Durante uma aula de Planejamento da Comunicação Organizacional esse semestre, uma colega ficou em dúvida se considerava como público da FIAT consumidores que não tem condições de comprar carros.
Veja bem, meu pai tem um paliozinho 2001, lindo, cinza escuro, sujo (coitado, ninguém tem tempo de levá-lo pra lavar), quatro portas, direção mecânica mesmo, sonzinho fuleiro que toca mp3 e com sorte pega rádio. Antes dele, tinha um golzinho, daqueles quadradão, mais velho que eu (se não me engano ele é um Gol 1987), meio bege, duas portas, sem som e que se Deus for bom, já deve estar no ferro velho. Quando meu pai resolveu comprar um carro novo, foi um alvoroço na família, todo mundo dava palpite de cor, modelo, acessórios, enfim, tudo. Escolhido e pago, finalmente o lindo, maravilhoso e primeiro carro zero da família Maciel chegou nas nossas mãos. Um Palio, do ano, com cheirinho de novo e plásticos nos bancos. Eu tinha 12 belos e juvenis anos de idade, nem lembrava que carro a gente teve antes do golzinho fuleiro e até hoje lembro perfeitamente do primeiro passeio em família no nosso carrinho.
Meu pai quase trocou de carro ano passado e se a gente ainda não ta de carro novo é culpa do meu irmão que prefere ir pro Canadá a ficar com o carro velho, mas ignorando o fato de que isso possa acontecer num futuro (se Deus quiser) não muito distante, imagine agora que daqui uns anos eu esteja formada, empregada e tenha rapidamente juntado um dinheirinho para comprar meu primeiro carro. Pra qual concessionária vocês acham que eu me "dirigiria" primeiro?
Acertou quem disse Ford!!
Tô brincando. É claro que é a FIAT.
Então me digam, sou público da FIAT ou não sou??
Essa é apenas uma história (digna de lágrimas nos olhos, convenhamos), mas junto a minha existem milhares de outras histórias de pessoas que ainda não tem condições de comprar um carro, mas que por algum motivo têm uma preferência no mercado de automóveis e pode vir um dia a ter sim condições de comprar um carro. Todas essas pessoas juntas formam um público que a curto prazo não é interessante para uma empresa, mas a longo prazo é fundamental, portanto, deve sim ser considerado!
Quebrando mitos
A maioria das pessoas têm uma visão bastante pessimista dos funcionários públicos. A vantagem de se trabalhar em orgãos públicos é a estabilidade, mas em compensação, o trabalho é bastante monótono e burocratico, o que acaba desmotivando os profissionais.
Será que é isso mesmo que acontece? Confeso que hoje eu fiquei com a pulga atrás da orelha e começei a questionar esse senso comum. O núcleo de Marketing da CRIA trouxe uma palestra muito interessante para a empresa, no qual a Gerente de Relações Públicas da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, Raquel Godóy, contou um pouquinho de como é o seu dia-a-dia.
Além de apaixonada por sua área de formação, Raquel se mostrou muito motivada com o trabalho na Assembléia. Segundo ela, não existe monotonia e o aprendizado é continuo. E aquela história de que funcionário público trabalha pouco é furada. O setor de Relações Públicas passou por um processo de consolidação bastante recente dentro da Assembléia e hoje é considerado um setor estratégico que está envolvido em todos os processos.
Mas o trabalho de comunicação em orgãos públicos tem uma peculiaridade. Ela não serve aos interesses apenas da organização, mas, sobretudo, dos cidadãos. Como Raquel apontou, o Relações Públicas que trabalha dentro de um orgão público tem a obrigação de ser melhor do que um que trabalha no setor privado. Isso porque o papel dele não é vender um produto, mas contribuir para uma sociedade melhor.
Quebrar mitos é sempre muito bom! Não é?!
Ate o café com leite é preciso planejar!!!
Todo jovem planejador já imaginou pelo menos uma vez em planejar um evento, por tanto vale a pena deixar claro que não é tão fácil como parece.
Como a maioria sabe, planejar um evento consiste em tomar conta da organização de um acontecimento com o objetivo principal de comunicar. Por mais que todo mundo na área da comunicação já está acostumado a ouvir que os prazos numa demanda são muito importantes e que não se pode perder de jeito nenhum, vou ser repetitiva ...... Sim galera de novo, se vocês querem planejar algum evento não podem esquecer que um evento sem prazos não funciona, é a base fundamental de formar parte de uma organização de eventos. Para cumprir os prazos se devem definir primeiro três etapas do evento: a estratégia, a tática e a operação pelas quais o evento vai passar.
Agora não esqueçam, planejar um evento não é fácil e tanto é assim, que o estresse vai levar vocês a tomar umas longas férias após o evento, e para deixar um pouco mais fácil a vida de todos nós, estes são alguns livros que nos podem ajudar a compreender melhor o assunto.
- Planejamento Estratégico de Eventos
Marcos Fava Neves
- Valor Estratégico dos Eventos
Mônica Myhill, James B.McDonough
Boa Sorte pra todos....
Como a maioria sabe, planejar um evento consiste em tomar conta da organização de um acontecimento com o objetivo principal de comunicar. Por mais que todo mundo na área da comunicação já está acostumado a ouvir que os prazos numa demanda são muito importantes e que não se pode perder de jeito nenhum, vou ser repetitiva ...... Sim galera de novo, se vocês querem planejar algum evento não podem esquecer que um evento sem prazos não funciona, é a base fundamental de formar parte de uma organização de eventos. Para cumprir os prazos se devem definir primeiro três etapas do evento: a estratégia, a tática e a operação pelas quais o evento vai passar.
Agora não esqueçam, planejar um evento não é fácil e tanto é assim, que o estresse vai levar vocês a tomar umas longas férias após o evento, e para deixar um pouco mais fácil a vida de todos nós, estes são alguns livros que nos podem ajudar a compreender melhor o assunto.
- Planejamento Estratégico de Eventos
Marcos Fava Neves
- Valor Estratégico dos Eventos
Mônica Myhill, James B.McDonough
Boa Sorte pra todos....
Post de Opinião 2
Marcadores: china, coca-cola, pepsiEscrevo aqui hoje em resposta ao post da Patrícia no domingo sobre a propaganda da Coca-Cola de Parintins. Para alguns o fato da peça usar as cores da concorrente Pepsi é um erro, mas a Paty acha que a peça da Coca-Cola é ousada e mostra que a silhueta da marca suprime as cores da Pepsi. Pois bem, ao ler essa interessante opinião, pensei logo num episódio inusitado ocorrido na China, no ano passado.
Para apoiar a equipe olímpica chinesa nas Olimpíadas de Pequim, a Pepsi chinesa lançou uma latinha... toda vermelha. Sim, vermelha, e bem parecida com a latinha da Coca, que por sinal é patrocinadora oficial dos Jogos.
Segundo o diretor de marketing da Pepsi chinesa, essa decisão foi tomada por causa do retorno positivo recebido por uma pesquisa realizada com consumidores da Pepsi, que acharam a campanha ousada e aprovaram o apoio aos atletas olímpicos da China. Essa pesquisa, aliás, nos mostra o quanto o planejamento pode auxiliar em ações inusitadas com relativa segurança.
Tanto a Coca-Cola quanto a Pepsi são marcas ainda em consolidação no mercado chinês. A Coca lidera o mercado de refrigerantes, mas, de acordo com a Euromonitor International, a Pepsi obteve aumento de 93% nas vendas de 2000 para 2006 na China, enquanto esse número foi de 70% para a Coca. Essa mudança da Pepsi (que durou até o final do ano passado) foi, sem dúvida, um risco no momento de construção da marca no mercado chinês. De qualquer forma, mostra que as marcas "menores" também podem estar na posição de ousar e provocar a concorrente maior.
Segundo o diretor de marketing da Pepsi chinesa, essa decisão foi tomada por causa do retorno positivo recebido por uma pesquisa realizada com consumidores da Pepsi, que acharam a campanha ousada e aprovaram o apoio aos atletas olímpicos da China. Essa pesquisa, aliás, nos mostra o quanto o planejamento pode auxiliar em ações inusitadas com relativa segurança.
Tanto a Coca-Cola quanto a Pepsi são marcas ainda em consolidação no mercado chinês. A Coca lidera o mercado de refrigerantes, mas, de acordo com a Euromonitor International, a Pepsi obteve aumento de 93% nas vendas de 2000 para 2006 na China, enquanto esse número foi de 70% para a Coca. Essa mudança da Pepsi (que durou até o final do ano passado) foi, sem dúvida, um risco no momento de construção da marca no mercado chinês. De qualquer forma, mostra que as marcas "menores" também podem estar na posição de ousar e provocar a concorrente maior.
Quando a criatividade falta...
Mais uma segunda e eu estava pensando no tema da minha postagem. Nenhuma ideia. Branco total. Eis que surge do nada: vou falar da faltra de ideias! Ter a criatividade como instrumento de trabalho é muito complicado, afinal estar o tempo todo no limite criativo é quase impossível.
Ora (uai, em bom minerês), a criatividade é um dom imprevísivel. Um brainstorm pode durar horas e não produzir nada de interessante, bem como um insight criativo de um milésimo de segundo pode gerar a mais brilhante das soluções.
Algo problemático para comunicólogos que buscam soluções criativas em prazos curtos. Quando falta o lampejo genial é hora de recorrer às informações do cliente, às teorias, aos referenciais, ao trabalho em equipe, às pesquisas...
Veja que interessante, neste exato momento está me faltando um insight criativo para concluir o texto. Acontece... Até segunda!
Assinar:
Postagens (Atom)
