Ações criativas: Sentem-se nas poltronas que vai começar!

Parece que intervenções publicitárias em cinemas e teatros estão realmente na moda entre os criativos do mundo inteiro. Não estou me referindo a aquela tradicional e até subliminar pela qual marcas aparecem de relance nos filmes e espetáculos. Mas sim à ações geniais de agências que surpreendem o público geralmente depois de se acomodarem nas poltronas. Situações curiosas que depois se popularizam como vídeos na internet.
O fato de geralmente esse tipo de ação não ser veiculado na TV não o faz menos eficiente, muito pelo contrário. Quando a idéia é original e criativa a repercussão é viral, ultrapassando todas as previsões de retorno em mídia espontânea. Por meio de likes e retweets os vídeos circulam pelas redes sociais carregando o nome da marca, e o melhor sem que se pague diretamente por isso. A internet permite, acima de tudo, o consumidor manter um relacionamento constante com a marca, diferentemente da repercussão momentânea e unilateral da televisão.
Foi assim que a cervejaria neerlandesa Heineken em parceria com o jornal italiano La Gazetta Dello Sport promoveu uma intervenção inusitada em um auditório. Era dia do duelo entre Milan e Real Madrid pela Liga dos Campeões, um jogo importante e aguardado. É também quando chefes e namoradas insistem do nada em convidar as vítimas fãs do Milan para uma apresentação de um quarteto de cordas.



Outra ação semelhante, apontada por muitos como cópia, é a da cervejaria Carlsberg na cidade de Bruxelas. Seguindo o conceito da campanha “That calls for a Carlsberg”, a agência responsável elaborou uma verdadeira pegadinha lotando uma sala de motoqueiros mal-encarados e apenas dois lugares sobrando. A coragem de passar por uma situação como essa certamente merece uma cerveja gelada.



E por fim uma ação igualmente criativa feita pela Natura aqui no Brasil em parceria com a Ingresso.com e Cinemark. Para promover a linha Natura Plant, ao comprar dois ingressos online, o usuário era perguntando se estava levando uma mulher no cinema. Se sim, podia gravar um vídeo em homenagem que seria exibido de surpresa antes da sessão. Claro que os elogios envolviam seus cabelos bem tratados.



Arnaldo Garcia

PRECIOSO LÍQUIDO

Em tempos de consumidores atentos e exigentes não é de se estranhar a entrada de produtos cada vez mais qualificados no mercado. Dos produtos que ganharam status nos últimos anos há um caso interessante e curioso que é o da água mineral. Há alguns anos, restaurantes e supermercados ofereciam duas opções de água mineral: natural ou com gás. Mas hoje, a conversa é beeem diferente.
Atualmente você pode escolher a água mineral que mais combina com você: saborizada, mais leve, encorpada, purificada, etc. Algumas águas ganharam classificação parecida com a que os vinhos recebem como notas de sabor e buquê. Outras entram na categoria bebidas funcionais podendo conter fibras, mais cálcio e menos sódio. A simples água mineral sofisticou-se, transformou-se em artigo de luxo.
E você já viu produto de luxo em qualquer embalagem? Claro que não. Algumas marcas de água mineral têm disponibilizado o precioso líquido em garrafas modernosas de grife assinadas por famosos estilistas, como no caso da Evian que já teve garrafas assinadas por Jean Paul Gaultier, Issey Miyake e Paul Smith.
No exterior, há casos de hotéis sofisticados que até contrataram sommeliers de água para recomendarem aos seus clientes as melhores águas dependendo dos pratos pedidos nos restaurantes.
Neste contexto quero indicar a campanha feita pela Tom Comunicação para a água mineral Cambuquira.
Na campanha a água é associada à arte. Tanto no vídeo quanto na mídia impressa tudo te leva ao mundo da arte.
A proposta é que a água mineral seja associada a uma obra de arte. Para tanto a agência fez uso de imagens de artistas mineiros reconhecidos no país como o quadro de Mônica Sartori, artista plástica e o grupo de dança 1º Ato. A escolha dos artistas de Minas deve-se a um desejo de retorno às origens da marca. Para quem não sabe, á água leva o nome da cidade mineira onde é diretamente captada.

http://www.tomcomunicacao.com.br/?p=5157




Gisa Portilho

Há Razões para Acreditar

É comum alunos, ou futuros alunos de comunicação, receberem de
algumas pessoas um olhar sarcástico acompanhado da seguinte citação :
“Mas por que você faz esse curso? Isso não dá dinheiro, não vale a
pena trabalhar nesse mercado ...” Pois é , mas de acordo com o vídeo
abaixo produzido pelo Clube de Criação do Rio de Janeiro há razões
sim, para acreditar que a publicidade é um ramo profissional muito
promissor. O vídeo , uma paródia de uma famosa campanha da Coca Cola,
teve o objetivo de divulgar o programa de estágios do Clube do Futuro.
A conclusão vem para contradizer todos os pessimistas da nossa
profissão e confirmar aquilo que nós já sabíamos :trabalhar com
propaganda, para nossa sorte e alegria, vale a pena! :)




Larissa Oliveira

O poder das advertências em maços de cigarros.




“O Instituto Nacional do Câncer revelou numa pesquisa feita em 2009 que cerca de 48,2% dos fumantes pensam em largar o vício ao ver as imagens veiculadas nos produtos”
“Maços de cigarro terão imagens mais forte. O objetivo da medida é reduzir o consumo de tabaco, responsável por 200 mil mortes por ano no Brasil.”
Notícias como essas fazem total sentido e parecem ser bastante óbvias, certo? Não é o que as pesquisas de Martin Lindstron dizem.
Em 2004, o publicitário Martin Lindstron liderou um teste de rastreamento cerebral com uma máquina que mede a quantidade de sangue oxigenado em uma parte do cérebro a partir de uma determinada atividade humana. Ao realizar uma tarefa específica, o cérebro requer mais combustível – principalmente oxigênio e glicose. Por isso, quanto mais uma região do cérebro estiver trabalhando, maior será o consumo de combustível e o fluxo de sangue oxigenado para aquela região. Portanto, o aparelho, denominado IRMf, permite aos cientistas determinarem áreas especificas do cérebro que estão trabalhando em um determinado momento. O teste foi aplicado em fumantes voluntários que eram submetidos a imagens de advertências ao cigarro e deveriam apertar um botão quando sentissem vontade de fumar.
Os resultados da pesquisa, que durou cerca de 3 anos e acumulou um custo de 7 milhões de dólares, deixaram todos os pesquisadores de queixo caído. Concluiu-se que todas as imagens de advertência ao cigarro não eliminava o desejo dos fumantes. Na verdade, o que se descobriu nos testes foi que as fotografias que acompanham os maços de cigarros haviam estimulado uma área do cérebro do fumante chamada nucleus accumbens, também conhecida como “ponto do desejo”. Essa região do cérebro é ativada quando o corpo deseja algo, exigindo assim quantidades cada vez mais altas do produto para se satisfazer e, as imagens, que tinham o objetivo de desestimular o fumo, na verdade encorajavam o fumante a ascender um cigarro.
Apesar dos esforços dos governos em campanhas antitabagismo e da proibição de propagandas de cigarros, as advertências acabam servindo, na verdade, como um instrumento de marketing para a indústria do tabaco e o fumante não larga o vício, mesmo tendo consciência dos resultados. Esse é o poder da propaganda e do marketing de influenciarem o consumo até quando esse não é o objetivo.

Marcelo Filizzola Dias

Interatividade, o futuro é agora


Você está sentado, assistindo “A fantástica fábrica de chocolate”, vendo aquela deliciosa cachoeira de chocolate e milhares de doces de dar água na boca. E então, durante o intervalo comercial, uma mensagem na TV diz “Experimente o novo chocolate Wonka, é só pegar!”, e você simplesmente estica o braço e experimenta o chocolate! Bom, acho que isso seria impossível, mas hoje já é possível interagir com a TV de formas impressionantes.
Na Coreia do Sul, uma rede de supermercados expôs imagens de produtos nos metrôs, por meio de um display virtual, e bastava o consumidor apontar para um produto e comprar através de seu smartphone.
Durante o Festival Cannes Lions deste ano, várias alternativas de se utilizar essas tecnologias foram apresentadas. Uma delas foi o Nuads, que utiliza o Kinect para permitir que o telespectador interaja com os anúncios. Por exemplo, durante um comercial de um automóvel, você dá um comando de voz e o Kinect te mostra onde está localizada a concessionária mais próxima.
Imagina como isso iria facilitar a vida do consumidor e engordar os lucros das empresas!
É a publicidade utilizando da tecnologia para ampliar a interatividade entre os meios e o público. Willy Wonka, o maior publicitário de todos os tempos, por enquanto.

Helena Corrêa
 
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