Mostrando postagens com marcador campanha publicitária propaganda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador campanha publicitária propaganda. Mostrar todas as postagens

PERSONAGENS PUBLICITÁRIOS

PARTE 3 - PERSONAGENS IMPESSOAIS

Como ia dizendo semana passada, não é obrigatoriedade para o sucesso dos personagens publicitários sua pessoalidade, como nos casos do Garoto-bombril e do cachorro da COFAP. Um exemplo disso é uma outra criação de Washington Olivetto: o casal Unibanco

Durante dez anos, com vários atores diferentes o casal fez muito sucesso. Entre alguns atores que protagonizaram essa peça estão Miguel Falabella, Luis Fernando Guimarães, Drica Moraes, Débora Bloch e, com todos eles, o público se divertia com as pequenas histórias do casal. Outro detalhe importante desta campanha é que nem sempre o "casal Unibanco" eram representações de marido e mulher. Como nestes dois comerciais a seguir.

Assim como o casal Unibanco mantinha o mesmo charme independentemente dos atores, outro exemplo de como os personagens podem ser impessoais são os bichinhos parmalat

Esta campanha fez um sucesso tão grande que começaram a comercializar bichinhos de pelúcia segurando a caixa do leite. Além disso, fizeram uma nova propaganda, anos mais tarde, com os bichinhos crescidos

Embora os mesmos atores tenham usado a mesma fantasia do comercial anterior, não faria, para o público, diferença qual o ator interpretou o panda e qual viveu o leão. Na verdade, exceto pela criança que encerra o comercial com a - agora - célebre pergunta "tomou?", se se alterassem os atores entre um comercial e outro, dificilmente se notaria.

Assim encerro meus posts sobre personagens publicitários desejando que os gênios da propganda brasileira continuem criando personagens que marquem nossas vidas! Até segunda.

PERSONAGENS PUBLICITÁRIOS

PARTE 2- PERSONAGENS DE CARNE E OSSO


Como eu ia dizendo, os personagens publicitários, para terem sucesso, não precisam, necessariamente, serem animados. Veja, por exemplo, o caso de Carlos Moreno, o garoto Bombril, criação de Washington Olivetto e Franscesc Petit, na DPZ, em 1978, que ficou 25 anos ininterruptos no ar como garoto-propaganda da marca. Mais que um lugar no Guiness, o garoto símbolo da Bombril ganhou os brasileiros. Tanto que, assim que surgiu uma concorrente do mesmo nível - a Assolan -, a Bombril recorreu novamente ao seu garoto-propaganda, repleto de carisma e identificação com a marca.


Nota-se que Carlos Moreno não era um galã de novelas, não era, sequer, famoso. O Garoto Bombril foi uma construção inteiramente publicitária, que ganhou fama e popularidade exclusivamente pela propaganda. Segundo a premiada dupla de criadores Olivetto-Petit, o garoto Bombril foi o melhor trabalho que fizeram juntos, o que, considerando a qualidade das peças produzidas quando trabalhavam juntos na DPZ, não é pouca coisa.



Se os personagens não precisam ser animados, tampouco têm a necessidade de serem humanos. O cachorro da Cofap, criação de Washington Olivetto e Gabriel Zellmeister, que entrou no ar em 1989 e fez grande sucesso até meados da década de 90, não me deixa mentir.



Em comum nos personagens apresentados até agora é sua pessoalidade, isto é, não há como imaginar outro garoto Bombril que não o Carlos Moreno nem um poodle como cachorro da Cofap (neste caso, mais de um cachorro foi protagonista - até pelo tempo em que a campanha foi veiculada - mas sempre animais muito parecidos, marrons da raça dachshund).
Entretanto, a pessoalidade não é um passo obrigatório para o sucesso. Mas estes serão os personagens finais da série de posts, que, excepcionalmente, se encerrará na terça feira que vem (e não segunda, como usual)... até!

Bom, FEIO e barato

Diariamente somos bombardeados com propagandas em todos os meios de comunicação. Tamanho bombardeio nos torná, indiscriminadamente, críticos de propaganda. Julgamos, baseado quase que absolutamente na estética, se a propaganda é boa ou ruim. Do ponto de vista da comunicação, as coisas não funcionam bem assim. Existem aquelas campanhas que combinam perfeitamente estética e objetivos. Esse tipo de campanha deixa propaganda, marca e produto na memória.

Quem não ficou com água na boa vendo e ouvindo "Pipoca e Guaraná"? E quem não completou a receita mais famosa do Brasil com "é o Big Mac"?

Entretanto essa sintonia não é regra. Na década de 1990 havia uma propaganda de um aparelho de som em que formiguinhas usavam os alto-falantes como trampolim. Linda, genial. Todos gostaram e se deliciam até hoje ao lembrar do comercial. Pouquíssimos se lembram que a anunciante era a Philco.

Já à época a empresa percebeu essa falha e conjugava esse comercial com um outro, muito curto, que simplesmente bombardeava a marca. Não eram anúncios seguidos, geralmente vinha uma propaganda absolutamente aleatória entre eles.

Por outro lado, como muito bem lembrou o André neste blog tempos atrás, existem propagandas dias, que viram chacota, mas que são absolutamente pertinentes ao seu fim. Aqui em BH todo mundo detestava o vídeo da Bordados da Dinha "Capa de Sofá, 5 Reais". Todavia, o jargão irritante se popularizou e os públicos alvo, c e d, que passam diaramente pela região da loja, antes desconhecida, passou a tornar a Bordados da Dinha referência. Sucesso absoluto de vendas.

Nem tudo que é bonito é bom, depende do público. Ele tem sempre razão.

 
CRIA Plano © 2010 | Designed by Chica Blogger | Back to top