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Estupro, Cocar e Cultura ao Corpo


O que poderia ser visto com um “pequeno erro” ganhou alcance catastrófico nesses últimos dias. A loja de roupas Marisa disponibilizou para venda uma camiseta com os dizeres “great rapers tonight”, cuja tradução literal se parece com algo como “grandes estupradores hoje à noite”. 

Rapidamente a imagem da camiseta se espalhou pelas redes sociais acompanhada por piadas ou mesmo acusações à marca. Em nota, Marisa afirmou que foi um erro de grafia e que determinou, além da retirada do produto de todas as suas lojas, também a oportunidade de troca ou reembolso aos clientes que adquiriram a peça.


Relatos de deslizes envolvendo marcas de roupas não são tão incomuns quanto se parece. Em agosto deste ano a rede sueca de fast fashion H&M lançou uma coleção especial para os festivais de música da temporada chamado de “H&M Loves Music”. Na coleção, um cocar, adorno de penas usado por índios, foi comercializado como item fashion, o que gerou insatisfação e o argumento de que a marca, deste modo, desvalorizava e fazia uma paródia com a cultura indígena.


No início deste ano, outro caso foi motivo de revolta popular: a empresa Abercrombie & Fitch parou de fabricar roupas maiores que o tamanho “large”, a insatisfação aumentou com o pronunciamento do CEO da empresa, Mike Jeffries, que disse “Toda escola tem os adolescentes legais e populares, e os que não são tanto assim. E sinceramente, nós somos destes que queremos os bonitos, “cool”, que tem uma boa atitude e muitos amigos. Muita gente não serve em nossas roupas e não devem servir. Somos exclusivos? Com certeza!”.


Depois do ocorrido, começaram campanhas para distribuir roupas da marca para moradores de rua, o movimento é conhecido no Brasil como Abercrombie Popular e é uma forma de protesto ao posicionamento da marca.

Agora só nos resta pensar em como um erro, um mal entendido ou simplesmente uma decisão ridícula e preconceituosa tomada pode influenciar na visão que o público terá da marca dali em diante. Estar atento a cada detalhe faz parte da fórmula para o sucesso e aceitação da empresa no mercado.

Marisa: Mudança e Polêmica


CRIA UFMG Jr. está em programa trainee e nada mais justo que colocar nossos futuros colegas para ralar. As postagens dos  próximos dias serão da colaboração daqueles que estão com um pé no aquário laranja.
Postado por: Dayanne Campos


Desde que transferiu sua conta para a agência AlmapBBDO, as Lojas Marisa já criaram duas polêmicas com seus comerciais. A empresa, que sempre foi reconhecida por sua mensagem de bem estar e autoestima feminino, vem sofrendo acusações de machismo pelo público.
A primeira polêmica ocorreu com a veiculação de um vídeo publicando o lançamento da coleção de Primavera Verão 2012 de Moda íntima da rede de lojas. O vídeo apresenta uma estatística, com um toque de humor, de que só existe um homem para cada 96 mulheres no Brasil e, portanto, elas devem “caprichar”. Durante a construção dessa estatística, são apresentados alguns estereótipos de homens, de certa forma, pejorativos. Resultado de tudo isso: muitas críticas, denúncias de sexismo e 1779 deslikes no Youtube, contra 411 likes.


Recentemente, outro comercial foi lançado, no qual uma mulher mostra todos os sacrifícios por que passou para chegar a um corpo magro para o verão. Ela homenageia os chuchus, pepinos fatiados e quinoas que a ajudaram a ter um corpo lindo e um verão feliz. De novo, o vídeo recebeu muitos deslikese. Um bafafá se espalhou entre as blogueiras, muitas dizendo que a marca restringiu o verão para as magras. Um grupo de mulheres chegou até a protestar em frente a uma loja, afirmando que não usará mais Marisa. As opiniões sobre a polêmica se dividem; para mim, é óbvio que muitas marcas utilizam os padrões de beleza para publicidade, e isso já é normal. Mas o que gerou toda a confusão e fez a Marisa perder muitos clientes, é a forma como o comercial glorifica a dieta da personagem, com frases como “que fizeram minhas refeições menos alegres e que farão meu verão mais feliz” ou “Tudo vale a pena para viver bem o verão”.  Confira o vídeo:


Enfim, parece que a Marisa está mudando o seu posicionamento e, até agora, os resultados não foram muito satisfatórios.

De princesa para princesa

A Marisa aproveitou o casamento real de Kate Middleton e príncipe William para lançar sua nova campanha e fazer as mulheres, que estão longe se serem a duquesa de Cambridge, sentirem-se, no mínimo, valorizadas como Kate. A campanha, para isso, apropria o conceito da Marisa "de mulher para mulher" e cria o slogan "de princesa para princesa".

Eles enviaram a Kate Middleton a mesma lingerie que estava sendo vendida na loja (e isso é comprovado na peça produzida), mostrando para as mulheres simples que podiam se parecer com a duquesa pelo menos na roupa íntima (isso se Kate chegasse a usar a lingerie).

Bom, aí está a peça... eu achei a ação muito boa!




 
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