquerque em seu blog Comunicação Organizacional [2], “a comunicação organizacional assume seu papel na gestão do negócio, gerindo e mediando estratégias, diretrizes e ações que possam suscitar uma experiência de relacionamento ideal, e, por conseqüência, criar uma cultura/identidade que reflita no comportamento dos indivíduos participantes”.
Se todo esse discurso soa convincente a quem como nós respira comunicação, talvez não pareça tão óbvio a quem propomos a vendê-lo. O fato é que a efetividade da comunicação nas organizações muitas vezes é percebida apenas quando transformada em números, e daí a necessidade de nos afirmarmos estrategistas, por mais incomodo que isso possa parecer. Antes de aplicar o nosso potencial criativo latente, e convenhamos que por vezes aguardamos ansiosos o momento de bolar campanhas e mídias inusitadas, é preciso se adequar à realidade financeira e operacional da empresa, analisar detalhadamente seu macro e micro ambientes, identificar tendências e oportunidades de mercado, contribuir na definição de um diferencial competitivo e é claro delinear quais são seu públicos e o tipo de vinculo que deve ser mantido com eles.
Juntando os trapos
Incontestável: “a área de relações públicas se apropria dos conceitos, métodos e práticas de gestão para planejar e gerenciar a comunicação organizacional.” E justificável, pois segundo Margarida Kunsch (apud COLOMBINE, Gisele. 2006) “o planejamento de comunicação deve ser totalmente alinhado com o planejamento estratégico da empresa, corroborando a missão, os valores, os objetivos, as metas e políticas.”
Tomando ainda como referência a autora “o planejamento é importante para as organizações porque permite um redirecionamento contínuo de suas ações presentes e futuras. Possibilita conduzir os esforços para objetivos preestabelecidos, por meio de uma estratégia adequada e uma aplicação racional dos recursos disponíveis”. E Djalma Oliveira (apud COLOMBINE, Gisele. 2006) acrescenta “esse processo é desenvolvido para o alcance de uma situação aspirada de um modo mais eficiente, efetivo e eficaz”, por permitir que a organização responda com mais rapidez aos desafios do mercado, facilitar a tomada de decisão, transformar a empresa reativa em pró-ativa e agregar valor aos negócios.
”O planejamento de comunicação é como um prolongamento do planejamento estratégico organizacional da empresa’ resume Gisele Colombine em Planejamento Estratégico em Comunicação [3]. Os processos e ações de comunicação, que envolvem programas de consolidação da imagem institucional, de relacionamento com públicos, a organização de eventos, lançamentos e campanhas e a averiguação da opinião pública, não devem ser tidos como complementares, paliativos ou instrumentais, mas como elementos essenciais na composição de uma estratégia comum.Em briga de marido e mulher...
Se do lado de cá falamos em “administração de percepção", “gestão da função política”, “consultoria de interações”, da outra banda se diz “comunicação de marketing”, “marketing de relacionamentos”, “endomarketing”. O que poderia aparentar uma inocente disposição das palavras traz implícita a rivalidade de ambas as áreas, que sem grandes méritos, procuram sujeitar uma à outra. Mas convenhamos que um pouquinho de ciúme sempre apimenta a relação.
Fontes:[1] Monografia de Onésimo Cardoso. Comunicação empresarial versus comunicação organizacional: novos desafios teóricos. 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php

[2] Blog “Comunicação Organizacional”, de Fábio Albuquerque. Disponível em : http://www fabioalbuquerque.blogspot.com

[3] Monografia de Gisele Colombine, Planejamento Estratégico em Comunicação. 2006. Disponível em: http://www gestcorp.incubadora.fapesp.br/portal/monografias/pdf

KUNSCH, Margarida. Planejamento estratégico e excelência da comunicação. São Paulo: Pioneira.1997.

KUNSCH, Margarida. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. São Paulo: Summus 2003. In:COLOMBINE, Gisele. Planejamento Estratégico em Comunicação. 2006.

OLIVEIRA Djalma, Planejamento Estratégico: conceitos, metodologias e práticas. São Paulo: Atlas. 2002. In:COLOMBINE, Gisele. Planejamento Estratégico em Comunicação. 2006.
 
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