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Memórias e gratificação


Por: Ludmila Soares

Chega o fim do ano e com ele o sentimento de nostalgia e a saudade de amigos e familiares que estejam distantes ou até mesmo perto, mas que a correria do dia-a-dia não permite a proximidade e conforto reais. O Facebook aproveita esse momento para lançar o Say thanks, uma espécie de cartão de fim de ano, utilizando a chegada do Thanksgiving (especialmente nos EUA) e as comemorações de Natal e Ano Novo, fazendo com que a tecnologia demonstre seu poder de aproximação.


Os vídeos tem duração de um minuto e são personalizados com imagens e publicações em comum com quem projeta e a quem é destinado o vídeo, como uma junção dos melhores momentos da amizade. Existe também a possibilidade de selecionar o tipo de relação, de amigos de longa data a familiares. A ferramenta está conseguindo se estabelecer como um viral, principalmente por conseguir expressar aos amigos aquilo que não dizemos pessoalmente e aproximar aqueles que não estabelecemos contato há algum tempo. É o espírito de Natal de amor, compaixão e harmonia, transferido ao ambiente virtual, por meio da reiteração dos laços construídos ao longo da vida.


O vídeo da vez lembra a ferramenta também lançada pelo Facebook em fevereiro deste ano, na época da comemoração dos 10 anos da rede social. No Look back os usuários compartilhavam um vídeo de um minuto com a retrospectiva dos seus primeiros e os principais momentos divididos por eles. Ao final, o usuário obtém a identificação por meio da assinatura do fundador da empresa, o que causa a sensação de pertencimento e de importância em meio aos milhões de usuários da rede.


Além da possibilidade de interação, a estratégia cumpre com o objetivo de reafirmar a marca para os usuários, que se lembram da rede social não apenas como um “lugar” para compartilhar o que pensam, mas também como uma empresa que se importa com os relacionamentos que são desenvolvidos ali, já que a interação entre os usuários é uma de suas bases. É como a promoção do Facebook feita por seus próprios consumidores.

E que tal criar o seu agora, pra aquele amigo que você não vê há muito tempo ou mesmo aquele que faz parte de suas alegrias diárias? Deixe seus amigos perceberem a importância que eles desempenham em sua vida. Agradeça!


WhatsApp? VENDIDO! Próximo...


Estava tudo acontecendo naturalmente nos ‘feeds de notícia’ pelo mundo. Muitas fotos sendo postadas, vídeos compartilhados e indiretas lançadas até que, na noite de quarta-feira (19/02) , uma notícia tomou conta do Facebook e da maioria dos portais da internet. O bilionário CEO da rede social, Mark Zuckerberg, publicou em seu perfil que a mais nova aquisição da empresa é o aplicativo de troca de mensagens instantâneas via internet, WhatsApp.



A venda do aplicativo se tornou o assunto do momento com direito a muitos comentários, críticas e até memes. Principais motivos?
 1) O enorme investimento de 16 bilhões de dólares. Foram 12 em ações do Facebook, 4 em dinheiro e 3 bilhões oferecidos a parte aos fundadores e funcionários, que não foram contabilizados.
 2) A preocupação dos usuários com as possíveis mudanças no programa, principalmente a questão da sujeita inclusão de anúncios.
 3) O grande domínio de dados que a rede social detém.Além do próprio site existem os aplicativos mobile adquiridos por ela como o Instagram (comprado em 2012 por 1 bilhão de dólares) . Com acesso a essas informações, fala-se de invasão de privacidade para conseguir oferecer serviços baseados nos registros dos usuários como no Facebook.

 Zuckerberg declarou que os usuários do WhatsApp podem ficar aliviados, pois os dois serviços funcionarão independentemente.Segundo ele, o Facebook somente buscará formas de melhorar o aplicativo (apesar de que hoje  ,dia 22/02 , o serviço do WhatsApp está fora do ar e deixando seu público ansioso) e otimizar mais usuários, que hoje chegam a cerca de 450 milhões ativos mensais.



 Alguns questionam a quantia paga pela ferramenta, mas como um empresário visionário, Mark observou que, o aplicativo que está instalado em 44% dos smartphones, era uma forte concorrência para seus serviços. Portanto, foi um investimento pensando no futuro e a quantia seria quase o dobro da que teria oferecido o Google pelo serviço nesse mesmo ano, segundo boatos.



Atualmente, o Facebook se comporta como uma Coca-Cola das mídias digitais, obtendo alguns dos principais serviços de app.E agora?Qual será a próxima vítima?Snapchat já recusou a primeira proposta, 3 bilhões o valor. Só nos resta aguardar e continuar trocando muitas mensagens enquanto isso.
 
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